Opções para reforçar seu time na waiver wire para a semana 15

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Olá, senhoras e senhores! Depois de algumas semanas afastado, aqui estou de regresso, e suplicante vos peço a minha nova inscrição.

Agradeço muito ao amigo Rui Santos, que manteve ativo este post nas últimas semanas. Pra falar a verdade, depois dos brilhantes e exatos posts de Rui, não sei porque o querido leitor vai voltar a ler minhas maltraçadas, mas vamos lá.

Antes das recomendações da semana, peço licença para falar um pouco dos bastidores daqui do blog. Ou mais exatamente do grupo do qual ele surgiu.

Há pouco mais de dois anos, fui convidado por um amigo a participar de meu primeiro campeonato de fantasy football. Já tinha noção do sucesso que isso fazia nos Estados Unidos – lá as pessoas dizem, brincando mas com um fundo de seriedade, que o fantasy football é o principal esporte americano, sendo a NFL o segundo – mas nunca tinha experimentado. No máximo se dizia que era uma espécie de Cartola americano, pode?

Foi paixão à primeira vista. Paixão mesmo, violenta, forte, prazerosa. Com o tempo virou amor, sem que aquele fogo inicial tenha diminuído um grau. Já acompanhava a NFL havia muito tempo, mas a experiência ganhou nova intensidade. Sem o fantasy, como saber quem é o quinto receiver dos Houston Texans, o RB do practice squad dos Saints, que time tem a melhor relação entre corridas e jogo aéreo, que técnico está mais perto de perder o emprego porque não dá suficientes toques para o astro do time?

E as contusões? Os relatórios diários dos times viram leitura obrigatória. Não sou médico, tenho pavor de sangue, mas aprendi mais do que precisava saber sobre a descrição ortopédica do ser humano. Babeiro (peladeiro, para os amigos não-baianos) de fim de semana, para mim se o joelho torceu, era uma torção e pronto. Mal sabia que a patela tinha uns quatro ligamentos diferentes (ACL, LCL, MCL, PCL e é capaz de ter mais um monte), que as contusões musculares são perigosas porque podem tirar o jogador no meio da partida enquanto eles resistem a partida inteira, Deus sabe como, às dores ósseas. Aprendi que nenhum jogador da NFL entra em campo totalmente saudável, e que eles na verdade imploram para jogar mesmo se estiverem completamente quebrados. Bem diferente de nosso futebol. E tem um capítulo à parte sobre as temidas concussions, objeto de muito comentário, estudos e polêmica nos últimos anos. Sabendo um pouco mais sobre elas, ninguém mais vê o esporte, qualquer esporte, do mesmo jeito.

E por fim, acompanhando obsessivamente o noticiário sobre meus jogadores e os dos meus adversários, percebi o que pra mim é a mais marcante característica do football: todo mundo assume sua responsabilidade, sem dar muitas desculpas. Às vezes, assume até mais do seria sua parte. Esse é o maior choque entre a realidade da NFL e a dos outros esportes, notadamente o soccer. Depois de mergulhar no football, a gente perde um pouco a paciência quando vê um técnico do nosso soccer reclamando do juiz, ou um craque multimilionário atribuindo a derrota ao gramado, à bola, etc.

Enfim, o fantasy é um instrumento que aumenta demais, e talvez até desproporcionalmente, a grandeza desse esporte tão amado. Domingo, todos vimos Indy e Buffalo duelarem num campo com dois palmos de neve. Mas quem tinha LeSean McCoy ou Jack Doyle no time de fantasy pôde apreciar, dando o devido valor, o esforço sobre humano de marcarem TDs no fim do jogo ou na prorrogação, depois de três horas de peleja. O fã casual provavelmente estava vendo um jogo de melhor técnica.

Mas voltando ao início, dizia que fui convidado por um amigo para integrar uma liga, e não tinha idéia, naquela momento, como um mero “sim, vamos nessa” iria afetar tanto minha vida nos últimos anos.

Formamos uma liga com 12 times, aprendemos juntos e nos divertimos horrores. No segundo ano, aumentamos para 16 times (e vira uma guerra – você tem que raspar os elencos pra achar algum valor!). Alguns participantes entraram, outros saíram, mas o grupo principal se manteve o mesmo.

E que grupo! Heterogêneo nas idades (eu e o presidente Caio Ribeiro somos os vovôs ao redor dos 40 anos, enquanto Alan e Caio Pires estavam ainda na faculdade), nas profissões (tem servidor público, galera de TI, veterinário, professor de educação física e outras artes, médico, etc.), pais de família com muitos, poucos e sem filhos (ou que não tem certeza, né, não, Sued?), tem até síndico do prédio em que mora (nosso incansável Rui)!

Em meio a muito football e muita resenha, ficamos bastante próximos uns dos outros. No fantasy, a convivência, ainda que virtual, é cotidiana. Assim, fomos vendo os amigos terem filhos, se formarem, conquistarem expressivas vitórias nos campos profissional e pessoal, mudarem de cidade, e, claro, também passarem pelos inevitáveis problemas da vida. De um grupo de curiosos, passamos a fanáticos pelo fantasy football, e viramos verdadeiros amigos. Curiosamente, isso serviu para aumentar a competitividade da disputa de nossa liga. Afinal, não tem graça sacanear alguém que você não conhece; um amigo é sempre melhor pra ser perturbado.

