Situação dos times após o draft – NFC North

A conferência da tradição! Trabalho duro, violência, frio, história rica, lendas como Vince Lombardi, Brett Favre, Mike Singletary, Mike Ditka, Dick Butkus, jogos na neve, rivalidade acesa… E por outo lado, os Detroit Lions.

Chicago Bears

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Um dos times com maior tradição na NFL, Chicago sofre com a falta de um QB pai de família. A administração Jay Cutler terminou de forma melancólica, e foi permeada pela apatia com que Cutler encarava as partidas. Embora contasse com um dos melhores WR da liga, Alshon Jeffery, o jogo aéreo dos Bears não engrenou no ano passado, matando os jogadores de fantasy de raiva. Surgiram duas surpresas, no entanto, que permitem uma esperança este ano: Jordan Howard e Cameron Meredith.

Howard, calouro em 2016 (draftado na quinta rodada), assumiu a titularidade com a contusão de Jeremy Langford, e ultrapassou também Ka’Deem Carey no depth chart. Tanto Langford quanto Carey eram RB bem considerados para fins de fantasy. Howard fez excelentes partidas durante a temporada, garantindo a seus proprietários alegrias e vitórias importantes. Para 2017, está bem estabelecido como RB1.

Meredith apareceu como principal recebedor dos Bears após a suspensão de Jeffery. É jovem, 24 anos e teve produção consistente mais ao final da temporada, culminando com um glorioso jogo contra os Redskins em que recebeu para 135 jardas e um TD. É um nome a se considerar, especialmente em ligas dynasty, mas deve ter valor desde já. Afinal, confiantes em sua produção, os Bears dispensaram Jeffery.

Mas a grande aposta dos Bears foi naquela posição discreta em um time de futebol americano, o QB. Não só foi buscar talvez o principal nome disponível na free agency, Mike Glennon, dos Buccaneers, como dominou as manchetes do primeiro dia do draft ao negociarem com os 49ers para subirem de posição e draftarem Mitch Trubisky na segunda posição geral. Por óbvio, Glennon deve ser o titular, enquanto Trubisky vai aprendendo a mexer o pirão.

Para ajudar Glennon, Chicago trouxe os WR Marcus Wheaton, que estava com os Steelers em 2016, e Kendall Wright, que jogou pelos Titans. Nenhum dos dois teve produção destacada, embora Wright tenha tido seus momentos. O talentoso mas difícil TE Dion Sims, vindo de Miami, também foi contratado.

Saíram, além de Jeffery e Cutler, o inesquecível QB Brian Hoyer e o WR Eddie Royal.

Aqui no BFF, acreditamos que Chicago merece atenção no jogo corrido, enquanto o jogo aéreo é uma incógnita. Howard já mostrou talento, vai ser muito acionado, mas deixou de ser novidade. O volume de toques que vai receber, no entanto, é suficiente para posicioná-lo como RB1. Meredith merece consideração, assim como o TE Zach Miller. Quanto aos QBs, corra. Pelo menos até termos um quadro mais claro com a pré-temporada. Aliás, por falar em QB, sabe quem está no elenco? O sensacional Mark Sanchez! Se Glennon e Trubisky se machucarem, prometo que escalo Sanchez em meu time de fantasy este ano!

[28/08/2017] Cameron Meredith está fora da temporada após sofrer grave lesão no joelho em partida de pré-temporada contra os Titans.

Valor de fantasy

Jordan Howard: RB1 (1st round)

Cameron Meredith: WR2 (3rd round) [28/08/2017] Fora da temporada por lesão no joelho

Kevin White: flex (6th round)

Kendall Wright: flex (6th round)

Zach Miller: Deep TE1 (7th round)

Mike Glennon: QB2 (undrafted)

Detroit Lions

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É fácil esquecer depois de uma pós-temporada tão agitada como a última, mas (1) os Lions foram para os playoffs, saindo, à moda dos Lions, logo no primeiro jogo, e (2) Matthew Stafford era um dos concorrentes a MVP da temporada até perto do final. De fato, Stafford, mesmo privado de seu principal recebedor, o grande Calvin Johnson, lançou para mais de 4300 jardas e 24 touchdowns, números que o colocaram, mais uma vez, na lista dos QB1 para o fantasy – foi o sétimo QB com mais pontos na temporada, 279,8 na pontuação standard (média de 17,4 por partida).

