Situação dos Times Após o Draft – NFC East

Rivalidade! Queridinho da América! Nunca serão! São três expressões que definem muito bem o que acontece nessa divisão.

Uma das Rivalidades mais interessantes que existem na NFL com Redskins versus Giants. Sempre é muito legal sentar para assistir um jogo como este. Além disso, para apimentar o caldo, ultimamente temos as disputas pessoais de Josh Norman (auto proclamado melhor cornerback da liga) com um dos maiores ícones atuais do jogo aéreo, o grande Odell Beckham Jr. Os dois são grandes encrenqueiros e fazem das suas descidas um show à parte.

O Dallas Cowboys, sempre foi o “queridinho da América”, a sua torcida é a maior dos Estados Unidos.

E o Eagles? Ah o Eagles! Nunca foi campeão de um SB. É o time do esse ano vai, esse ano vai, mas não fooooi!

Brincadeiras à parte, esta é uma divisão que produz sempre “Contenders” e campeões (exceto os Eagles).

DALLAS COWBOYS

O ano de 2016 para os Cowboys foi um ano de surpresas. Gratíssimas surpresas. O time vinha de um ano morno em 2015. Com um Tony Romo que sempre vinha convivendo com lesões. Apesar disso era o único lançador do elenco que conseguia colocar o time para vencer, mesmo que fossem apenas alguns jogos.

Toda a reviravolta do time se deve, principalmente, à sua excelente Offensive Line (OL) que proporcionou a possibilidade para o ataque sobressair-se e levar o time a uma temporada impactante.

Correndo com a Bola

Ezekiel Irreverente
O irreverente Ezekiel Elliot vem para liderar por mais uma temporada o jogo corrido em Dallas.

São incontestáveis os talentos dos novos meninos do time. Ezekiel Elliott já era um fenômeno no college. Seus anos de 2014 e 2015 já foram recheados de jardas e TD. Nos últimos dois anos de college, Zeke correu para mais de 1800 jardas em cada um e somou mais de 40 touchdowns. Passando para a atualidade, a temporada de 2016 não deixou por menos. No seu primeiro ano na NFL o running back somou mais de 1600 jardas, foram 15 TD e um desempenho fenomenal que lhe rendeu o prêmio de Rookie of The Year de 2016. Para o Felizardo proprietário do rapaz no fantasy a consistência foi a tônica do seu aproveitamento. Foram 16 jogos com uma média de 108.2 jardas por jogo, foram 15 TD. Em analisando os critérios de fantasy points (FP) saiba que o número 21 não pontuou menos de 11 FP em nenhum jogo.

Que Elliott é o RB dominante deste time não nos resta dúvida, não vai existir concorrência no backfield, o valor de fantasy é alto e não haverá draft em que ele não seja escolhido no primeiro round. Hoje é o 3º pick de todos os rankings de especialistas e para nós não será diferente.

Lançando a Bola

Grata surpresa foi o pick de 4ª rodada para QB. Pouco valorizado nas rodas de discussão sobre o Draft de 2016 e fora do grupo mais cotado de QBs daquele momento, Dak Prescott não era grande promessa de salvação, desde o início.

Num time que tinha como referência um grande QB, que tinha se machucado mais uma vez num momento crítico, Prescott era encarado como mais um jogador que vinha pra segurar as pontas enquanto Romo não poderia ser aproveitado. Mas sabemos o que aconteceu, vimos a ascensão meteórica de Dak e a fatal saída de Romo da titularidade. O rookie fez uma temporada excepcional, foram números de impressionar, batendo até a de Tom Brady em 2001.

Dak Prescott
Há quem diga que um rookie quarter back não consiga repetir números de uma primeira temporada espetacular no seu segundo ano, mas você já viu os números de Dak Prescott?

Dallas terminou o ano com um resultado 13-3. Para o QB foram 3949 jardas, 29 TD, apenas 4 interceptações, e 67,8% de passes completos.

