Estratégias e Dicas Para O Draft

Versão 2018 aqui.

Agora que você já criou a sua liga de fantasy (ou se juntou a alguma liga criada por um amigo) é hora de se preparar para o momento mais importante (e mais legal) da temporada: O draft !

Não existe formula infalível para vencer uma liga. São muitas variáveis que influenciam nos resultados deste “esporte”. Lesões ocasionalmente dão um fim abrupto à temporada da sua escolha de primeira rodada (Sim, pode preparar as lágrimas). Jogadores novatos selecionados nas últimas rodadas (ou até mesmo não draftados) podem despontar e fazer um grande impacto. Estrelas do futebol americano podem começar a cair de produção sem qualquer aviso prévio. Enfim, é mais fácil encontrar o caminho de volta para a casa na “Caverna do Dragão” do que prever o que acontecerá em uma temporada de fantasy.

Se por um lado é indubitável que não se vence uma liga de fantasy apenas com um bom Draft, é bem possível que você tenha suas chances de título reduzidas a pó caso suas escolhas sejam feitas com a mesma sabedoria com que a população brasileira escolhe seus políticos.

Muitos aspectos têm que ser levados em consideração na hora de escolher seus jogadores no fantasy. Sendo assim, apresentaremos a seguir algumas dicas relevantes para que você possa fazer um bom draft. Convém esclarecer que algumas das orientações são mais voltadas para os novatos na modalidade (e neste particular, pedimos licença aos que já estão mais ambientados ao jogo). Outras dicas são mais universais, podendo ser aproveitadas por jogadores dos mais variados níveis de experiência.

Tenham em mente que levaremos em conta neste artigo uma configuração padrão (“standard”) de uma liga fantasy com 12 times, sendo o tipo de draft no formato “Snake” (cobra). O formato de draft “snake” funciona da seguinte forma: Se você possui a 1ª escolha da primeira rodada, na segunda rodada você será o último a escolher. Da mesma forma, se você possuiu a última escolha da primeira rodada, na segunda rodada você será o primeiro a escolher, e assim sucessivamente. Ou seja, as escolhas vão e vêm como se fossem uma cobra rastejando, daí o nome deste formato de escolhas. Existem outros tipos de draft, como o “auction”, que é baseado em valores para “compra” de jogadores. Porém, não abordaremos esta modalidade nesta oportunidade.

Dito isto, passaremos então a listar algumas dicas e orientações para que você faça um bom Draft. Como já salientado, ressaltamos que as dicas a seguir não são “infalíveis” e nem deverão ser consideradas como dogmas ou mandamentos. Cada draft é diferente, composto por pessoas diferentes e que pensam, naturalmente, de forma diferente. Então é importante que você se adapte às características de sua liga e ao que o draft apresenta para você (isso será abordado mais adiante). Portanto, se você utilizar as dicas a seguir e não vencer a sua liga, nem adianta nos processar, pois o nosso time de advogados é forte e experiente (Sim, a intimidação também faz parte do futebol americano).

PRESTE ATENÇÃO NAS CONFIGURAÇÕES DA SUA LIGA

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É primordial que você saiba qual o sistema de pontuação de sua liga. Normalmente, as principais configurações padrão (standard) são as seguintes:

Pontuação para passes:

  • 1 ponto para cada 25 jardas aéreas lançadas;
  • 4 pontos para cada passe para TD;
  • 2 pontos para passe de conversão de dois pontos com sucesso;
  • -2 para cada passe interceptado.

Pontuação do jogo corrido:

  • 1 ponto a cada 10 jardas corridas;
  • 6 pontos para cada TD corrido;
  • 2 pontos para conversão de dois pontos através de corrida.

Pontuação para recepções:

  • 1 ponto a cada 10 jardas recebidas;
  • 6 para cada recepção para TD;
  • 2 pontos para recepção de conversão de dois pontos.

Embora este seja o sistema “padrão” de pontuação, há algumas ligas que optam por sistemas diferentes, nos quais se estabelece, por exemplo, que cada passe para TD valha 06 pontos, em vez de 04. Neste caso, o valor de um QB no time tende a ser maior do que numa liga com sistema de pontuação “standard”. Por outro lado, quanto menos pontos a liga conceder para jardas aéreas passadas, maior valor terá um QB que costuma correr com a bola. O mesmo se aplica aos sistemas de pontuação para os RBs e WRs. Cada posição poderá ter um valor maior ou menor a depender do sistema de pontuação da sua liga.

Em suma, não jogue um jogo sem antes conhecer adequadamente todas as suas regras. Esta recomendação básica (que muita gente ignora) serve para qualquer coisa em sua vida, sendo que os resultados de sua inobservância serão igualmente desastrosos.

NÃO SELECIONE UM QUARTERBACK NAS PRIMEIRAS RODADAS

Erro muito comum cometido por iniciantes. Quase todos os fãs da NFL possuem como ídolo mor um grande Quarterback. É a posição mais importante do jogo, ocupada geralmente pelos jogadores mais talentosos, famosos e produtivos do futebol americano. Então, nada mais natural do que selecionar na sua primeira rodada um excelente QB, certo ? ERRADO !