E a análise dos Lions poderia parar por aqui.

O backfield é um pesadelo, cortesia de uma mistura de rbbc (running back by comittee), ou seja, um grupo de running backs sem um “número um” claro que tenha uma quantidade significativa de toques, e pura inépcia dos jogadores. Além disso, há uma clara preferência pelo jogo aéreo, principalmente na endzone. Competem pela titularidade Ameer Abdullah, que se machucou ano passado, Theo Riddick, o mais talentoso do grupo, Zach Zenner e o recém-contratado Matt Asiata, que jogou no ano passado pelo rival Vikings. Abdullah é o preferido, mas nenhum deles empolga para a temporada de fantasy.

Com um volume de passes tão grande, o jogo aéreo tem valor, mas Detroit não conta com um WR que possa sustentar um time de fantasy. O principal é Golden Tate (13,9 pontos por jogo na temporada passada), seguido por Marvin Jones (média de 10,7 pontos). Para reforçar, Detroit draftou Kenny Golladay na terceira rodada. Não deve haver mudanças nessa ordem este ano. A grande questão é quem vai herdar o volume de jogo de Anquan Boldin, um WR grande e de mãos firmes que serviu de dublê de TE ano passado, sendo o líder de TDs do time, com 8. Espera-se que o TE Eric Ebron, que tem as ferramentas para ser um TE1, se beneficie com a saída de Boldin, aumentando sua pontuação.

Valor de fantasy

Matthew Stafford: QB1 (5th round)

Ameer Abdullah: RB2 (3rd round)

Theo Riddick: flex (4th round)

Golden Tate: WR2 (3rd round)

Marvin Jones: flex (5th round)

Eric Ebron: TE1 (6th round)

Green Bay Packers

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Ah, os Packers!

Uma pequena digressão aqui. Quando os EUA ficaram independentes, um grupo de homens se destacou pela luta contra a Inglaterra, pela construção do novo país e pela concepção da estrutura política que influenciou o mundo todo. São chamados até hoje de founding fathers, e reverenciados quase como santos. Pois bem, é possível dizer, quase sem exagero, que Green Bay é para a NFL o que os founding fathers são para os EUA: um time que guarda os mesmos valores desde a fundação da liga, abrigando em sua história alguns dos nomes incontornáveis quando se fala da história do jogo.

Mas fujo do tema. Estamos aqui para falar de fantasy.

Green Bay tem dois jogadores capazes de ganharem uma liga pra você: Aaron Rodgers e seu inseparável parceiro, Jordy Nelson.

Rodgers, além de estar na conversa de melhor QB de todos os tempos, foi o líder de pontos entre os QBs na temporada passada (média de 23,75 pontos por jogo!) e o segundo entre todos os jogadores, atrás apenas de David Johnson, dos Cardinals (média de 25,5). Lançou para 40 TDs (!!!) e ainda correu para outros 4. Um monstro no jogo real, um monstro no fantasy. Teve até um jogo sensacional contra Minnesota, na semana 16, em que fez incríveis 37 pontos!

Outro monstro foi o WR Jordy Nelson. Com 304 pontos no total, média de 19 por partida, foi o segundo melhor WR da temporada. É de longe o alvo preferido de Rodgers, estando firme na posição de WR1, a ser draftado na primeira rodada de todas as ligas. Imagine se você desse a sorte de ter Nelson e David Johnson no time? Sua chance de ser campeão da sua liga seria enorme!!!

Nesse ponto, cabe uma observação, principalmente se o querido leitor for novato no maravilhoso mundo do fantasy. É fácil se empolgar com os números de um QB. De fato, dos 4 principais pontuadores ano passado, 3 eram QBs (além de Rodgers, estão na lista Matt Ryan e Drew Brees). Entretanto, partilho da tese de que o jogador não deve se precipitar e draftar um QB nos primeiros rounds. Os motivos principais são: (1) numa liga standard, só há um QB por time, logo a demanda pela posição é bem menor; (2) a diferença entre os QBs da liga é menor do que a diferença dentro das posições de RB e WR; (3) o QB tende a ser menos regular do que os RBs e os WRs, concentrando seus pontos em alguns jogos, ao invés de contribuir de modo mais uniforme ao longo do campeonato.