Para nosso querido Fantasy foi um bom QB; pode segurar as pontas do seu time. Tem perspectivas de boas atuações, 286,88 FP, mas com semanas de altos e baixos. Uma grande opção para o seu elenco, mas não entre as Top 5 opções para a posição.

Recebendo a Bola

O grupo de recebedores do time é bom. Composto por um grande wideout (Dez Bryant) além de Terrance Williams e Cole Beasley.

O grupo é encabeçado por Dez, grande jogador, muito prolífico, com grandes números em suas estatísticas passadas, mas que, apesar da grande campanha do time na última temporada, não foi seu 100%. Com uma atuação limitada por uma lesão do pé, o WR não foi tão eficiente quanto em temporadas anteriores, jogou 13 jogos e correu 796 jardas, teve 8 TD. Muito aquém do que já demonstrou entre as temporadas de 2012 a 2014. Neste período, apresentou mais de 1200 jardas em cada uma com um mínimo de 12 TD na temporada de 2012, chegando a 16 TD em 2014. No fantasy a produção não foi ruim, mas inconstante e arriscada para o manager que não sabia quando poderia contar com boa atuação. Tornou-se uma dúvida que atrapalha muito o andamento da temporada para o seu proprietário.

Dez Bryant
Dez Bryant – Este ano é com lesão ou sem lesão?

Com a fragilidade física de Bryant a válvula de escape do time foi o rápido Cole Beasley. Jogador baixo e leve. Com um Prescott brilhando no pocket o WR soube assumir seu papel e teve uma quantidade de jardas superior a Dez Bryant, fazendo a sua melhor temporada na NFL, com 833 jardas e 5 TD. Acompanhado de Terrance Williams, que teve uma atuação mediana, Beasley completa o quadro dos principais WR de Dallas.

Ainda recebendo passes temos o TE Jason Witten. Aos 35 anos, porém, não temos mais como esperar grandes produções do TE como vimos entre 2007 e 2012, quando apresentou uma média em torno de 1000 jardas corridas. Desde 2013 a queda de produção é evidente e desde seu ano de rookie, 2016 foi o pior ano da sua carreira com apenas 637 jardas e 3 TD.

Valor de Fantasy

Falar de valor de Fantasy de um time que teve uma campanha memorável em 2016 como os Cowboys deveria ser muito recompensador. Mas, analisando a fundo, observaremos que o grande valor do time para o game não se deve a diversos jogadores e sim, a produções pontuais de seus jogadores mais jovens, responsáveis pelas grandes conquistas alcançadas. Porém, apesar da atuação espetacular dos rookies QB e RB, existe sempre um pessimismo quanto ao segundo ano de jogadores que se destacaram tanto no seu ano primeiro ano, como Dak e Zeke, sobre o quanto serão capazes de repetir ou melhorar seus feitos. Só que se dar bem no fantasy Football é procurar e obter informação. Por exemplo, numa pesquisa sobre a atuação de QBs estreando na NFL poucos foram tão eficientes quanto Dak. E analisar isto me leva a crer que antes de pensarmos que o jogador será um “bust”, temos que lhe dar a credibilidade de ser um legítimo quarterback.

E sobre Zeke, os números falam por si.

Dak Prescott – QB1 (round 8)

Ezekiel Elliott – RB1 (round1)

Dez Bryant – WR 1 (round 3)

Cole Beasley – Flex WR (round 9)

Terrance Williams – waiver

Jason Witten – TE 1 em Deep leagues (round 10)

WASHINGTON REDSKINS

O que temos de mais importante a considerar para os Redskins é a bagunça que se instaurou no time nesta offseason. Desde o fim da temporada regular, quando não alcançaram os playoffs, houve diversas situações negativas para a franquia que trouxeram uma grande instabilidade. Ainda sem uma definição maior com o QB principal, Kirk Cousins, que recebeu pelo segundo ano a tag franchise e ainda não fechou contrato. O elenco sofreu a perda de seu GM logo após sua ausência injustificada ao Combine. Perdeu os seus principais recebedores Pierre Garçon, para os Niners e DeSean Jackson, para os Bucs. A aquisição do WR Terrelle Pryor na Free agency e a manutenção dos talentos do recebedor Jamison Crowder e do TE Jordan Reed, um dos melhores da NFL na posição, pode dar novo ar de esperança para a temporada que vem. Mas a desorganização evidente nos bastidores também pode atrapalhar o andamento da equipe em 2017.

