Opções para reforçar seu time na waiver wire para a semana 6

Olá, companheiros de sofrência! E de diversão também, não me entendam mal…

Desde há uns três anos, está na moda falar (e praticar) a estratégia de fantasy zero running back. De forma resumida, significa priorizar escolher WRs e TEs nos primeiros rounds do draft, deixando os RBs para depois, enquanto os outros jogadores, previsivelmente, draftam os principais RBs. A explicação é que o RB é o jogador que corre mais risco de contusão, o que torna perigoso botar suas principais fichas neles. Os WRs, por outro lado, tendem a terem carreiras mais longas e temporadas mais estáveis.

Muita gente defende a validade dessa estratégia, embora a última temporada tenha visto um ressurgimento dos RBs.

Estava pensando na zero running back ao analisar a waiver wire esta semana, ao me deparar com a falta de boas opções para substituir os wide receivers contundidos ou com baixa performance. Só os Giants perderam três nomes para o resto da temporada (Odell Beckham Jr., Brandon Marshall e Dwayne Harris, e Sterling Shepard está machucado). Os Packers quase perderam Davante Adams, que retornou milagrosamente, mas no último jogo Randall Cobb não terminou a partida, enquanto Jordy Nelson também está com problemas. Situação semelhante enfrentam os Patriots, que até agora não conseguiram substituir a contento Julian Edelman. Enfim, os exemplos abundam na liga, num ano em que a bruxa das contusões – algumas muito feias – encostou nos pobres WRs.

Além disso, as contusões (e péssimo jogo) dos QBs também afetam demais a posição de WR. Os Vikings estão com seu terceiro QB – e tem a sorte de ter um decente, já que muitos times não conseguem acertar nem o QB titular. Derek Carr e Marcus Mariota se machucaram? Adeus Amari Cooper e Delanie Walker. Jay Cutler é seu titular? Coitado do trio de WRs em Miami. Julio Jones não é acionado na endzone? Como substituir esses valores?

A posição de RB é totalmente diferente. É verdade que a taxa de contusões é maior, mas a substituição é mais fácil. Primeiro, porque os EUA são um celeiro interminável de RBs. Num país de 400 milhões de pessoas, você não consegue encontrar 32 QBs de nível de NFL. Na verdade, você não consegue encontrar 32 kickers. Mas RB não falta. Segundo, porque a posição é realmente mais simples. Terceiro, porque, convenhamos, o RB é o mais durão dos position players. O titular sai, você pluga o reserva ou aquele RB do practice squad e pronto! A mágica acontece.

Para cada Paul Perkins que sai, sempre aparece um Gallman ou Darkwa. O melhor calouro do ano, Dalvin Cook, se machuca, entram os testados Latavius Murray e Jerrick McKinnon e dão conta do recado. Até time com RB improvisado, caso de Green Bay, resolveu seu problema com o RB reserva. David Johnson foi pra IR, você… Pera! Me empolguei. David Johnson se machucou, você senta e chora. Chora muito. Mas deu para entender a idéia. A lista é longa, como o amigo leitor vai ver abaixo.

Em resumo, sempre achei que essa história de zero running back fosse balela. Os RBs são o motor de toda equipe de fantasy, e este ano prova isso mais uma vez. Não à toa, para compensar tal importância, foi criado – e é cada vez mais popular – o sistema de pontuação ppr. Mas nem lá se pode falar em zero running back, já que os passes para RB também são cada vez mais populares na NFL.

Vamos às recomendações da semana.

Aaron Jones, RB, Green Bay Packers

Jones já estava em nossas recomendações semana passada, mas era natural que se esperasse para ver como se sairia como titular. E como ele foi bem! 19 corridas e 1 passe, 134 jardas no total, 1 TD, quase 20 pontos, quarto melhor RB da rodada na pontuação standard. E esses números maiúsculos ainda não fazem jus à atuação. Jones tornou um grande ataque ainda mais mortal – dava pra ver a cara de satisfação de Aaron Rodgers quando os safeties de Dallas tiveram que se aproximar da linha de scrimmage.