É isto mesmo que você está ouvindo (ou melhor, lendo). Nada de Aarão da Massa, Marido da Gisele, Drew Brees ou outros medalhões da posição. A explicação para esta medida é muito simples: O sistema de pontuação do fantasy faz com que o melhor QB da liga não seja muito superior ao 10º melhor, ou ao 12º melhor. Então por que diabos você vai “gastar” uma valiosa escolha (primeiras rodadas) com um QB se você pode encontrar um jogador com valor bem semelhante em rodadas posteriores ? Seria como gastar 01 milhão de reais numa Ferrari, sendo que você poderia comprar uma Lamborghini com “apenas” 100 mil.

Existem 32 QBs titulares na NFL e, nas configurações “standard” de uma liga de fantasy, você só precisa de um “signal caller” titular, fazendo com que a oferta na posição seja razoavelmente tranquila de se preencher em uma liga com 12 times.

Por outro lado, cada time de fantasy precisa de pelo menos 2 Running Backs e 2 Wide Receivers titulares, havendo ainda a possibilidade de você precisar escalar 03 RBs ou 03 WRs, a depender do seu jogar “FLEX”. Mesmo quem não é bom em matemática vai perceber facilmente que encontrar bons talentos nas posições de RB e WR se tornará bem difícil do meio para o fim do draft.

Em suma, a chance de você encontrar um Quaterback produtivo em uma rodada mediana (ou até mesmo nas últimas rodadas do draft) é muito maior do que a de você encontrar WRs e RBs produtivos do meio para o fim das suas escolhas.

Então, quando devo draftar um QB ? Não existe uma receita de bolo para dizermos em que rodada você deve fazer isso. Normalmente, eu não recomendaria que você selecionasse seu “lançador” antes da 6ª Rodada (a esta altura você já preencheu as principais posições de seus jogadores titulares: 02 RBs, 02 WRs e 01 Flex). Porém, é possível que um QB que você goste muito e que você acredita que terá uma produção consideravelmente acima da média dos outros (como por exemplo Aaron Rodgers ou Drew Brees) esteja de “de bobeira” no board em uma 4ª ou 5ª rodada. Neste caso, é justificável a escolha “prematura” de um Quarterback. Lembre-se que o Fantasy Football é uma grande diversão, então se você gosta muito de um jogador e quer muito tê-lo em seu time, não fique constrangido de selecioná-lo em um momento que talvez não fosse o adequado (apenas não faça isso MUITO antes da hora, porque tal fato certamente prejudicará SENSIVELMENTE o equilíbrio de seu time).

Informação é o caminho para o sucesso!

Para realizar um bom draft é fundamental que você esteja antenado nos acontecimentos recentes do futebol americano. Você não vai querer draftar um jogador que se lesionou seriamente no treino que ocorreu no dia do seu draft. Portanto, esteja “em dia” com os noticiários sobre os jogadores para não ser surpreendido com uma notícia “quentinha saída do forno”, a qual certamente lhe provocará uma indigestão.

Uma das melhores formas de se manter informado acerca deste tipo de notícia é através do Twitter. Se você não possui uma conta no Twitter, vale a pena gastar alguns minutinhos para criar uma. Você não precisa ficar “twitando” nada se não quiser, podendo usar a ferramenta apenas para consultas. Existem vários perfis especializados em NFL (e Fantasy Football) que trazem informações bastante atualizadas e confiáveis sobre o mundo dos jogadores da NFL. Entre eles, podemos citar o @NFLfantasy, @Rotoworld_FB, @FantasyPros, @TheFFBallers, @Michael_Fabiano, @JameyEisenberg, @PFF, @daverichard, @rapsheet, entre outros.

Naturalmente, um conhecimento básico da língua inglesa irá lhe ajudar a extrair as informações necessárias a um bom desempenho no fantasy (já que os perfis citados trazem informações em inglês). Caso este idioma não seja muito a sua praia, há alguns perfis com informações em português, embora em uma quantidade bem menor. Entre os perfis em português podemos citar o @NFLBrasil, @LigaDos32, @Endzone_Brasil, @oQuarterback, e, é claro, o nosso BRASIL FANTASY FOOTBALL (@BrFFootball).

Outra forma bastante prática de obter as principais notícias da NFL é através do ROTOWORLD (aplicativo ou site). Trata-se de fonte de informações bastante atualizada sobre vários esportes americanos, entre eles a NFL. Você não precisa ler todas as notícias, mas uma leitura rápida de poucos minutos é suficiente para você ficar atualizado sobre os acontecimentos mais recentes e relevantes da liga.