Lançando a Bola

Kirk Cousins é sem dúvida um QB acima da média. Nos anos de 2015 e 2016, apesar de não levar o time adiante, bateu recordes importantes de passes levando, em cada um dos anos, a mais de 4000 jardas, realizando o impressionante feito de lançar para 4917 jardas no último ano, com 67% de passes completos e 25 TD. Para o Fantasy os olhos brilham quando se fala de um jogador que vai te proporcionar bons números. A média de pontos do jogador foi de 18,8 pontos por partida. Foi bom, não excelente, mas o suficiente para te garantir uma boa esperança de QB1 que, com certeza ele é.

Recebendo a bola

A perda de jogadores como DeSean Jackson e Pierre Garçon, principais recebedores do time, não tinha como deixar de ser sentida. Jogadores velozes e importantes para grandes descidas. Mas, se compará-los com a nova aquisição Terrelle Pryor. O novo recebedor, pescado na FA, demonstrou-se mais ágil, mais efetivo na “briga” com os seus marcadores, além de, com seus 1,93m e 102,0 kg, apresentar uma compleição física muito mais atlética para posição que seus antecessores. Pryor tem sido um destaque na posição de wide reciever, sobressaiu-se num time como os Browns de 2016 e foi uma aposta interessante para o Fantasy.

Crowder
Vai que é tua Crowder! O WR deve ser o alvo preferido do Kirk Cousins este ano.

Jamison Crowder, um WR de slot. Acionado diversas vezes por Cousins e bastante efetivo na endzone. O ano passado o QB demonstrou boa sintonia com o recebedor e no meio da temporada Crowder se tornou um investimento muito bom para as equipes de fantasy, marcando acima de 10 pontos por partida entre as semanas 6 e 11. Apesar de não apresentar uma consistência esperada para os jogadores em 2016, nos demais jogos. 2017 parece reservar um destaque muito maior. Neste momento, mesmo com a contratação de Pryor, a sintonia de Kirk e Crowder parece que será determinante de uma boa produtividade.

O outro WR deste grupo é Josh Doctson jogou como rookie a temporada passada, mas não foi aproveitado nem de longe. E olhe que potencial não falta se formos avaliar as temporadas dos seus dois últimos anos de College. Neste período foram 2344 jardas e 25 TD. Está certo que seu primeiro ano não foi de se fazer jus a isto, mas com a vaga no time, especula-se que tenha uma participação mais significativa.

Jordan reed
Reed deve se manter entre os Tigh Ends mais acionados da liga.

Opa! Não podemos esquecer de Jordan Reed, não é mesmo? É certo que o TE é um dos principais jogadores da NFL e, apesar de seu desempenho ter sido aquém do esperado na última temporada, não podemos desconsiderar o valor que tem para o corpo de recebedores. O QB sempre o procura muito em campo e suas características são relevantes para o jogo físico dentro de poucas jardas ou muitas com muitos pontos. Ainda importante é que, assim como Crowder, Reed é jogador antigo do time, já conhecendo melhor as tendências e o playbook. É certo que podemos esperar muito mais atividade e sintonia dos dois com Cousins que os outros recebedores.

Para o Fantasy a produção de Reed foi razoável na posição de Tigh End. Revezou jogos com excelente pontuação com outros de pontuação tão irrisória quanto 0.60 FP. Esperamos que as lesões não atrapalhem este ano e ele possa mostrar o grande jogador que é.

Correndo com a Bola

Definitivamente, o jogo aéreo tem sido a principal arma dos Redskins. Os recordes de jardas falam por si só. Mas, como todo time da NFL, existe um Backfield e, este ano o RB1 Ainda será Rob Kelley. Fat Rob foi um destaque interessante para os Redskins, mas não tão produtivo quanto a sua “auto-valorização”. Correu para em torno de 700 jardas. No fantasy só passou a ser mais produtivo a partir da 7ª rodada, mesmo assim sem consistência.

