Situação dos times após o draft – AFC East

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Vamos escrever com calma sobre esta divisão, pra não ferir os sentimentos da maior torcida de um time da NFL no Brasil, a dos poderosos (e vitaminados) New England Patriots. Há quem diga que a torcida dos Pats é grande por causa do sucesso do time nos últimos anos, e que seria “modinha” ser fã deles. Aí eu pergunto: queriam o que, que os novos fãs torcessem pros Browns? Além deles, há nessa divisão uma outra torcida muito fanática no Brasil, a dos Dolphins. Temos um amigo do blog, cujo nome vamos omitir, que tem um altar em casa para São Dan Marino, e que todo ano abre um champanhe quando o último invicto da temporada cai… Esperamos o convite pra esse evento nesta temporada!

Buffalo Bills

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Time muito tradicional, tanto no futebol quanto no sofrimento. Há alguns anos, a franquia foi vendida e houve rumores de que poderia mudar de local. A cidade, na verdade toda a região de Buffalo, parou, e o novo dono foi idolatrado quando disse que jamais tiraria o time de lá. Como muito dos times mais tradicionais, os Bills são uma religião no norte do estado de Nova York. Aqui no blog, simpatizamos com times assim, especialmente quando a torcida faz questão de lotar o estádio para sofrer todo domingo.

Os Bills têm dois legítimos números 1 nas posições mais importantes, o RB LeSean McCoy e o WR Sammy Watkins.

McCoy, apelidado Shady, é talvez o melhor RB de toda a liga depois do trio de ferro do fantasy este ano (David Johnson, LeVeon Bell, Zeke Elliot). Saudável e ainda em boa idade, 29 anos, fez a alegria de muitos owners ano passado, quando terminou a temporada como o terceiro RB com mais pontos – 248 no total, média de 16,5 por partida, descontada a semana 17. Teve cinco jogos acima de 20 pontos, incluindo um sensacional em que marcou 32 pontos. É uma aposta segura como RB1 e é certo que vai ser draftado na primeira rodada em todas as ligas.

Sammy Watkins tem toda a capacidade de ser um legítimo WR1. Tivesse Buffalo um QB melhor, aposto que teria números semelhantes a Jordy Nelson, dos Packers. Sofreu um pouco com contusões em anos anteriores, mas este ano está bem posicionado como alvo preferido do time. Watkins foi draftado como quarto pick geral em 2014, e ainda é muito jovem, com 24 anos. É free agent após este ano, o que significa um incentivo a mais para ir bem. No nosso ranking, está bem posicionado no começo da quarta rodada.

O posto de segundo WR em Buffalo é uma incógnita. Após perder Robert Woods e Marquise Goodwin, os Bills contam com Corey Brown, vindo de Carolina, Andre Holmes, que jogou em Oakland, e o calouro Zay Jones, draftado na segunda rodada deste ano, que parece emergir como favorito para o posto. Recentemente, contrataram o veterano Anquan Boldin, que embora já seja um pouco lento, é um excelente alvo na red zone. Sendo os Bills um time que prioriza o jogo corrido, no entanto, nenhuma das opções empolga ainda.

O QB titular é Tyrod Taylor. Embora não pertença à elite dos QBs no fantasy, pode tranquilamente ser o principal QB de seu time, ainda mais porque tem certa habilidade para correr, anotando eventualmente TDs de corrida, especialmente em snaps próximos da linha de gol. Particularmente, simpatizo bastante com Taylor.

Por fim, merece destaque o TE Charles Clay, que teve atuação discreta ano passado, mas ainda assim fez praticamente o mesmo número de pontos que Jason Witten e CJ Fiedorowicz, por exemplo. Dada a situação dos WRs do time, seu papel, especialmente na red zone, pode aumentar bastante.

[26/08/2017] Pouco após nossa análise, Sammy Watkins deixou os Bills numa troca para os Rams, bem como Jordan Matthews chegou vindo dos Eagles. Assim, Zay Jones sobe de valor e Matthews (se saudável) assume um dos lados do ataque.

Valor de fantasy

LeSean McCoy: RB1 (1st round)

Sammy Watkins: WR2 (4th round)

Zay Jones: flex (6th round)

Tyrod Taylor: QB2 (6th round)

Charles Clay: Deep TE1 (7th round)

Miami Dolphins

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Os golfinhos tiveram uma ótima temporada no ano passado, chegando aos playoffs. Infelizmente, a temporada começa exatamente como terminou a última: com o QB titular, Ryan Tannehill, no estaleiro. Para seu lugar, foi contratado o interminável e vibrante Jay Cutler, que levou seus talentos para South Beach. Embora a mudança tenha gerado incontáveis memes e gozação entre os fãs da NFL, não nos parece que haverá muita diferença em termos de fantasy.