Além do Twitter e do Rotoworld, há também os sites especializados em NFL. Além do próprio site da liga (nfl.com), há uma infinidade de opções para obter informações relevantes que lhe auxiliarão na tomada de decisões. Em alguns sites, é possível até mesmo usar ferramentas do tipo “quem eu devo draftar?”, na qual o usuário insere os nomes de dois (ou mais) jogadores e a página lhe fornece um resultado percentual de quem os analistas escolheriam. Um dos sites onde é possível utilizar este recurso é o “FantasyPros”.

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Exemplo de comparação entre dois jogadores, no qual o site indica a escolha dos especialistas (em percentual).

De uma forma geral, é preciso entender que Fantasy Football tem tudo a ver com notícias e números. Se você se inteirar das estatísticas dos jogadores e se manter atualizado com os acontecimentos do mundo da bola oval, sua carreira como jogador fantasy será promissora.

QUAIS POSIÇÕES EU DEVO SELECIONAR NAS PRIMEIRAS ESCOLHAS ?

Uma dos principais dúvidas que atormentam as mentes dos jogadores de fantasy football é qual posição escolher nas primeiras rodadas. Devo escolher dois Running Backs nas duas primeiras escolhas ? Devo escolher dois Wide Receivers nas duas primeiras escolhas? Devo escolher um RB e um WR nas duas primeiras escolhas ?

A resposta para estas perguntas é muito simples: não existe uma resposta (não posso fazer nada se ficou decepcionado com esta informação, mas é isso mesmo)! Porém, tenhamos calma e não criemos pânico. Vamos explicar:

Conforme já salientamos, uma das principais características do fantasy football é a sua imprevisibilidade. Há anos em que os Running Backs lideram com folga os rankings de pontuação do fantasy, deixando para trás os WRs. Porém, pode haver temporadas em que a produção dos corredores não seja tão boa. Além disso, há temporadas em que os “work horses” (Backs que “carregam o piano” correndo bastante com a bola) se machucam numa frequência muito grande (Em 2015, por exemplo, a temporada foi um desastre em termos de lesões), tornando os WRs “mercadorias” mais valiosas por serem mais “confiáveis”. Sendo assim, é preciso ter em mente o seguinte:

SELECIONAR 02 RUNNING BACKS nas duas primeiras rodadas

Os “Backs” normalmente marcam mais pontos que os receivers. Isso ocorre porque costumam possuir mais oportunidades com a bola, seja fazendo corridas, seja recebendo passes, sem contar as oportunidades de TD na “goal line”. Diante disso, a pontuação dos RBs é menos volátil do que a dos recebedores, ou seja, é bem mais provável que um corredor tenha, de forma consistente, uma “pontuação mínima” razoável (já que pega na bola, em média, 15 a 20 vezes em um jogo) em comparação aos WRs, que normalmente são acionados em frequência bem menor.

Ocorre que se você seleciona 02 RB nas duas primeiras rodadas, está correndo o risco de colocar em seu plantel WRs medíocres, cuja produtividade muitas vezes é impossível prever semana a semana.

Além do mais , os RBs são mais suscetíveis a lesões, de maneira que se isso ocorrer (vamos bater na madeira três vezes), seu alto investimento de primeiras rodadas pode terminar indo enfermaria abaixo.

SELECIONAR 02 WIDE RECEIVERS nas duas primeiras rodadas:

Os recebedores geralmente são mais “duráveis” do que os RBs. Todavia, a participação dos “Wideouts” é consideravelmente menor que a dos RBs (um WR normalmente vai tocar na bola menos da metade das vezes que um RB). É claro que há recebedores como Antonio Brown (PIT), Julio Jones (ATL), Mike Evans (TB) e A.J. Green (CIN) que terão frequentemente muitas recepções por jogo e uma boa produtividade. Porém, esta não é a regra, sendo que haverá recebedores que ocasionalmente possuirão 03 ou 04 recepções por jogo (e olhe lá), fazendo que com sua produtividade fique bem abaixo do desejado.

Sendo assim, diante da escassez de WRs de alto nível, como os citados acima, também é uma estratégia interessante selecionar pelo menos um deles nas primeiras rodadas, evitando assim que você fique quebrando a cabeça para saber qual WR mediano você escalará em seu time a cada semana. Além disso, caso ao longo da temporada um ou dois RBs que você selecionou em rodadas medianas do draft ganhar a posição de titular no time (em razão de lesão ou outro fator), você terá como obter uma pontuação mais consistente na posição de Running Back (ou flex), mesmo não tendo selecionado os Work Horses de primeiro escalão nas primeiras rodadas.

É importante notar ainda que muitos times têm optado por utilizar um “comitê” no backfield, utilizando dois ou mais jogares para realizar as “carregadas” ou mesmo situações de TD na goal-line (Como exemplo podemos citar o New Orleans Saints, que terão Mark Ingram, Adrian Peterson e ainda o novato Alvin Kamara). Essas situações “retiram” pontos de um RB “titular” e valorizam a escolha por WRs consistentes.