Uma boa evolução neste grupo de corredores pode vir do rookie, escolha de 4ª rodada do draft deste ano, Samaje Perine. Vindo de Oklahoma, onde dividia o Backfield com ninguém menos que um dos melhores prospectos deste Draft, Joe Mixon (Calma, sabemos dos problemas de Mixon fora de campo e não estamos aqui para elogia-lo quanto a isso. Mas não podemos negar seu valor como jogador e o cara está aí, provavelmente RB1 dos Bengals). Esta relação, sem dúvida influenciou numa menor expressividade de Perine no seu último ano no college, talvez influenciando no que possa ter de projeções para este ano. Mas em seu primeiro momento da universidade correu para mais de 1700 jardas e em nenhuma de suas três temporadas correu para menos de 1000. O mínimo que posso analisar de Perine é que, em toda sua carreira, foi muito mais eficiente que Rob Kelley em termos de produtividade e tem características suficientes para despontar na NFL e neste time sendo mais interessante para o nosso jogo que Kelley. Isso vai acontecer? Não podemos dizer com certeza. Vai depender do que demonstrar nos OTAs e Trainning Camps.

Perine
Samaje Perine tem potencial para ser mais útil ao jogo corrido dos Redskins que o seu RB1.

Valor de Fantasy

Depois de tantas incertezas nesta offseason sobre o futuro do QB principal da franquia e todas as alterações negativas que ocorreram temos que avaliar que o Draft de Washington foi bom melhorou o time em setores necessários e, como um todo, não podemos considerar o time ruim ou desconsiderar os talentos envolvidos.

Para os valores de FP devemos considerar que o jogo aéreo pode ser efetivo com Crowder e Reed e ainda ter uma parcela considerável de envolvimento de Pryor. Kirk Cousins ainda é um QB acima da média e tem valor de Fantasy suficiente para ser seu QB1.

O Jogo corrido não é foco principal do time, mas vamos ver se nos traz surpresas boas. Apesar das esperanças, apostar neste Backfield deve ser feito com reservas.

Kirk Cousins QB1 (round 8)

Terrelle Pryor WR2 (round 5)

Jamison Crowder WR2 (Round 5)

Jordan Reed TE1 (round 4 ou 5)

Rob Kelley Flex (round 10)

Samaje Perine Flex (round 8)

NEW YORK GIANTS

O que foi isso que aconteceu com este ataque dos Giants este ano com a aquisição de Brandon Marshall? Um time que já tinha um dos maiores “Wideouts” em atividade na NFL e adicionou uma verdadeira arma polivalente a esta equação que pode diversificar consideravelmente as possibilidades de pontuar, principalmente na redzone. Só pode levar quem curte o esporte a um nível superior de admiração por este elenco.

É Claro que ninguém aqui está esquecendo-se das limitações de Eli e ignorando que o jogador já não é o mesmo algoz de Brady como já foi outrora e nem da sua quantidade elevada de interceptações. Mas OBJ e Marshall prometem ser uma química das mais interessantes da temporada e, eu não sei você, mas eu estou louco para presenciar isto.

Recebendo a Bola

Introduções feitas, é muito interessante falar de jogadores como estes recebedores de Nova York. A figura polêmica de Odell Beckham Jr (OBJ) associada à sua grande desenvoltura em campo, a chegada de Brandon Marshall, que não foi bem aproveitado num time tão ruim como os Jets do ano passado e o WR segundanista Sterling Shepard fazem deste depth chart um dos mais interessantes de se acompanhar para esta temporada da NFL.

