Opções para reforçar seu time na waiver wire para a semana 9

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Olá, senhoras e senhores!

Chegamos à metade da temporada do fantasy. Por que, ó Deus, passa tão rápido?…

É bem possível que seu time, esteja ele bom ou ruim, passe a sensação de que se estabilizou. Cuidado! Isso não é motivo para o amigo relaxar. A se repetir a experiência dos anos anteriores, é possível que os grandes destaques dos playoffs do fantasy nem tenham entrado em campo ainda. Sem muito esforço, dá pra lembrar de Rob Kelley (nosso querido Fat Rob) em 2016 ou Tim Hightower em 2015.

Assim, continue cavando na waiver wire. Dali virá sua alegria. Ao invés de ficar se prendendo a nomes que não estão produzindo (mas que a gente guarda na esperança de que naquela semana ele estoure), reserve uma ou duas posições no fundo do banco para apostas, que trazem riscos mas também boas recompensas. Não adianta você ter 15 jogadores consagrados; você só precisa de 9, os seus titulares. Vale prestar especial atenção naqueles que começaram a temporada machucados e todo mundo já esqueceu, e nos que foram draftados em picks altos nos dois últimos anos, mas só agora estão amadurecendo.

Além disso, uma coisa é a performance no início da temporada. Outra, totalmente diferente, lá no final, quando (e nem todo mundo na NFL gosta de admitir isso) os melhores times e jogadores poupam seus esforços. Corra de Tom Brady, por exemplo, nos playoffs do fantasy. Carson Wentz está bem? Se ele for seu QB, torça pra Philly perder uns dois ou três jogos nas próximas rodadas, pra ele chegar nas últimas semanas com fome.

Mas chega de querer ensinar padre a rezar missa. Vamos ao que interessa.

O tema da semana não é a verborragia dos donos dos times, comparando seus jogadores a presidiários. Não é a praga que rogaram sobre os TEs (Jordan Reed, surpresa, se machucou de novo, e Zach Miller quase perdeu a perna). Esta semana o assunto é trades!!!!

A NFL não é conhecida por ter muitas trocas bombásticas. Diferente da NBA e da NHL, em que a trade deadline é esperada quase como um feriado, nossa liga favorita é de um conservadorismo atroz. Portanto, o frenesi deste ano, com várias notícias pipocando de domingo pra cá, tem duas vezes mais sabor. Há um ditado conhecido no esporte americano: “deadlines spur action” (datas-limite provocam ação, em tradução livre). É bem o que está acontecendo este ano. E na verdade, enquanto escrevo, não tiro o olho das notificações do celular. Tudo pode acontecer.

As principais trocas têm envolvido nomes importantes, com grande implicação no nosso jogo favorito.

Primeiro, ainda no domingo, os Seahawks anunciaram a contratação do left tackle Duane Brown, juntos aos Houston Texans. Um dos melhores LTs do esporte, Brown é uma adição de imensa qualidade a uma das piores linhas ofensivas da liga. Russell Wilson respirou aliviado; com tempo para lançar, o jogo aéreo deve melhorar ainda mais, bem como o controle de tempo da partida. Em nossa opinião, contudo, pouco muda em relação ao jogo terrestre. Ainda queremos distância do backfield dos Mighty Hawks.

Em seguida, Jimmy Garappolo, o Jimmy G ou Beautiful Jimmy, reserva valorizado e suposto herdeiro de Tom Brady, foi contratado pelos 49ers, para se reunir com um bom técnico ofensivo, Kyle Shanahan. Jimmy G não deve jogar esta semana contra Arizona, e a expectativa é que ele vire titular na semana 12, após a bye dos 49ers, no jogo contra Seattle. Mas é bem possível que já jogue semana que vem, em casa contra os Giants. Ninguém sabe o que esperar dele em termos de fantasy, ainda mais que San Francisco não tem o melhor dos elencos. Me arrisco a dizer, contudo, que George Kittle deve se beneficiar da mudança. Quanto aos wide receivers, melhor esperar pra ver.