A ESTRATÉGIA “ZERO RB”:

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Estratégia de draft que surgiu nos últimos anos e que tem gerado bastante repercussão no mundo Fantasy. Ao contrário do que possa parecer (e por motivos óbvios), a estratégia “Zero RB” não significa que você não irá draftar NENHUM Running Back no seu draft (até porque aí teríamos que mudar o nome da estratégia para “Zero Neurônios”). Você PRECISA de Running Backs para compor o seu time e, naturalmente, terá que selecionar RBs no seu draft. A questão é em que momento no draft você irá draftar seus corredores.

De uma forma geral, segundo o plano de draft ora abordado, você só selecionaria RBs a partir da sexta rodada (depois de já ter draftado 03 WRs, 01 QB e 01 TE). Dito isso, caberia a seguinte pergunta: “Ora, se já vimos que a posição de Running Back é a mais escassa numa liga standard de fantasy, qual a lógica de se draftar essa posição apenas a partir da sexta rodada ?”. E eu tenho que confessar que essa é uma pergunta realmente intrigante.

Os que defendem essa abordagem de draft se sustentam nas seguintes premissas:

1º) Historicamente os RBs se lesionam seriamente com uma frequência consideravelmente maior que as outras posições. Sendo assim, a chance de suas altas escolhas de draft entrarem pelo ralo em razão de uma lesão serão maiores quando se seleciona Running Backs nas primeiras rodadas. Por outro lado, ao selecionar bons “reservas”, quem adota essa estratégia pode se beneficiar da lesão dos titulares da posição (utilização da “teoria do caos”, ou, como diria o grande “filósofo” Rômulo Mendonça, do CAAAAAAAOOOOOOSSSS).

2º) Embora alguns jogadores dessa posição tenham anualmente um rendimento razoavelmente previsível (normalmente os top 10), é difícil prever quais RBs realmente terão um rendimento de destaque. Muitos jogadores draftados do meio para o fim do draft despontam e apresentam rendimento de “RB1”. No ano passado tivemos alguns exemplos em que essa situação ocorreu, a julgar pelos desempenhos de Jordan Howard, Jay Ajayi, LeGarrette Blount e Melvin Gordon, jogadores que tiveram ótimo desempenho no fantasy mas que não foram draftados nas primeiras rodadas.

3º) Wide Receivers costumam ser jogadores com grau de risco menor (normalmente não se lesionam tanto quanto os RBs) e possuir boa produtividade se selecionados nas primeiras rodadas. Ao não escolher RBs nas primeiras rodadas o gerente do time de fantasy pretende se beneficiar formando um plantel com WRs de elite (ou de alto nível) no início de seu draft.

Dito isto, agora vem a pergunta que não quer calar: A estratégia “Zero RB” realmente funciona? Mais uma vez teremos que lhe dar uma resposta evasiva. A verdade é que não existe uma estratégia indiscutivelmente melhor, baseado na imprevisibilidade dos acontecimentos de uma determinada temporada. Não há uma estratégia que vá sempre funcionar nem uma estratégia que não vá funcionar nunca, considerando o grande número de variáveis em jogo.

Com o bom desempenho dos principais Running Backs no ano de 2016, muitos têm sustentado que a estratégia estaria ultrapassada e teria eficácia bastante discutível. Realmente, no ano passado se você não tinha no seu plantel RBs de peso (e neste caso aqui não estou me referindo ao peso de Eddie Lacy) foi muito difícil competir pelo título da liga. Porém, a verdade é que, com uma razoável dose de sorte (e é preciso entender que a sorte é uma variável que conta bastante no fantasy, seja qual for a estratégia de draft adotada), a utilização da “Zero RB Strategy” pode ter levado alguns à vitória.

O fato é que, mesmo que você não pretenda utilizar esta estratégia, é importante conhecê-la e eventualmente até empregá-la, caso a dinâmica do seu draft assim indique. Lembre-se: não é bom partir para o seu draft com uma estratégia fixa e rígida. Muitas coisas podem acontecer durante as escolhas, fazendo com que o seu plano inicial se torne inviável, forçando uma necessária ADAPTAÇÃO (isso é muito importante!) em relação ao que foi inicialmente pensado.

DÊ PRIORIDADE AO  VALOR DO JOGADOR E NÃO À SUA POSIÇÃO.

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Durante o draft, tente não priorizar uma determinada posição em relação ao nível de talento do jogador. Vamos supor que nas duas primeiras rodadas você escolheu dois Running Backs e, na sua próxima escolha há a possibilidade de você escolher um WR mediano ou um RB acima da média. Muitos irão escolher o WR, afinal, você ainda não selecionou nenhum e precisa compor o seu plantel na posição.

Porém, há que se ter em mente que, no final das contas, vence quem marcar mais pontos, independentemente de qual posição esses pontos foram provenientes. Então, se você acha que um determinado RB irá marcar mais pontos na temporada que um determinado WR, é recomendável que você escolha o RB (mesmo já tendo selecionado dois RBs nas duas primeiras rodadas, porque no fim das contas você poderá encaixar esse terceiro RB na posição “FLEX”).

