Opções para reforçar seu time na waiver wire para a semana 16

em

Bem amigos da Rede Globo, ops, do Brasil Fantasy Football! Tudo pronto para as grandes finais de ligas?

Esperamos que a temporada tenha sido de muita diversão para todos. Mais que o resultado, o que vale no fantasy football é se divertir, ter assunto com os amigos, curtir o belo esporte. Se bem que ganhar a liga é sensacional… Mas lembrem-se: é apenas um jogo (até hoje tô tentando me convencer disso).

Se o amigo leitor chegou aos playoffs de sua liga, provavelmente draftou bem, evitou contusões de jogadores importantes e se reforçou, antes dos adversários, com as gratas surpresas que animam o fantasy todo ano. Mas, acima de tudo, deu sorte de não ter em suas fileiras os famosos busts.

O bust é ruim não só porque você acaba usando um draft pick alto nele, ou pagando caro numa trade, mas porque ele hipnotiza o jogador. É muito difícil deixar um Julio Jones no banco, porque toda semana fica a esperança de que ele vai estourar – e, claro, mais uma vez ele faz 5 pontos. Pior ainda é que em uma determinada semana, quando o jogador menos precisa, ele faz 35 pontos, e a esperança se renova, somente para ele continuar sugando o time. Mais difícil ainda é cortar o bust de seu time.

E quando você toma coragem e deixa o bust no banco, e ele inevitavelmente explode para 25 pontos, a sensação é horrível também.

Por tais razões, considero o bust o pior risco para um time de fantasy. E a má notícia é que evita-lo depende mais da sorte do que de qualquer outra coisa. Ano que vem, reze para evitar essa mina terrestre.

Com essa pequena introdução, vamos ao nosso seleto grupo dos all-busts do ano.

 

All-busts first team

QB: Marcus Mariota, Tennessee Titans – Considerado com potencial para ser um dos 5 melhores QBs do ano, principalmente por ser uma grande ameaça no jogo terrestre, Mariota foi um desastre durante toda a temporada. Muito inconsistente e sem precisão nos passes, embora tenha sido prejudicado pela ausência de bons alvos. Não teve nenhuma partida com mais de 20 pontos, e teve 4 com menos de 15, além de brindar seus donos com uma atuação para 3,5 pontos em plena semana 14. Ocupa a posição 22 entre os QBs, bem fora da faixa de um QB titular.

RB1: Jay Ajaiy, Miami Dolphins e Philadelphia Eagles – Ainda com Miami no início da temporada, Ajaiy, que foi bem em 2016, era um consenso como draft de primeira rodada. O resto da história todo mundo viu. Tudo bem que o time não ajudava, mas mesmo com um volume decente de toques razoável, não passou de 13 pontos – e fez mais de 10 em apenas dois jogos! Logo apareceram histórias de estrelismo e ética de trabalho precária, que culminaram com sua ida para os Eagles. Mas mesmo no time novo, não se firmou como dono do backfield, sumindo da relevância no fantasy. Estatística mais incrível: apenas 1 TD no ano.

RB2: Jordan Howard, Chicago Bears – Draftado normalmente no final da primeira rodada, após um ótimo ano como calouro, Howard até teve bons jogos – quatro, para ser mais exato, o que é muito pouco para um RB1. E o pior: teve sete jogos com menos de 10 pontos, em que pese ser o quarto RB em número de carregadas – à frente, por exemplo, de Leonard Fournette, Melvin Gordon e Kareem Hunt. Está no exclusivo clube dos RBs com mais de mil jardas corridas na temporada, mas a concentração em poucos jogos (um dos principais traços de um bust) prejudicou demais seus owners. Coitado, foi muito prejudicado com a instabilidade dos Bears na posição de QB, bem como as contusões dos WRs e TEs do time, e enfrentou defesas que se preocupavam em marcar quase que exclusivamente o jogo corrido. Palpite muito, muito cedo ainda: é forte candidato a ter uma forte temporada em 2018, nos moldes do que fez Todd Gurley este ano.