Pelo menos até Ty Montgomery retornar, Jones pode ser escalado tranquilamente como RB2 em seu time. E se você tem Rodgers como QB, pode sorrir: o jogo aéreo está mais destravado, como mostram os 24 pontos do QB na última rodada.

Latavius Murray e Jerick McKinnon, RBs, Minnesota Vikings

Uma boa atuação do jogo corrido dos Vikings já era esperada nesta rodada. Afinal, o time tem uma boa linha ofensiva, e gosta mesmo de correr com a bola. A maior surpresa veio com o uso pesado de McKinnon contra os Bears, fruto, provavelmente, da necessidade de dosar os toques de Murray, que está voltando de contusão. McKinnon correu 16 vezes para 95 jardas e 1 TD, e recebeu 6 passes para mais 51 jardas, terminando a rodada como o terceiro melhor RB tanto em standard como em ppr, enquanto Murray teve 14 toques na bola (12 corridas e 2 passes), um volume considerável.

Ambos têm valor, e ambos devem ser adicionados em todas as ligas, mas ainda não dá pra dizer qual vai ser o titular daqui por diante. Aparentemente, vai ser um comitê, e o uso deve variar de acordo com o fluxo do jogo. Pela atuação de ontem, contudo, McKinnon leva vantagem.

 

Alex Collins, RB, Baltimore Ravens

Collins vai se solidificando como o melhor RB dos Ravens, ajudado pela contusão de Terrance West na primeira corrida do domingo. Embora ainda dispute espaço com Buck Allen (que é o preferido para receber passes), tem aumentado progressivamente o número de toques na bola, já que correu doze vezes contra os Raiders, contra 8 corridas nas duas semanas anteriores.

Os Ravens têm um jogo extremamente favorável na semana 6 contra os Bears, que cederam muitas jardas para os Vikings no Monday Night Football.

 

Matt Breida, RB, San Francisco 49ers

Se você tem Carlos Hyde em seu time, é obrigatório acrescentar Breida. Se não tem, vale a pena adicioná-lo, de qualquer forma. Hyde não está na melhor forma em termos de saúde, e por essa razão Breida jogou mais snaps domingo do que Hyde (35 a 33).

Além disso, Breida correu 10 vezes e recebeu 3 passes, contra 8 corridas e 1 passe de Hyde (total de 71 jardas contra apenas 18 do titular). Claro que o oponente, Indianapolis, era fraquíssimo, o que limita o entusiasmo com o backfield dos 49ers.

O mais surpreendente foi que quando Hyde estava pronto para voltar da contusão no quadril, o HC Kyle Shanahan preferiu continuar com Breida. Perguntado após o jogo, Shanahan disse que Hyde é o titular, mas que vai preferir sempre quem estiver melhor, sinalizando um aumento da participação de Breida.

 

Marlon Mack, RB, Indianapolis Colts

Mack, voltando de contusão no ombro que o afastou das últimas duas semanas, teve uma ótima atuação contra os 49ers, correndo para 91 jardas e 1 TD em apenas 9 toques na bola. Enquanto a média de jardas por corrida é surreal, ele mostrou força e, de acordo com o HC Chuck Pagano, ganhou o direito de ter mais toques nas próximas partidas. Ainda mais importante, foi o RB usado em uma corrida na linha do gol que resultou em TD.

Draftado na quarta rodada deste ano, Mack deve tomar mais espaço do veteraníssimo Frank Gore, que já está com 34 anos, mas que, com uma saúde de ferro para um RB, nunca deixou de participar de nenhuma partida desde 2010.

 

Wayne Gallman, RB, New York Giants

Embora Orleans Darkwa tenha marcado um TD, foi Gallman quem mostrou ser o melhor RB dos Giants na trágica derrota para os Chargers. Ambos dividiram as corridas, com ligeira vantagem para Gallman (11 a 8), mas Gallman também recebeu 5 passes. Em um time que não tem mais praticamente nenhum WR para jogar, isso vale ouro.