OBJ protagonizou um ano de muita polêmica, como já é de costume, do seu caso com a redinha ao lado do campo, à sua atuação, foi mais um ano em que o jogador não tinha como deixar de ser visto e acompanhado. Apesar de 2016 não ser um ano onde ele foi tão constante como 2016 (e acredite, a constância é uma das características mais importantes para os jogadores, no fantasy – veremos isto em outro post) ainda há de se considerar que mais de 1300 jardas e 10 TD, ainda o mantém em alta conta para uma excelente projeção este ano se mantendo como Top 5 WR.

giants trio
O trio de Nova York. Vamos ver o que fazem pelo time este ano.

A chegada de Brandon Marshall deu uma vida importante à confiança neste ataque. O jogador já passou por Denver, Miami, Chicago e vem recém-saído do New York Jets. Traz na bagagem uma carreira indiscutivelmente prolífica. Uma escolha de 4º round em 2006, Marshall sempre obteve números consistentes em suas atuações correndo para mais de 1000 jardas de 2007 a 2013 pelos times que passou, teve uma queda de produção importante no seu último ano de Bears em 2014, correndo apenas 700 jardas. No ano seguinte foi incorporado pelo JETS para uma temporada espetacular de mais de 1500 jardas e 14 TD em 2015. O ano de 2016 já teve nova queda de produção, mas não se pode crucifica-lo por este ano no momento em que o time teve tantos problemas com QB e seus resultados em campo. Então, não sei vocês, mas estou muito otimista com uma nova reviravolta na carreira de Marshall e uma expectativa de grande participação no fantasy.

Shepard vem para seu segundo ano na NFL. O jogador teve uma boa atuação para o seu primeiro ano de NFL e diversificou bem o jogo aéreo dos Giants sendo uma das válvulas de escape de Eli para a marcação de OBJ e diversificação dos alvos assim como foi Victor Cruz em alguns momentos e acabou de sair do time. Em 2016 o WR teve 638 jardas e 8 TD. Em 2017 podemos esperar que a distribuição dos lançamentos favoreça bem os jogadores do ataque, inclusive o segundanista que tem projeção de uma boa participação na campanha dos Giants.

Uma das figuras trazidas pelo Draft foi o jovem TE Evan Engram. Escolha de primeiro round, o jogador mostrou bons números em seu último ano com 65 recepções, 926 jardas, 14 TD e uma média de 14,2 jardas/recp. Entre as características mais mencionadas está o fato de ser um bom recebedor e não há dúvidas que a intenção do time é diversificar ainda mais a possibilidade de alvos para o QB. Como todo TE rookie vamos ter que esperar para ver o que pode trazer de bom para este ataque.

Lançando a Bola

eli manning
Estamos começando a lidar com o fim da “Era Manning” nos Giants? 

Indiscutivelmente este não foi o ano de Eli Manning e a sua carreira já apresenta sinais de decréscimo importante ligando aquela luz de alerta: Será que está chegando ao fim a era Manning para os Giants? Tudo indica que sim, os números não divergem desta opinião. No último ano a queda foi vertiginosa na qualidade de produção. Eli apresentou em avaliações de aproveitamento (estas avaliações podem ser o rating da NFL ou o QBR da ESPN, para citar alguns, e avaliam esta atuação do QB em jogos e na temporada), um decréscimo tão considerável que foi comparável ao seu ano de rookie quando teve um QBR de 51,4 em uma atuação esperada para um QB em sua primeira temporada. Em 2016 o QBR foi 53,4 demonstrando uma queda tão importante quando comparado ao ano em que conquistou o SB XLVI e seu QBR foi 90,9; em 2011, que se formos analisar o caminho que vai a carreira do Manning menor não fica difícil perceber que o fim deve estar próximo.

Correndo com a Bola

Os Giants não mostram um jogo corrido preponderante desde o ano de 2012 quando Ahmad Bradshaw correu para mais de 1000 jardas. Em 2016 o seu running back principal Rashad Jennings, que por sinal nunca foi um RB de primeira linha, correu uma temporada muito pouco interessante de 593 jardas, mantendo o mesmo jogo corrido pífio que já vem atrapalhando o time em se destacar, principalmente em playoffs, desde a conquista de 2011.