Mais importante para o fantasy foi a ida de Jay Ajayi para o Philadelphia Eagles, um time certinho, forte candidato a melhor equipe da NFC. Ajayi teve uma ótima temporada em 2016, sendo draftado na primeira rodada do fantasy na maioria das ligas este ano. Não preencheu as expectativas em Miami este ano, em que pese o volume decente de toques na bola (12, 2, 5, 6, 13, 8 e 4 pontos apenas, depois de um bye na semana 1). A bem da verdade, o HC Adam Gase reduziu, desde o ano passado, o volume do jogo corrido (este ano Miami correu em apenas 33% das jogadas ofensivas), e a linha ofensiva não vem atuando bem. Philly, por seu turno, corre em quase 47% das jogadas na red zone, um dos melhores números da liga, e, mesmo com a contusão do OL Jason Peters, tem uma excelente comissão de frente.

Ajayi não marcou nenhum TD este ano. Vai ter a oportunidade de anotar vários na casa nova. Por outro lado, encontra um bom estábulo de RBs, com LeGarrette Blount (campeão de TDs em 2016), Wendell Smalwood e Corey Clement. Não há dúvidas de que Ajayi vai ser o RB1 do time, mas não deve ficar com o mesmo volume que tinha em Miami. Blount e Smalwood, enquanto isso, têm seu valor muito diminuído. Lembra um comitê de RBs mais parecido com o dos Patriots (só que com Ajayi mais destacado) do que com o dos Saints, que tem dois RBs em condições de serem escalados. Nossa opinião: Blount deve ir para o banco do seu time de fantasy, enquanto Smallwood e Clement podem ser cortados sem dó.

Já em Miami, o sucessor de Ajayi, de acordo com as reportagens, deve ser Kenyan Drake. RB de indiscutível talento, o valor de Drake deve ser limitado, no entanto, pelos problemas na linha ofensiva dos Dolphins. Afinal, Ajayi é melhor que ele, e não vinha tendo sucesso. Mas tudo pode acontecer. De repente ele se entrosa melhor com os companheiros. O certo é que Drake terá um volume decente de toques na bola, merecendo ser adicionado pelo menos no banco de seu time de fantasy.

Outras transações importantes ainda devem acontecer até as 18 horas (horário de Brasília). Felizmente, para nossa sorte, a trade deadline caiu numa terça-feira, dia de waiver wire. Noite animada de fantasy pela frente! Especula-se muito, por exemplo, sobre a saída de Jarvis Landry dos Dolphins, bem como sobre a desaposentadoria do grande Calvin Johnson, que, se ocorrer, torna Megatron o melhor fantasy free agent da semana.

Por fim, ontem também saiu o resultado do enésimo processo sobre a suspensão de Zeke Elliot, que deve agora cumprir a pena de seis jogos. Na eterna questão sobre quem será seu substituto, parece que Alfred Morris sai na frente, de acordo com o dono e GM dos Cowboys, Jerry Jones. Mas há que se ficar de olho em Darren McFadden e, principalmente, em Rod Smith, que tem mostrado potencial para ser o titular do time. O fato é que ninguém vai conseguir manter a produção de Zeke.

Hot seat watch. Não esquecemos da nossa seção favorita no post. Os HCs favoritos para serem demitidos primeiro tiveram uma semana em que seus times jogaram bem, melhor que o esperado, mas, previsivelmente, perderam (exceto os Bengals e os Giants, como veremos abaixo). Ganharam mais uma semana de sobrevida, mas o oxigênio está acabando…