Cutler já trabalhou com o head coach dos Dolphins, Adam Gase, quando este era coordenador ofensivo em Chicago. Naquele ano, os Bears se dedicaram ao jogo corrido (na melhor tradição de Chicago), enquanto Cutler concentrava seus passes no WR Alshon Jeffery (agora nos Eagles). Transportado para Miami, essa estratégia vai ao encontro do que foi executado por Gase ano passado. De fato, Miami foi o time com menor número de snaps entre todos os 32 da liga, o que é indicativo de preferência por jogo corrido (e sinal de alta percentagem de passes completados, mas isso é outra história). Idealmente, um alto volume de snaps é melhor para o fantasy, mas Miami tem opções promissoras tanto nas corridas quanto nos passes.

O backfield dos Dolphins é todo de Jay Ajayi. Uma das grandes revelações da última temporada. Ajayi fez a alegria dos proprietários que conseguiram pegá-lo na free agency. Terminou o ano com quase 1300 jardas e 8 TDs. Teve três partidas com mais de 200 jardas, duas delas contra os pobre Bills. Aliás, contra os Bills, Ajayi teve média de 28 pontos por jogo, e “apenas” 12 pontos por jogo contra os demais adversários. Está bem estabelecido como RB1. Seu reserva, Kenyan Drake, também muito jovem, é um handcuff importante para quem draftar Ajayi.

Os wide receivers de Miami são ótimos. Tão bons que mereciam um QB melhor. Jarvis Landry, Kenny Stills (que renovou contrato por mais quatro anos na offseason) e DeVante Parker são jovens, muito rápidos e inteligentes. Tem tudo para ser um corpo de recebedores de elite. Landry é o mais acionado, e portanto melhor ranqueado, mas Stills foi o que mais marcou TDs na última temporada (9, contra 4 de Landry e Parker). A ordem, portanto, é Landry, Stills e Parker, e Landry é um dos principais nomes de toda a liga em PPR. Olho também em Leonte Caroo, draftado na terceira rodada no ano passado. Os comentários no training camp têm sido entusiasmados.

Uma posição em que Miami não teve uma boa produção ano passado, em termos de fantasy, foi a TE. Para resolver o problema, o time contratou Julius Thomas junto ao Jacksonville Jaguars. Embora seja um avanço, e haja boas expectativas, tenho cá minhas dúvidas quando à produtividade de Thomas no fantasy.

Por fim, não costumamos comentar muito sobre defesas, mas a de Miami tem tudo para ser excepcional. Considerando também que vão enfrentar duas vezes os Jets, a defesa dos Dolphins pode ser aquele raro caso das que merecem lugar fixo no seu time de fantasy, ao lado da dos Broncos, por exemplo.

Valor de fantasy

Jay Ajayi: RB1 (2nd round)

Jarvis Landry: WR2 (5th round)

Kenny Stills: flex (9th round)

DeVante Parker: flex (10th round)

Julius Thomas: TE2 (10th round)

Jay Cutler: undrafted

New England Patriots

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O campeão. O juggernaut. Os trapaceiros?

New England tem um problema. Ou pra ser mais exato, New England não tem problema nenhum, quem tem são os times de fantasy que forem draftar seus jogadores. As posições de RB e WR estão entupidas de bons nomes, tornando quase impossível estabelecer o valor de cada um. Além de um comitê de running backs, os Patriots têm um comitê de wide receivers (o que prejudica inclusive o valor de Rob Gronkowski). Mas vamos por partes.

Se head coach valesse ponto no fantasy, Bill Belichick ia sempre ser escolhido na primeira rodada. Mas não vale, e ele ainda tem mania de atrapalhar os owners, já que a estratégia de jogo de New England varia muito de uma semana para o outra, de acordo com o adversário. Seus melhores jogadores são capazes de semanas de 20, 30 pontos, seguidas de outras sem ponto quase nenhum. Um título de fantasy vem não com atuações brilhantes, mas principalmente com consistência. Por isso, quase nunca drafto ou pego na free agency jogadores dos Patriots. Má notícia: este ano está pior.