No entanto, com a renovação do backfield parece que a esperança vai voltar a dar um sorriso para os torcedores de Nova York. Encabeçado pelo rookie, escolha de 5º round do ano passado, Paul Perkins, o jogo corrido passa a ter perspectivas de mais uma vez alcançar um patamar acima das 1000 jardas corridas. Na última temporada, Perkins foi o único RB deste grupo que conseguiu alcançar a marca de mais de 100 jardas corridas em um único jogo. Foi seu primeiro ano, certo; algumas melhorias poderiam ser feitas na qualidade do seu jogo. Tudo bem. Mas a qualidade é superior ao que se podia esperar para o que o time já tinha para posição. E ele, como principal corredor, pode ser o diferencial necessário para um novo fôlego do poderoso Giants na liga.

perkins
Perkins pode trazer nova vida ao jogo corrido.

Ainda teremos Shane Vereen completando a equipe. Sua contribuição pode ser importante para o jogo de recepção dos RB e implementar jogadas que possam ludibriar as defesas adversárias. Veremos.

Valor de Fantasy

O valor deste time para o Fantasy é extremamente considerável. Temos um grupo que vai provavelmente abalar as estruturas do jogo corrido. Alguns vão dizer que já tinha OBJ e Sterling ano passado e não foi bem assim. Mas o peso de acrescentar Brandon Marshall nesta mistura é tão impactante que a possibilidade é muito maior de uma excelente temporada para o time. Em critérios de Fantasy esperamos que a produção de OBJ seja ainda melhor, pois as defesas vão ter que se preocupar também com as duas outras armas do time, que não são OBJ, mas são intensamente poderosas, além de contar com um Evan Engram que pode servir de válvula de escape e aumentar o poderio e pode ser uma opção muito bo de waiver. Pensando assim todos têm boas possibilidades de servir bem ao seu time de fantasy.

Eli é Eli e não podemos tê-lo, hoje em dia, como um QB que possa sustentar sua temporada numa boa. Melhor apostar em outro para seu QB1. Mas serve muito bem para um backup.

Algo que pode surpreender é o jogo corrido. Perkins vem aí afiado e não me inibiria em escolhe-lo no meio do draft para ser um RB2 ou de Flex.  Pensando em suas grandes perspectivas de boas surpresas e quem sabe até de fazer a diferença necessária para jogar o seu time de fantasy para cima.

Eli Manning QB2 (round 13)

OBJ WR1 (round 1)

Brandon Marshall WR2 (round 6)

Sterling Shepard Flex/ Banco (round11)

Evan Engram waiver  (undrafted)

Paul Perkins RB2 (round 4)

Shane Vereen waiver (undrafted)

PHILADELPHIA EAGLES

Eagles, ah o Eagles! Time que sempre está nas rodas dos amigos como o “comédia” da NFL. Aquele que nada e morre na praia. Todo ano muito bem preparado para surpreender e todo ano não decepciona, pois já se sabe que vai continuar deixando o seu legado de time que sempre ia e não foi para não acabar com nossas expectativas de poder brincar mais um ano com a sua ausência nos SBs. Mas depois das últimas movimentações, será que esse ano vai ter Super Bowl??? Bom, a pergunta que sempre se repete na cidade representada pelas águias provavelmente terá a mesma resposta, mas não viemos aqui para isso, mas sim falar sobre o que pode se aproveitar do plantel de Doug Pederson.

Correndo com a bola

Os Eagles correram acima da média da liga, 1813 jardas (11º entre os 32 times), mas não quer dizer que um dos seus atletas fez uma temporada destacada, visto que Ryan Matthews, o líder no quesito, não atingiu sequer 900 jardas. Curiosidade: entre aqueles que possuem jardas terrestres, apenas o QB Carson Wentz disputou todos os jogos de temporada regular da equipe!

blçount
Blount: Esperança de um jogo corrido que consiga levar o time à frente na competição.