Neste último ano, resolvemos lançar esse blog, para registrar e compartilhar nossas experiências como jogadores de fantasy, mas também para mostrar a delícia que é esse jogo (que por outro lado, não se engane, faz a gente passar muita raiva também). Dei muita sorte de encontrar tão bons amigos através desse silly little game. Se nossos posts, e nossas ligas, servirem para que o estimado leitor também forme laços tão fortes, teremos cumprido o papel a que nos propomos.

Ah, e sobre nossa liga: terminei sendo o campeão nas duas primeiras temporadas. Este ano, não me classifiquei para os playoffs, formado por Caio Pires, Anderson (vulgo Cazalbé), Magninho (que assumiu o time de Luciano no meio do campeonato) e pelo grande Rui. Claro que fiquei bastante triste por não me classificar, mas parte de mim está contente em ver o crescimento de todos os colegas no fantasy, a seriedade com que jogaram e a alegria deles em estarem na fase final. Realmente é muito gostoso; aproveitem!

E no fim das contas, não me classifiquei, mas tô com saúde. E ano que vem volto pra me vingar!

Vamos às indicações da semana. Observe o querido leitor que estamos no meio dos playoffs de algumas ligas, ou para começar os playoffs de outras. Não é hora mais de correr para reforçar o time na waiver wire. Se o amigo chegou até aqui, foi trazido por seu elenco atual. Não há mais byes, portanto todos os jogadores, menos os machucados, estão disponíveis. E é mais do que provável que os substitutos também já integrem os elencos. O próprio banco de reservas já não tem mais tanta importância. Regra número 1: escale todos os seus astros. Se eles não renderam até agora (como Julio Jones e Mike Evans), provavelmente o amigo não está, infelizmente, nos playoffs. A waiver wire vai servir para tapar alguns buracos por contusões de última hora (Carson Wentz e Zach Ertz, por exemplo).

 

Nick Foles, QB, e Trey Burton, Philadelphia Eagles

É muito difícil substituir Wentz, um dos melhores QBs do fantasy nesta temporada, e ainda forte candidato a MVP da temporada. Entretanto, Foles é experiente e já teve uma boa temporada pelos Eagles, sob o comando de Chip Kelly. Além disso, as armas que facilitaram a vida de Wentz continuam lá: uma ótima defesa (o que permite a manutenção do gameplan traçado para a partida), uma sólida linha ofensiva, o jogo corrido eficiente e ótimos recebedores em Alshon Jeffery (provavelmente o melhor WR da NFL em bolas divididas), Nelson Agholor, um renascido Torrey Smith e Zach Ertz. É uma opção melhor que alguns titulares, como Jacoby Brissett, por exemplo.

Na ausência de Zach Ertz na última semana, Trey Burton foi o melhor TE da rodada, com 5 recepções para 71 jardas e 2 TDs, em 6 acionamentos. O ataque de Philly é desenhado para que o TE seja uma boa opção na redzone, e isso se manteve. Com a posição de TE tão afetada por contusões, Burton é uma boa opção de TE 2 com um teto alto de pontos.

 

Rod Smith, RB, Dallas Cowboys

Foi o maior recebedor de passes de Dallas na última semana, com 5 para 113 jardas e 1 TD (também teve um TD de corrida). Sim, mais passes recebidos que Dez Bryant. É a última semana para usá-lo, já que Zeke Elliott volta de suspensão na semana 16.

 

Blake Bortles, QB, e Dede Westbrook, WR, Jacksonville Jaguars

Deus me perdoe, pensei que nunca ia ver este dia chegar, mas Bortles pode ser um bom QB titular para seu time nas semanas 15 e 16, já que os Jaguars enfrentam as mangabas dos Texans e dos 49ers. Nas últimas três semanas, marcou 23, 25 e 18 pontos, enfrentando times com boas defesas como Arizona e Seattle. O jogo aéreo tem melhorado muito, com o envolvimento cada vez maior de Dede Westbrook, o calouro sensação da pré-temporada, que não mostra qualquer traço da contusão sofrida. Nas últimas três semanas, Westbrook recebeu um total de 16 passes, tendo anotado um TD contra os Seahawks.

 

Jimmy Garoppolo, QB, e Marquise Goodwin, WR, San Francisco 49ers

Tirando o fato de ser o jogador mais bonito da liga, Jimmy G levou os Niners a duas vitórias seguidas, coletando 627 jardas no caminho. Na semana 15, pega Tennessee, que não tem uma defesa que assuste contra o jogo aéreo, embora seja forte pelo chão.

Seu principal alvo, Goodwin, recebeu um volume considerável de 20 acionamentos nesses dois jogos, pegando 14 passes para 205 jardas totais, números dignos de um legítimo e produtivo WR2.

 

Boas compras e boa sorte na semana 15!

1 comentário Adicione o seu

  1. Magninho disse:

    A lista esta em ordem de prioridade? Tipo: Foles tem mais valor q Jimmy?

    E obrigado pelos parabens…recebi o time na metade e cai nessa liga de tubaroes…mas consegui minhas vitórias…hahahahhaha

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