Foi a segunda semana seguida com 11 corridas para Gallman, que é o 17º melhor RB das últimas duas rodadas, à frente, por exemplo de Joe Mixon e Frank Gore, e rigorosamente empatado com Jordan Howard e LeSean McCoy, na pontuação standard, números que o colocam tranquilamente como RB2 em qualquer time de fantasy

Josh McCown, QB, e Austin Seferian-Jenkins, TE, New York Jets

Não olhe agora, mas os Jets estão dividindo a liderança da NFC East com os Bills e Patriots, muito graças às atuações simples e seguras do QB Josh McCown. Com Tyrod Taylor, Andy Dalton, Dak Prescott e Russell Wilson de bye, McCown pode ser um substituto mais que eficiente esta semana contra uma defesa dos Patriots que não assusta.

Por seu turno, Austin Seferian-Jenkins (ASJ) vem tendo participação consistente no jogo aéreo dos Jets (a concorrência é escassa…), sendo um excelente nome com tantas contusões de TE este ano.

 

George Kittle, TE, San Francisco 49ers

Fez sua melhor partida contra os Colts na última rodada, com 7 passes recebidos para 83 jardas e 1 TD. Foi o terceiro melhor TE em standard, segundo em PPR, e sua participação deve aumentar, à medida em que o calouro de Iowa, draftado na quinta rodada, vai se aclimatando com o jogo.

Tem uma rodada promissora, já que a defesa dos Redskins é a terceira que mais cede pontos de fantasy para os TE adversários.

 

David Njoku, TE, Cleveland Browns

Em um time com poucos pontos positivos, a atuação de Njoku chama a atenção. Um monstro de 1,93 e 112 kg (difícil errar um alvo assim na endzone), draftado na primeira rodada para produzir resultados imediatos. É um pouco dependente de TDs para pontuar, mas já marcou TD em 3 das 5 partidas jogadas até agora. Por outro lado, sua participação deve aumentar com a tristeza que está a situação dos WRs dos Browns, time que tem basicamente ele e Duke Johnson pra tentar alguma graça.

 

Mike Williams, WR, San Diego, ops, Los Angeles Chargers

Talvez você tenha esquecido a esta altura, mas Williams foi o sétimo pick do draft este ano. Machucado antes da preseason, o fenômeno de Clemson pode estrear contra os Raiders no próximo domingo.

Ninguém sabe como vai se sair, mas com um potencial imenso e um QB decente, vale um lugar em seu roster.

Especial: cantinho do urubu

Neste espaço, listamos alguns jogadores que têm valor pelas contusões ou baixo desempenho dos titulares. São os beneficiários da carniça:

Elijah McGuire, RB, New York Jets – Já era indicado por causa da contusão de Matt Forte. Agora, o titular Bilal Powell também está machucado, abrindo as portas de um time muito bom na corrida para McGuire.

Dion Lewis, RB, New England Patriots – Podem reparar que, daquele bolo de RBs dos Patriots, é o que tem mais química com Tom Brady. Algo me diz que vai retomar a posição de titular em breve.

Roger Lewis, WR, New York Giants – Porque alguém tem que pegar os passes de Eli Manning, se Ben McAdoo quiser manter o emprego.

Ricardo Louis, WR, Cleveland Browns – No deserto que é a posição de WR em Cleveland, Louis recebeu 5 passes em cada um dos últimos dois jogos.

Ed Dickson, TE, Carolina Panthers – Fenômeno da rodada, com 175 jardas em apenas 5 passes. Claro que esse desempenho é uma aberração, mas 5 passes para TE é um bom volume, e ele substitui Greg Olsen num ataque em ascensão e que gosta de jogar com os TEs.

Nick O´Leary, TE, Buffalo Bills – Por falar em time que gosta de jogar com TE… Entrou no lugar de Charles Clay, que se machucou, e foi acionado 6 vezes, recebendo 5 passes para 54 jardas. Vai ser o principal recebedor dos Bills.

Boas compras e boa sorte na semana 6!

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