  • Chuck Pagano – o time do nosso favoritíssimo surpreendeu fazendo um jogo duro contra os Bengals, mas mesmo jogando melhor, acabou perdendo, com um TD de defesa do time adversário… Ganhando por seis pontos, perto do fim do jogo, bola no próprio campo, e seu time tem Frank Gore e Marlon Mack. Aí a escolha é deixar a bola nas mãos de Jacoby Brissett. O que podia dar errado? Interceptação para TD, vitória dos Bengals por 1 ponto. Não tem jeito, esse time deve estar querendo a demissão do HC.
  • Hue Jackson – Ponto positivo: conseguiu terminar um jogo sem mudar o QB, e fez uma partida dura contra o ótimo time dos Vikings, em Londres. Ponto negativo: Deus odeia Cleveland, então Jimmy G, objeto de desejo dos Browns, vai para os 49ers e a imprensa noticia que a comissão técnica está revoltada com o GM e os demais executivos do time, que foram embora pra casa às 5 da tarde na véspera da trade deadline, enquanto os treinadores ficaram trabalhando até a madrugada… Cheiro de batata torrando.
  • Marvin Lewis – O time tem o melhor confronto da semana, em casa contra os fraquíssimos Colts, e ganha só por um ponto com um TD de defesa e mais uma apresentação fraquíssima do ataque. Sem comentários. Se não fosse o histórico, já tinha caído.
  • Ben McAdoo – Excelente semana. Conseguiu não perder.
  • Ia acrescentar aqui esta semana no HC dos Dolphins, Adam Gase, já que o time está péssimo na defesa, no ataque e nos special teams. Mas depois de mandar embora Jay Ajayi e conversar sobre Jarvis Landry, mudei de idéia. Dá pra ver que o chefe está forte.

 

Vamos às recomendações da semana.

 

Alex Collins e Danny Woodhead, RBs, Baltimore Ravens

Não gostamos de repetir jogadores neste espaço, mas às vezes não tem jeito. Apesar das boas atuações, Collins ainda não está na maioria das ligas. Contra Miami, alcançou 18 corridas e duas recepções, para um total de 143 jardas. Foi o oitavo melhor RB da rodada em número de corridas, o que o coloca na esfera de RB1. É uma realidade, merecendo ser escalado pelo menos como flex. Acredito até que os Seahawks estão com saudade dele.

Danny Woodhead retornou aos treinos hoje. Como está na IR, só pode entrar em campo no jogo contra Green Bay, dia 19 de novembro. É o melhor RB da liga recebendo passes, e para isso foi contratado por Baltimore. Tem tudo para apresentar números melhores que Buck Allen, que deve ter sua importância para o fantasy muito diminuída com o retorno de Woodhead.

 

Alfred Morris e Darren McFadden, RB, Dallas Cowboys

Ninguém aguenta mais ouvir falar desses caras. Veja a análise acima e vamos embora.

 

DeAndre Washington e Jalen Richard, RB, Oakland Raiders

Esta semana vamos ver a real participação dos dois no backfield dos Raiders, com o retorno de Marsahwn Lynch. Oakland tem um confronto favorável contra Miami, que cedeu muitas jardas corridas para Baltimore. Washington está à frente de Richard na importância. Embora tenham tido participação modesta no jogo corrido, receberam, respectivamente, 8 e 5 passes na partida contra os Bills (com um TD aéreo para Washington), e nisso se diferenciam de Lynch.

 

Marlon Mack, RB, Indianapolis Colts

11 corridas e 3 passes recebidos (com um TD) contra os Bengals. Finalmente Mack teve a participação que vinha merecendo, e deve aumentar cada vez mais. Frank Gore continua sendo o titular, mas Mack é claramente o RB número 1 do time no jogo aéreo.

 

Kenyan Drake, RB, Miami Dolphins

Como exposto acima, deve herdar a maioria das corridas com a saída de Ajayi. No entanto, tem a concorrência de Damien Williams. Se ao menos a linha ofensiva fosse melhor, teríamos mais esperança.