As afirmações acima levam à seguinte recomendação: tente selecionar o jogador com o melhor valor disponível no momento da escolha. É claro que você deve levar em conta as posições a preencher no seu “roster” quando for fazer isso. Naturalmente, se você já selecionou, por exemplo, um TE para seu time (e você só precisará de um), mesmo que um jogador com melhor valor geral (“overall ranking”) esteja disponível na posição de TE, é melhor selecionar a opção na qual você tem mais necessidade naquele momento (normalmente WR ou RB).

SELECIONE OS JOGADORES POR “NÍVEL DE TALENTO” (Separe os homens dos meninos)

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Os principais sites especializados em Fantasy Football nos Estados Unidos costumam publicar uma tabela de jogadores ranqueados conforme a expectativa de produtividade para a temporada que se aproxima. Essa tabela com o ranking dos jogadores é chamada de “cheat sheet”, o que poderíamos traduzir como “folha de cola”. Nesta tabela, você pode “colar” dos especialistas em Fantasy (a tabela é feita com base em um “consenso” dos especialistas que estimam em qual posição um determinado jogador deveria ser draftado) quais seriam os jogadores melhores ranqueados (por posição e também no geral) para fazer a sua escolha no draft. Veja abaixo exemplos de “folha de cola” por posição e por ranking geral (“overall”):

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Exemplo de “folha de cola” por posição extraída do site “fantasypros”. Exibimos, apenas a título ilustrativo, os 12 melhores colocados em cada posição. As listas, porém são bem mais extensas e abrangem praticamente todos os jogadores relevantes para o fantasy..

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Exemplo de “folha de cola” geral (overall), extraída do site “fantasypros”. As mesmas observações feitas na tabela por posição também se aplicam.

Além desta tabela com o ranking geral e por posições, alguns sites também costumam disponibilizar uma tabela dividida por “níveis de talento”, conhecia por “TIERS”. Pode-se dizer que nestas tabelas são divididos os homens dos meninos.

Normalmente o “TIER 1” é formado com jogadores de elite. Neste nível estão jogadores como David Johnson, Le’Veon Bell e Ezekiel Elliott (na posição e RB), bem como Antonio Brown, Julio Jones Odell Beckham Jr. (na posição de WR.

No “TIER 2” geralmente estão jogadores que você ficaria feliz para ser o seu “WR 1” ou “RB 1” (ou outra posição), de maneira que eles possuam um bom desempenho com um risco mínimo. A título de exemplo podemos citar jogadores como Melvin Gordon e Devonta Freeman (na posição RB), além de A.J. Green e Jordy Nelson (na posição de WR).

No “TIER 3” costuma estar os jogadores que você aceitaria para ser seu “RB 2” ou “WR 2”, mas que não terão uma produtividade tão garantida quanto os de nível superior. Costuma ser uma faixa de jogadores mais diversificada, podendo ser um veterano com baixo risco ou um jogador mais novo com grande potencial (mas sem produtividade comprovada).

Dividir os jogadores em “níveis de talento” (ou TIERS) não é uma tarefa muito fácil. Recomendamos que você crie as suas próprias tabelas, baseado em suas preferências pessoais e no seu conhecimento de futebol americano (para facilitar sua vida você pode pegar uma tabela já feita em algum site e adaptá-la ao seu gosto).

Apresentamos abaixo algumas tabelas, a título de exemplo, para que você visualize como funcionam os “cheat sheets” divididos em “TIERS”:

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Exemplo de “Cheat Sheet” dividido por “TIERS” para Running Backs.

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Exemplo de “Cheat Sheet” dividido por “TIERS” para Wide Receivers.

Considerando que você já está de posse de suas tabelas divididas em “níveis de talento”, agora você precisa saber qual a melhor forma de aplicá-la. E, afinal de contas, como devemos usar essas tabelas com “TIERS” ?

Vamos lá. O objetivo de se draftar por “TIERS” é incluir no seu plantel o maior número de jogadores classificados nos níveis mais altos de talento. Ou seja, quanto mais jogadores “TIER 1” você tiver, melhor. O mesmo se diga em relação aos jogadores “TIER 2” (caso você não tenha conseguido um jogador de elite, ao menos terá um representante sólido na posição). A medida que o draft evolui, é claro que seus objetivos vão mudando. Você irá preferir selecionar um jogador “TIER 4” em vez de um “TIER 3” (já que os jogadores de elite e os de segundo escalão já estarão fora do prancheta do draft).

Para fazer as melhores escolhas é preciso que você saiba muito bem em que posição irá escolher e quantas escolhas faltarão para a sua próxima escolha. Para facilitar o entendimento, vamos dar um exemplo: Em uma liga de 12 times você possui a 10ª Escolha. Vamos supor que no momento da sua escolha todos os WR “TIER 1” e todos os RB “TIER 1” já foram escolhidos. No quadro de jogadores disponíveis há dois RB “TIER 2” e cinco WR “TIER 2”. Nesta situação, é melhor que você selecione o RB em detrimento do WR, tendo em vista que caso você assim não o faça, há um seríssimo risco de não haver mais RBs “TIER 2” na sua próxima escolha (no caso haveria ainda 04 escolhas de outros times em um draft tipo “snake” antes de você selecionar novamente). Por outro lado, havendo ainda cinco WR TIER 2 no “board”, você tem a certeza que na segunda rodada você poderá selecionar pelo menos um WR “TIER 2”.

