Novatos de Impacto – WR/TE

Depois de falar dos QB e RB novatos que podem ter impacto no fantasy nesta temporada, agora vamos nos voltar para os WR e TE. Se nas duas posições anteriores era mais fácil prever o papel dos jogadores no ataque de suas franquias e o quanto eles poderão contribuir na temporada, agora, o buraco é mais embaixo.

Wide Receivers

Nesta temporada, nós tivemos três WR draftados no Top 10. Corey Davis foi a 5ª escolha do 1º round e assinou com o Tennessee Titans. Na escolha 7, o Los Angeles Chargers pegou Mike Williams. John Ross, novo dono do recorde das 40 jardas, saiu na pick 9, para o Cincinnati Bengals.

De 2011 até 2016, outros oito WR saíram no Top 10 do draft da NFL – Julio Jones, A.J. Green, Justin Blackmon, Tavon Austin, Sammy Watkins, Mike Evans, Amari Cooper and Kevin White. A média dos oito em seu primeiro ano foi de 55,9 recepções, 824 jardas aéreas e 6 TD.

Em um formato Standard, isso resultaria em 118,4 pontos na temporada. Números similares ao de Marvin Jones (Detroit Lions) no ano passado. Ele terminou com 117,3 pontos e foi o 38º no ranking da posição. Em PPR, seriam 174,2 pontos, quase a mesma coisa que alcançou Aquan Boldin (Detroit Lions), que terminou com 173,4 e foi o 41º da posição.

E agora com a classe de 2017? No início de junho, Corey Davis (Tennessee Titans) era o meu novato favorito da posição. Ele chegou a uma equipe que tinha necessidade de um WR de talento e já conta com um bom quarterback, Marcus Mariota. Mas, com a adição de Eric Decker ao roster dos Titans, a situação do garoto precisa ser revista.

Com a chegada de Decker, a tendência é que Davis não seja tão produtivo como se esperava após o draft da NFL. O jovem já precisaria se destacar tendo bons companheiros de equipe como Rishard Matthews e Delanie Walker. Agora, com Eric, que é um bom alvo na Red Zone, por perto, as projeções para ele são menos significativas. O garoto, contudo, pode ser uma boa opção de FLEX.

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Corey Davis pode ter boa produção e ser importante no fantasy / Foto: Divulgação

Mike Williams (Los Angeles Chargers), por sua vez, não deve ser uma grande opção de fantasy. A equipe conta com outros bons jogadores no elenco – Keenan Allen, Tyrell Williams, Travis Benjamin e Dontrelle Inman – e ele começa atrás na corrida do depth chart. Além disso, com um problema de hérnia de disco, ele não participou de boa parte dos OTAs. Pode ser um WR3.

Jogador mais rápido na história do Combine, John Ross (Cincinnati Bengals) pode ser importante na equipe, mas também precisará se provar nos OTAs e training camps para subir alguns degraus no depth chart. A briga dele é, principalmente, contra Brandon LaFell e Tyler Boyd. Tem potencial para FLEX.

Fora do Top 10, outros dois jogadores chamam a atenção. Zay Jones (Buffalo Bills) e Cooper Kupp (Los Angeles Rams). Jones foi o primeiro WR escolhido no 2º round, enquanto Kupp saiu no terceiro.

Claro, com LeSean McCoy, os Bills ainda serão um time focado no jogo corrido, mas existirão boas oportunindades para Zay Jones. O novato tem  mãos seguras – é dono da segunda melhor porcentagem de drops da classe –, e pode ser uma grande opção, principalmente se Sammy Watkins, que perdeu oito jogos no ano passado, não estiver saudável. É uma opção para o seu banco.

Os Rams perderam Kenny Britt, Brian Quick e Lance Kendricks na Free Agency e buscaram Cooper Kupp no draft para reforçar a posição – além de Robert Woods, que também chegou pela FA. Em seus quatro anos universitários, o novato estabeleceu o recorde de TD da FCS com 73, além de mais de 400 recepções e 6 mil jardas aéreas. Sim, Jared Goff ainda não se provou como quarterback e isso pode atrapalhar o trabalho de Kupp, mas ele ainda assim surge como uma opção. Pode ficar no seu banco e surpreender.

Tight Ends

Tight Ends novatos não costumam ser relevantes no fantasy. Além de Rob Gronkowski e Aaron Hernandez, ambos dos Patriots em 2010, nenhum outro terminou como Top 12 na posição. Quem jogou o game no ano passado pode se lembrar de Hunter Henry (Los Angeles Chargers), que teve 478 jardas aéreas e 8 TD, mas em oito dos 15 jogos que ele participou, teve apenas duas ou menos recepções. Faltou consistência e isso é justamente o que eu espero dos meus titulares. Meu conselho é, confie nos veteranos. Ainda assim, aqui vão algumas opções de novatos.

Primeiro TE fora do board, O.J. Howard (Tampa Bay Buccaneers) é mais uma arma para o QB Jameis Winston. Ele contudo, será a segunda opção da equipe na posição, atrás de Cameron Brate, que foi o sétimo melhor TE em 2016. É difícil imaginar que ele vá produzir mais que o companheiro, mesmo estando em campo em formações com dois TE. A tendência é que seja um TE2.

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É difícil imaginar O.J. Howard com snaps o suficiente para conseguir boa produção no fantasy / Foto: Divulgação

Evan Engram (New York Giants) chega para solucionar um problema da equipe, que contou com Larry Donnell e Will Tye nas últimas duas temporadas. Ele não é tão grande ou forte como outros atletas da posição, mas compensa em velocidade e tem sido elogiado como um grande recebedor. Nos OTAs, ele tem sido alinhado de diversas formas e pode surpreender na temporada.

Os Browns cortaram Gary Barnidge do elenco, então David Njoku deve participar de muitos snaps em 2017, visto que o Hue Jackson, o head coach da equipe, gosta de utilizar seus TE. Ele é um jogador grande, atlético e veloz e tem sido comparado a Travis Kelce. Cleveland, contudo, não tem um bom QB, o que pode prejudicar a produção do novato.

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