Uma clara exceção a isso é o QB do time, o marido de Gisele Bundchen. É uma máquina de fazer pontos, e junto com Aaron Rodgers, está em uma categoria própria. Ano passado não foi tão bem (para seus padrões), sendo apenas o QB 15 em pontos anotados, com pontuação padrão. Isso se deveu principalmente ao fato de ter tirado o pé do acelerador nas rodadas finais da temporada regular. Pobre de quem foi para as finais de suas ligas com Brady como QB titular… Dito isto, é incontestável sua posição como QB 1 para esta temporada.

O RB que mais anotou TDs na temporada, LeGarrette Blount, foi para os Eagles. Para compensar, os Patriots trouxeram logo dois ótimos jogadores: Mike Gillislee, dos Bills, e Rex Burkhead, dos Bengals. Considerando que todos sobrevivam ao training camp, juntam-se a James White e Dion Lewis. A ordem em que serão usados é um mistério, e como dito acima, pode mudar de jogo para jogo. Gillislee deve ser o titular, mas White costuma ser usado para receber passes saindo do backfield. Lewis deve anotar eventuais TDs. Burkhead tem em seu currículo um jogo contra Baltimore, na última rodada da temporada passada, em que começou como titular e fez incríveis 26 pontos.

Igualmente intrigante é o corpo de wide receivers, com a adição de Brandin Cooks, vindo de New Orleans. Ainda muito jovem, Cooks tem sido apontado como a melhor arma de Tom Brady para os passes em profundidade desde Randy Moss. É a esperança de que a qualquer momento ocorra um TD longo, o que dá a ele um teto alto de pontos. Por outro lado, encontra Julian Edelman, já bem entrosado com Brady (inclusive fora de campo). Terceiro WR mais acionado em 2016 (e em quarto lugar em número de recepções), Edelman deve continuar sendo o principal recebedor do time. Completam o elenco Chris Hogan, Malcolm Mitchell e Danny Amendola.

[28/08/2017] Julian Edelman sofreu lesão no joelho na pré-temporada, em partida contra o Detroit Lions, e está fora da temporada.

Como se não bastasse, completa as skill positions o TE Rob Gronkowski. Problemas de contusão o mantiveram de fora de muitas rodadas na última temporada, na qual teve números modestos (540 jardas, 3 TDs e apenas 25 recepções), mas, saudável, é o melhor TE da liga.

Enfim, é muita gente pra receber passe, ainda mais em um time que costuma jogar sempre com a liderança no placar. A não ser em ligas com pontuação por recepção (PPR), cuidado com os jogadores dos Patriots.

Valor de fantasy

Tom Brady: QB1 (4th round)

Mike Gillislee: RB 2 (3rd round)

James White: flex (10th round)

Brandin Cooks: WR2 (4th round)

Julian Edelman: WR2 (5th round) [28/08/2017 – Fora da temporada por lesão no joelho]

Chris Hogan: flex (10th round)

Rob Gronkowski: TE1 (4th round)

New York Jets

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Pior time da liga. Forte candidato ao primeiro pick do draft. Pronto, tá comentado o time.

É difícil ver alguma possibilidade de sucesso para algum jogador dos Jets no fantasy este ano. Pra começar, é incerto quem seja o QB numa competição entre Josh McCown, Christian Hackenberg e Bryce Petty. Ao vencedor, as batatas: o melhor recebedor do time, Quincy Enunwa, se machucou e está fora da temporada. Com a saída de Brandon Marshall e Eric Decker, sobram apenas Robby Anderson, que apareceu pouco em 2016, e o TE Austin Seferian-Jenkins, que, depois de se tratar de alcoolismo, tenta começar de novo na carreira. O fato é que alguém tem que pegar os passes nos Jets; mas parece que esse alguém ainda não está no elenco atual.

A dupla de running backs tem valor, no entanto. O titular deve ser Bilal Powell, que correu para 722 jardas, com 3 TDs, em 131 corridas em 2016. O veterano Matt Forte correu 218 vezes, 7 TDs, mas apenas 813 jardas. Powell teve melhor participação recebendo passes, sendo o quarto melhor RB da liga nesse quesito (58 recepções, número semelhante ao de James White). Assim, é um nome interessante, especialmente em ligas com PPR.

De resto, corra desse time.

Valor de fantasy

Bilal Powell: RB2 (4th round)

Matt Forte: flex (10th round)

Austin Seferian-Jenkins: TE3 (free agent)

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