Resumindo: a cada escolha você deve “calcular” quem ainda estará disponível até a sua próxima escolha (e qual o seu “nível de talento” para fazer um “pick” inteligente e produtivo.

É importante que você fique “ligado” nos seus oponentes para saber quem eles estão draftando. Se por exemplo você está pensando em selecionar um QB, veja se os times que irão escolher depois de você até a sua próxima escolha já possuem um QB (caso eles já possuam, a chance de eles selecionarem outro é mínima ou zero). Fazendo isso, você pode selecionar um jogador valioso de outra posição e deixar o QB para a rodada seguinte.

Tenha em mente que a estratégia de draft por TIER é MUITO IMPORTANTE. Então, se você se deu ao trabalho de ler este artigo, por favor não esqueça esta regra (pelo menos essa).

Quando devo draftar um Tight End?

Bem, a esta altura já sabemos que o Fantasy Football está intimamente ligado à “lei da oferta da procura”. Dito isso, levando em consideração que em uma liga standard de Fantasy só precisamos escalar como titular apenas um Tight End, é fácil perceber que, em geral, não haverá uma dificuldade muito grande em preencher seu plantel de jogadores com um talento “razoável” nesta posição. Ora, se temos 32 times na liga, teremos, em tese, 32 TEs titulares para preencher apenas 12 vagas de uma liga padrão de Fantasy.

É claro que o nível de talento desses jogadores é consideravelmente variável, implicando em uma diferença de valor entre o melhor Tight End, e o 12º colocado no ranking de pontuações. A questão é: O quão variável é este nível de talento a ponto de se investir uma escolha de draft alta ou média nesta posição ?

Os principais especialistas em Fantasy nos Estados Unidos normalmente recomendam o seguinte: Ou você “gasta” uma escolha alta para pegar um “jogador TOP” (o que atualmente pode-se traduzir como Rob Gronkowski), ou você espera para rodadas do meio para o fim do draft. De fato, “Gronk” é um jogador especial, podendo definitivamente fazer a diferença entre a vitória e a derrota “em um domingo qualquer”. Muitos rankings de Fantasy no ano passado listaram o Tight End de New England como uma escolha de primeira rodada. Porém, ao arriscar este tipo de estratégia você deve ter em mente o seguinte fantasma: o risco de lesões. Em 2016, Gronk teve uma média de 9.0 pontos por jogo (uma excelente marca). Porém, por motivo de lesão, ele jogou apenas 08 partidas (cabe salientar que lesões são comuns aos TEs em geral, que atuam como bloqueadores e recebedores, ficando mais suscetíveis a este tipo de revés). Nenhum gerenciador de time de fantasy pode se dar ao luxo de gastar uma escolha de primeira rodada em um jogador que irá participar apenas de metade das partidas do campeonato. É lógico que Gronk poderia ter jogado todos os 16 jogos e “destruído” o restante dos concorrentes da posição, desequilibrando a seu favor as disputas. Se houvesse bola de cristal, o fantasy não teria graça, não é mesmo? O importante é que você saiba do risco que está correndo ao tomar este tipo de decisão.

Por outro lado, Tight Ends normalmente não têm um potencial (“upside”) digno de investimento alto. Com efeito, o melhor TE da liga não costuma pontuar mais que o WR nº. 10 da NFL. A título de exemplo, no ano passado o TE que mais pontuou foi Travis Kelce, do Kansas City Chiefs, com 136 pontos. Ao se comparar com os Wide Receivers, esta mesma pontuação foi alcançada por Kelvin Benjamim, do Carolina Panthers, que ficou ranqueado apenas na 19ª Posição entre os recebedores.

Ademais, tirando um caso à parte como um Gronkowski saudável por toda temporada, o melhor TE da liga não costuma ser muito melhor que outros que ficam mais para o final do draft. No ano passado, Travis Kelce (melhor pontuador) teve uma média de 8,5 pontos por partida, ao passo que Cameron Brate (6º colocado em pontuação), do Tampa Bay Buccaneers, teve uma média de 7,6 pontos por partida.

Em suma, se eu pudesse lhes dar um conselho quanto a este tema, eu diria o seguinte: espere para selecionar seu TE nas rodadas do meio para o final do Draft. Mas como dizia o antigo provérbio alemão: “Se conselho fosse bom não se dava”, não é mesmo ? Então, caso não queira seguir esta orientação, você poderá arriscar um pouco e selecionar Gronk na segunda ou terceira rodada. Jordan Reed, Travis Kelce e Greg Olsen são outras opções para terceira ou quarta rodada do draft.

Quando devo draftar uma Defesa ?