Mas 2017 promete voos mais altos para as águias (♪”a mesma praça, o mesmo banco…”♪)! LeGarrette Blount chega para mudar o nível do jogo corrido da equipe após uma temporada de muito sucesso com os Patriots (1161 jardas terrestres e 18 TDs corridos em 2016). Os seus 30 anos de idade não são de assustar o jogador de fantasy que deseja contar com seus serviços numa liga em que RBs acima dos 30 anos ainda podem contribuir positivamente (como Frank Gore do Indianapolis Colts).

Passando a bola

Em seu ano de calouro, Carson Wentz, o 2º QB escolhido no draft de 2016, foi o retrato de seu time: não foi excepcional, mas não foi péssimo. Num primeiro ano em que lhe faltaram experiência e boas peças, foi o 24º QB em pontos no Fantasy, com média pouco acima de 13 pontos por jogo. Suas principais estatísticas foram 3782 jardas de passe (236,4 por jogo), além de 16 TDs e 14 interceptações.

wentz.jpg
Wentz está com novas armas e todo o fôlego dos Eagles para ser campeão.

Porém as aquisições ofensivas recentes (Blount, já citado, e o WR Alshon Jeffery), além de uma linha ofensiva já eficiente, são medidas reativas visando munir este jovem quarterback para seu desenvolvimento em 2017. Ainda assim, dificilmente ele será o titular de algum time de fantasy, exceto para suprir rodadas em que o QB principal esteja de bye ou fazendo péssima temporada (ainda assim será possível em tese arrumar QBs com maior potencial na waiver wire).

Recebendo passes

Quando o jogador com mais jardas aéreas do seu time é um tight end, mas não se chama Rob Gronkowski, algo está errado com seu corpo de recebedores. Assim foi nos Eagles, que teve em Zach Ertz sua válvula de escape, mas com apenas 816 jardas em 78 recepções. Já o melhor wide receiver foi Jordan Matthews com 804 em 73. Sem contar que os adversários produziram mais jardas nos 16 jogos da temporada!

alshon

 

Mas Alshon Jeffery chega para suprir esta lacuna e ser um alvo constante e consistente para Wentz em complemento a Ertz, que ainda será muito acionado. Outra peça importante é Torrey Smith. Recentemente saído do decadente time de San Francisco onde não teve condições plenas de demonstrar seu valor, Smith agrega ao jogo aéreo mais velocidade e perspectiva de diversificação de jogadas para o ataque. Aumentando as possibilidades de melhora.

 

[26/08/2017] Pouco após nossa análise, Jordan Matthews deixou os Eagles rumo ao Buffalo Bills. Assim, Torrey Smith e Nelson Agholor se juntam a Jeffery no trio titular de WRs.

Valor de Fantasy

Três grandes valores podem ser destacados para o Fantasy neste time do Eagles. O primeiro é o WR Alshon Jeffery escolha mais do que certa para um forte WR2 no seu time, podendo ser facilmente um WR1 em estratégias que você prefira pegar 2 running backs nas duas primeiras rodadas.

LeGarrette Blount, e meus amigos vocês não imaginam o quanto Blount tem sido underrated em drafts. Sai num precinho bacana!! Isso mesmo, é possível encontra-lo tão tardio quanto numa 8ª rodada de draft e o cara pode te dar boas alegrias!

O terceiro grande valor está em Wentz. O QB pode ter uma temporada muito melhor que a passada e para isso não temos dúvida que tem as qualidades e com o aumento de número de seus alvos, as perspectivas dele bombar no fantasy são excelentes. Posso comparar ao Mariota da tempporada passada de Fantasy. Escolhido como um bom QB2 na maioria das ligas e que teve uma temporada extremamente eficiente sendo mais prolífico que muitos QB1 do draft, principalmente no fim do ano.

LeGarrette Blount – RB2 (round 4)

Alshon Jeffery – WR2 (round 3)

Zach Ertz – TE1 (round 8)

Jordan Matthews – banco (round 10)

Carson Wentz – QB2 (round 14) / waivers

Darren Sproles – reserva (round 15) / waivers

Ryan Matthews – waivers

 

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* Com a colaboração de Rui Santos.

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