Em outras palavras: numa liga standard, Jordy Nelson é mais valioso que Aaron Rodgers. Muito mais valioso, na verdade. O irônico é que Nelson tira grande parte desse valor do fato de jogar com Rodgers, mas futebol é um esporte coletivo, paciência! Resista à tentação de draftar Rodgers antes, por exemplo, de Marshawn Lynch. Aquele jogador malandro de sua liga vai sorrir de orelha a orelha se você fizer isso.

Além de Nelson, Green Bay tem, como era de se esperar, um excelente jogo aéreo, se destacando Davante Adams e Randall Cobb. Adams tem números sólidos, e é uma boa opção de RB2. A posição de TE tem sido um problema, que deve ter uma boa solução este ano com a chegada de Martellus Bennett, campeão na última temporada com os Patriots, em substituição a Jared Cook. Bennett recebeu 7 TDs de Tom Brady ano passado; é razoável esperar pelo menos uns 10 com Rodgers.

O grande problema de Green Bay, no ataque, tem sido o jogo corrido. O titular, Ty Montgomery, começou a carreira como WR, e foi convertido ano passado, ante a inépcia de James Starks, Fat Eddie Lacy e o grande Christine Michael. Não por acaso, os três foram mandados embora este ano. Para compensar, Green Bay draftou, a partir da quarta rodada, Jamaal Williams, Aaron Jones e Devante Mays. Pelo jeito, Montgomery deve continuar a ser o titular.

Valor de fantasy

Aaron Rodgers: QB1 (4th round)

Jordy Nelson: WR1 (1st round)

Davante Adams: WR2 (3rd round)

Randall Cobb: flex (5th round)

Ty Montgomery: RB2 (4th round)

Jamaal Williams: flex (6th round)

Martellus Bennett: TE1 (4th round)

Minnesota Vikings

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Os Vikings sempre estiveram no radar de todos os jogadores de fantasy por causa do grande Adrian Peterson, uma escolha certa de primeira rodada em qualquer liga. Aliás, o jogo dos Vikings era simples: Peterson pela direita, pela esquerda, pelo meio, por cima e por baixo. Aí Peterson se machucava (ou em ano foi suspenso) e pronto: na vida real e no fantasy, choro.

Sem Peterson, Minnesota era terra arrasada para o fantasy. A esperança era arrancar alguns pontinhos na raça.

Peterson foi para os Saints, e dois bons jogadores vieram para substituí-lo: Latavius Murray, que estava com os Raiders, e o novato Dalvin Cook, de Florida State, draftado na segunda rodada. Murray é o titular, mas Cook tem condições de ter uma participação significativa desde o início. De fato, vários analistas estão apontando Cook como uma das possíveis principais surpresas da temporada, valendo a pena arriscar draftá-lo em uma das primeiras rodadas. O principal RB na temporada passada, Jerick McKinnon (apenas 9 pontos por jogo de média), continua no time, enquanto Matt Asiata foi para os Lions. Há o perigo da situação virar um comitê de running backs, no entanto, já que nenhum se destaca muito dos competidores.

Se há um destaque no time, é o TE Kyle Rudolph. Com 13 pontos por jogo ano passado, foi o segundo melhor TE da liga. Os dois principais WRs são Stefon Diggs e Adam Thielen, reforçados com a chegada de Michael Floyd. Thielen e Diggs tiveram desempenho semelhante, embora Diggs tenha sido mais acionado (com a saudável média de 7 acionamentos por jogo, número próximo, por exemplo, de Brandin Cooks e Davante Adams).

A grande questão é: quem será o QB este ano? Teddy Bridgewater está se recuperando de uma contusão que o tirou de combate ano passado, deixando a titularidade para Sam Bradford. Quem quer que seja, no entanto, não empolga para o fantasy; melhor procurar valor em outro lugar.

Valor de fantasy

Latavius Murray: RB2 (3rd round)

Dalvin Cook: flex (6th round)

Stefon Diggs: WR2 (4th round)

Adam Thielen: flex (6th round)

Kyle Rudolph: TE1 (4th round)

1 comentário Adicione o seu

  1. Magno disse:

    Na palavra de Tiago eu confio!

    Curtir

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