 

Vai me dizer que você é fã de futebol americano (se você está lendo este singelo artigo nós presumimos que seja) e nunca ouviu aquela famosa frase: “ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos”. Bonita, não é mesmo? Bom, seja lá quem inventou essa frase, ele não estava se referindo ao fantasy football (vai ver porque a frase é tão antiga que o fantasy nem existia naquela época).

O fato é que ultimamente não tem aparecido uma defesa tão dominante em relação às demais no que se refere à pontuação no Fantasy. É claro que algumas defesas são razoavelmente superiores a outras, registrando uma média de pontos consideravelmente maior que a média ao longo do ano. Porém, é muito difícil prever quais defesas terão uma atuação superior à média. Normalmente os jogadores de fantasy se baseiam nas estatísticas da última temporada e esperam que as defesas repitam o desempenho obtido no ano anterior. Porém, as estatísticas demonstram que nos últimos anos pouquíssimas defesas conseguem repetir desempenhos dominantes na NFL. Em 2015, a defesa dos Panthers foi a melhor da NFL com 152 pontos no fantasy (média de 9,5 pontos por jogo). Em 2016, porém, a pontuação caiu para 121 pontos (média de 7,56 por jogo), tornando a defesa do time da Carolina do Norte apenas a 6ª melhor da liga. Esta pontuação representou apenas 0,8 pontos por jogo a mais do que a defesa dos Falcons (aquela que no Super Bowl estava mais aberta que mala de camelô perante Tom Brady e cia. ltda.), 9ª melhor da NFL no ano passado.

Diante disso, acreditamos mesmo que o melhor é aguardar para as últimas rodadas e tentar obter uma defesa com boas (ou pelo menos razoáveis) pontuações, sem ter que para isso pagar o preço de uma escolha mais alta que poderia ser utilizada em outras posições mais “sensíveis”. Naturalmente, é interessante se informar (vide tópico anterior deste artigo) acerca das defesas, a fim de selecionar uma equipe que, mesmo não estando entre os melhores prospectos, poderá lhe trazer bons dividendos.

Além dos argumentos acima expostos (para não escolher uma defesa antes do finalzinho do seu draft), não se esqueça que este esporte que amamos chamado Futebol Americano é “um pouquinho violento”, fazendo com que jogadores como RB, WR, TE e QBs se machuquem com uma certa frequência. As lesões ocorrem nas horas mais indesejadas, sendo que, nada melhor que um banco de reserva recheado de jogadores com potencial para sanar este problema. Ou seja, é melhor você escolher bons reservas para seu time, antes de escolher uma defesa titular.

Você poderá encontrar defesas razoáveis no final do draft e até mesmo na waiver wire, podendo usar a tática do “streaming” (pegar uma defesa na “free agency”, a depender do confronto naquela semana específica). No ano passado, por exemplo, toda defesa que jogava contra o Cleveland Browns tinha uma boa pontuação no fantasy. Muitas dessas defesas estavam “de bobeira” na waiver wire, podendo ser “resgatadas” pelos mais atentos.

Quando devo draftar um kicker ?

Na última rodada. E olhe lá, pois ainda existe a waiver wire. E não me venham com esse papo de que Kicker também é gente. Ultimamente eles erram até extra points e tiram seus preciosos pontinhos do fantasy. Precisa falar mais?

Brincadeiras à parte, o fato é que os mesmos raciocínios que aplicamos às defesas (mencionados acima) se aplicam aos Kickers.

Os jogadores deste posição também são imprevisíveis quanto a produtividade. Basta dizer que ano passado muita gente draftou Gostkowski dos Patriots achando que ele iria arrebentar a boca do balão. Contudo, verificamos que a produtividade dele foi medíocre (foi apenas o 10º melhor pontuador). Ou seja, uma escolha de draft desperdiçada.

Além disso, a média de pontos entre os melhores kickers não é muito superior aos que ficam na 10ª ou 12º posição. No ano passado, o 2ª melhor Kicker foi o “cavalinho” do Justin Tucker, com média de 8,81 pontos por partida. 0 10ª melhor foi justamente Stephen Gostkowski, com média de 7,94 pontos, ou seja, apenas 0,87 pontos por jogo a menos. Precisamos dizer mais?

Não escolha com o Coração.

Entenda uma coisa muito simples: Fantasy Football e a paixão pelo seu time preferido da NFL não se misturam ! Anotou?

MUITOS jogadores tendem a querer escolher para seu time do fantasy os jogadores do seu time do coração. Afinal, é muito mais legal quando um jogador da franquia de sua preferência tem uma performance genial no fantasy e faz com que você vença uma determinada partida. É realmente uma vitória em dose dupla e saborosa. Porém, não se deve priorizar no draft determinados jogadores APENAS PORQUE ELES JOGAM NO SEU TIME DO CORAÇÃO (e note que estou escrevendo aqui a palavra “apenas”, já que é óbvio que se você torce pro GIANTS e selecionou Odell Beckham você estará feliz duplamente, e com razão).