WR1: Julio Jones, Atlanta Falcons (Bust MVP of the year) – Aliás, o maior bust que tive oportunidade de ver nestes três anos acompanhando o fantasy de perto. Draftado nas primeiras posições, como o segundo melhor WR disponível (dividindo a posição com Odell Beckham Jr., ambos atrás apenas de Antonio Brown), Julio vinha de uma temporada incrível em 2016, ano em que chegou ao Super Bowl e contou com uma atuação irretocável do MVP da temporada, o QB Matt Ryan. Havia dois sinais amarelos, contudo: Julio não era tão acionado quanto poderia na redzone, e o OC havia deixado os Falcons pela função de HC dos 49ers. E os números foram horríveis em 2017. Não teve uma atuação superior a 11 pontos até a semana 7. Só teve uma semana em que fez mais de 20 pontos (e só duas em que fez mais de 15). E marcou o grande total de três TDs na temporada toda. Desastre é pouco para definir a temporada de Julio.

WR2: Mike Evans, Tampa Bay Buccaneers – Por falar em desastre… Em alguns drafts, Evans foi selecionado até na frente de Julio. E em novas ligas dynasty, os rankings o apontavam como primeiro pick geral. Até o momento (sem contar o MNF contra Atlanta), Evans é apenas o 27º WR no ano, com exatos 100 pontos (standard). Não passou da marca de 16 pontos em nenhum jogo, e em apenas quatro marcou mais de 10. Desde a semana 7, contra Buffalo, não acha a endzone nem chega à marca de cem jardas, e no caminho teve pontuações como 1.3, 3.3, 2.5 e zero. Num ano terrível para os Buccaneers, cercados de expectativas mas aparentemente vítimas da maldição de Hard Knocks, Mike Evans é o retrato do time.

TE: Jordan Reed, Washington Redskins – Uma parte importante do valor do jogador no fantasy é estar presente. Um tipo de bust é aquele atleta que fica a temporada toda no limite entre jogar e não, por questões de saúde, de forma que você não sabe se corta ou não, e é forçado a ter sempre um plano b de streaming, sacrificando uma vaga em seu roster. E quando escalar, sempre corre o risco do jogador não terminar a partida. Foi o que aconteceu este ano com Reed. De quebra, ainda dividiu recepções com o veteraníssimo Vernon Davis e Niles Paul. A bem da verdade, não faltaram avisos na pré-temporada sobre seu estado físico.

Flex: Jordy Nelson, Green Bay Packers – Wide receiver com maior número de TDs em 2016, maior pontuador em ligas ppr, Nelson sumiu este ano. Claro que muito disso se deve ao afastamento do QB Aaron Rodgers por contusão, mas isso não explica tudo. DeAndre Hopkins e Larry Fitzgerald, por exemplo, sobreviveram ao carrossel de QBs em Houston e Arizona. E seu companheiro de time, Davante Adams, que já havia ido bem em 2016 (teve 12 TDs e foi o sétimo melhor WR naquele ano), conseguiu melhorar com o QB reserva Brett Hundley. Nelson foi draftado na primeira rodada em várias ligas; essa posição é reservada para WRs que independem da qualidade do QB. Depois da semana 5, Nelson fez 8 pontos, depois 6, e daí em diante não chegou a 4 pontos em nenhuma rodada. Triste.

 

All-busts second team

QB: Matt Ryan, Atlanta Falcons – o MVP da temporada 2016, segundo maior pontuador do fantasy naquele ano, não passou de 20 pontos em nenhuma semana em 2017, e é atualmente (sem contar o MNF de ontem) o QB 16 no ano.

RB1: LeGarrete Blount, Philadelphia Eagles – Jogador com maior número de TDs corridos em 2016 pelos Patriots, foi para Philadelphia para ser o líder do backfield, mas, apesar do time ter um ataque potente, marcou apenas 3 TDs (um deles de passe) na temporada.