 

Juju Smith-Schuster, WR, Pittsburgh Steelers

A recomendação mais fácil e óbvia da semana. Não bastasse a excelente produção da semana (7 recepções para 193 jardas e 1 TD), o homem da bicicleta se tornou claramente o WR2 de um ataque potente, herdando toda a expectativa depositada em Martavis Bryant, que, coitado, parece ter um dom impressionante para se meter em problemas. O maior limite para Juju é a atuação irregular de Big Ben, principalmente em jogos fora de casa, mas seu teto de pontuação é altíssimo. Além disso, foi alvo de passes quatro vezes ou mais em 5 das 8 partidas do time, chegando a dez acionamentos contra os Bengals, primeiro jogo sem Bryant.

 

Mohamed Sanu, WR, Atlanta Falcons

Em que pese a baixa produção (em relação à expectativa) dos Falcons, Sanu continua sua sequência de pelo menos 6 alvos por jogo (teve 7 contra os Jets, para 6 recepções, 74 jardas e 1 TD), e, mais importante, parece ser o único WR para quem Matt Ryan olha na red zone.

 

Corey Davis, WR, Tennessee Titans

Voltou a treinar e, depois da bye na semana 8, deve retornar ao time titular – aliás, com o QB Marcus Mariota também recuperado de contusão. A expectativa é que reedite a atuação de sua estréia na NFL, quando teve, contra os Raiders, 6 recepções para 69 jardas. O confronto não é favorável na semana 9, já que os Ravens têm uma ótima defesa, mas se ele estiver disponível em sua liga, melhor adicionar antes que seja tarde.

 

Paul Richardson, WR, Seattle Seahawks

Obviamente o amigo leitor acompanhou o jogão contra os Texans, em que Richardson foi acionado 7 vezes, com 6 recepções para 105 jardas e 2 TDs. Foi a melhor atuação da temporada, mas já é o quarto jogo, em sete, em que Richardson entra na endzone. Só quatro WRs têm mais TDs marcados que ele (Michael Crabtree, Jordy Nelson, Will Fuller e DeAndre Hopkins. Não só deve ser adicionado em todas as ligas, como deve ser titular – suas chances são melhores com ele do que com Brandin Cooks e Michael Thomas, dois eternos titulares, por exemplo. E é bom lembrar que Seattle não tem jogo corrido. Russell Wilson tem que passar até cair.

 

Vernon Davis, TE, Washington Redskins

Com a contusão de Jordan Reed e numa semana em que 6 times estão em bye, o veteraníssimo Davis é a melhor pedida para completar seu time. Sem Reed no time (o que infelizmente é muito frequente), Davis tem uma média de 11 pontos de fantasy.

 

Especial: cantinho do urubu

Neste espaço, listamos alguns jogadores que têm valor pelas contusões ou baixo desempenho dos titulares. São os beneficiários da carniça:

Jonnu Smith, TE, Tennessee Titans – O titular Delanie Walker continua machucado mesmo depois da bye week, e não treinou segunda-feira. Merece atenção em um ataque que gosta de acionar o TE.

C. J. Fiedorowitz, TE, Houston Texans, e Greg Olsen, TE, Carolina Panthers – Voltam de contusões, respectivamente, na semana 10 e 12. Pegue antes que seja tarde.

Dede Westbrook, WR, Jacksonville Jaguars – Quem? Você vai saber em breve. O calouro que chamou muita atenção na pré-temporada vai voltar de contusão em um ataque que precisa desesperadamente de um bom alvo.

Josh Doctson, WR, Washington RedskinsTerrelle Pryor não vingou e Reed não joga. Ótima chance para um aumento substancial na participação do talentoso Doctson.

Teddy Bridgewater, QB, Minesotta Vikings – Talvez volte já na próxima semana, depois da bye week. Era o titular do time antes da grave contusão no ano passado.

Jimmy Garoppolo, QB, San Francisco 49ers – vai que o cara é bom?

 

Boas compras e boa sorte na semana 9!

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