Quando se faz escolhas priorizando a paixão pelo seu clube (e não o real potencial do jogador), o jogador de fantasy geralmente está fazendo uma má escolha. Você deverá escolher SEMPRE o jogador que terá as melhores condições de marcar MAIS pontos. Não importa se ele joga no Cleveland Browns ou no New England Patriots. E tem mais, não é porque você é torcedor ferrenho dos Packers que não vai escolher nenhum jogador do Chicago Bears no seu time. Eu sei que é duro ficar feliz com uma boa pontuação de um jogador pertencente ao seu arquirrival, mas se isso vai fazer você vencer seus confrontos, deixe essa picuinha de lado e seja profissional.

A estratégia das “Handcuffs” (ou algemas)

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Trata-se de uma estratégia de draft na qual se seleciona um reserva de um de seus Running Backs titulares, para que, caso ele se lesione, você já tenha em seu time o seu substituto imediato (Por exemplo, se você possui Ezekiel Elliott em seu plantel, você escolheria Darren McFadden como sua “handcuff”), reduzindo assim os “danos de produtividade” causados por um ligamento cruzado anterior rompido. Seria uma espécie de apólice de seguro contra um sinistro chamado lesão (ou mesmo uma suspensão ou algo do gênero).

O fato é que esta “teoria” é controversa. Muitos especialistas entendem que não valeria a pena gastar uma escolha de draft para ficar “esperando” algo dar errado. Tal afirmação se deve ao fato que você deve preencher seu plantel com jogadores que devem estar aptos a serem utilizados em um futuro próximo (até porque seu banco de reservas tem vagas limitadas) e não apenas quando um titular se machucar.

Particularmente, apenas recomendaríamos que fosse selecionado um “Handcuff”, caso você realmente esteja pretendendo draftar um bom RB para seu banco de reservar e venha a calhar de entre as opções (do mesmo nível), você escolha o reserva de seu Running Back titular.

BYE WEEKS

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Como você já deve saber, todos os times da NFL possuem uma semana de “descanso” durante a temporada regular (conhecidas como BYE WEEKS). Sendo assim, todos os jogadores de um determinado time não atuam em uma determinada semana do ano. Diante disso, há quem recomende que você tente não selecionar muitos jogadores que possuam a BYE WEEK na mesma semana. Porém, outros tantos contestam essa recomendação dizendo que todos os times terão, mais cedo ou mais tarde que lidar com a “BYE”, de maneira que isso não deverá influenciar substancialmente as suas escolhas.

Como já mencionamos exaustivamente ao longo deste artigo, o que deve ser priorizado é o VALOR do jogador, e não circunstâncias gravitacionais como uma semana de BYE. Além do mais, a temporada é longa. Pode ser que a BYE WEEK da maioria de seus jogadores seja, por exemplo, na semana 11 da NFL. Do draft até lá muita coisa pode ter acontecido. Seu titular pode ter virado reserva, pode ter sido preso, ou rompido o ligamento do joelho. Enfim, é tanta miséria que pode acontecer que não vemos porque você deva perder cabelos se preocupando  com BYE WEEK no draft.

Enfim, as semanas de BYE são normais e você vai ter que se virar para substituir seus jogadores que estarão descansando, seja com seus reservas, seja com um jogador da waiver wire ou com trocas por outros jogadores.

Força da Tabela

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Os especialistas em futebol americano costumam analisar os confrontos de cada time na temporada regular e estabelecer um “ranking de dificuldade” para cada franquia. Os times que terão confrontos mais “lights” (entenda-se isso como um jogo contra o Cleveland Browns, por exemplo), estarão liderando o ranking de tabelas mais “fáceis”. Por outro lado, os times que enfrentarão times mais “carne de pescoço” (como por exemplo New England Patriots e Green Bay Packers), estarão no topo do ranking de tabelas mais difíceis.

O fato é que avaliar isso no momento do draft é bem complicado. São tantos fatores que estão em jogo no momento da escolha que normalmente a força da tabela não costuma ser um fator preponderante para se levar em consideração. Porém, caso você disponha dessas informações e seja capaz de usá-las, não há mal nenhum nisso (muito pelo contrário). Porém, leve em consideração que muita coisa muda durante uma temporada. Um time que no início era considerado fácil, pode ter se tornado um dos melhores da liga e muito difícil de ser batido.

Conclusões

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Bom, diante da extensão deste artigo (que nem de longe esgota todas as possibilidades acerca das estratégias de Draft em Fantasy football) já deu para perceber que para ter sucesso no Fantasy Football é necessário muito mais do que a pura sorte.

Na realidade, a sorte (ou azar) é um fator bastante considerável neste jogo. Sempre haverá decepções com jogadores que não rendem, surpresas com jogadores que surgem do nada ou mesmo lesões que colocam fim à temporada de seu melhor jogador.

Porém, se há uma coisa que é indiscutível é a seguinte: o sucesso geralmente chega a quem melhor se prepara.

Portanto, mãos à obra e tenham um bom Draft!

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