RB2: DeMarco Murray, Tennessee  Titans – Até o momento, falhou em atingir a marca de 10 pontos em onze partidas na temporada. De quebra, perdeu toques para o reserva Derrick Henry, que também não deslanchou. Muito pouco para um pick de primeira rodada. Aliás, o backfield de Tennesse parece com o dos Saints, só que ao contrário.

WR1: Terrelle Pryor, Washington Redskins – Um dos poucos destaques dos Browns em 2016, se transferiu para os Redskins com a expectative de virar a principal arma de Kirk Cousins. A arma deu chabu. Praticamente esquecido nos planos ofensivos, terminou na IR do time.

WR2: TY Hilton, Indianapolis Colts – Quinto melhor WR do fantasy em 2016, sentiu demais a falta de Andrew Luck, mas devia ter ido melhor. Temporada lamentável.

TE: Martellus Bennett, Green Bay Packers e New England Patriots – Este ano temos um TE, diziam os torcedores dos Packers no início da temporada. Deu no que deu. Pouco usado, terminou mandado para os Patriots numa transação que envolveu uma contusão misteriosa e mal-explicada, até acabar na IR.

Flex: Mike Gillislee, New England Patriots – Contratado para o papel que foi de Blount em 2016, chegou a enganar na primeira rodada, quando marcou 3 TDs. Na segunda semana marcou mais 1. E pronto, mais nada no resto do ano, até perder o lugar no time, não sendo sequer relacionado para os jogos.

E o amigo leitor, o que achou da lista? Deixe seus comentários abaixo ou no nosso twitter!

 

Vamos às indicações da semana. Na maior parte das ligas, só falta um jogo! Não é mais hora de inventar. No entanto, se o jogador quiser arriscar um pouco e tiver uma vaga sobrando, esses são os nomes que nos parecem mostrar algum potencial. Observe que só relacionamos os que tem um confronto favorável:

 

Keelan Cole, WR, Jacksonville Jaguars

A grande atuação na semana 15 contra os Texans (7 recepções para 186 jardas e 1 TD) veio se anunciando nas rodadas anteriores (3/49/1 contra Indy e 3/99/1 contra Seattle). O próximo adversário é o San Francisco 49ers, cuja defesa contra o passe não assusta. Cole é uma ótima aposta como WR2. De fato, tenho muito mais confiança nele do que em AJ Green ou TY Hilton, por exemplo.

 

Mike Wallace, WR, Baltimore Ravens

Foi acionado 10 vezes contra Cleveland, recebendo 6 passes para 89 jardas. O ataque dos Ravens melhorou, o próximo adversário é o fraquíssimo Indianapolis Colts que deu a Brock Osweiler um dia de Tom Brady na última quinta-feira, e o outro bom WR dos Ravens, Jeremy Maclin, provavelmente não vai jogar. Tudo indica um grande dia para Wallace, cujo talento é inquestionável.

 

Nick Foles, QB, Philadelphia Eagles

No Carson Wentz, no problem! Foles foi o terceiro melhor QB da semana 15, lançando para 4 TDs, e enfrenta o Oakland Raiders que vai cruzar o país para jogar em Philly. Escale com confiança.

 

Kendall Wright, WR, Chicago Bears

Nos últimos dois jogos foi acionado 11 vezes contra Cincinnati e 13 vezes contra Detroit. Parece um grande volume, e é: equivale a 31% dos passes lançados por Chicago nesses jogos. O próximo adversário é Cleveland. Nada mal. Aliás, a defesa dos Bears também é uma ótima opção para a semana.

 

Charles Clay, TE, Buffalo Bills

Clay é o alvo preferido de Tyrod Taylor, e ambos devem jogar contra uma defesa de New England que tem dado espaço para os TEs adversários. Clay foi acionado 9 vezes no último jogo, bom volume para qualquer TE.

 

Boas compras e boa sorte na semana 16!

1 comentário Adicione o seu

  1. Yuri Mendes disse:

    Ajuda o amigo que quer ser campeão, defesa dos bears ou dos chiefs para essa semana?

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.