Estratégias E Dicas Para O Draft 2018 – Prefira Valor a Nomes

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Esta é a revisão do artigo original de 2017.

Durante o draft, tente não priorizar uma determinada posição em relação ao nível de talento do jogador. Vamos supor que nas duas primeiras rodadas você escolheu dois Running Backs e, na sua próxima escolha há a possibilidade de você escolher um WR mediano ou um RB acima da média. Muitos irão escolher o WR, afinal, você ainda não selecionou algum e precisa compor o seu plantel na posição.

Porém, há que se ter em mente que, no final das contas, vence quem marcar mais pontos, independentemente de qual posição esses pontos foram provenientes. Então, se você acha que um determinado RB irá marcar mais pontos na temporada que um determinado WR, é recomendável que você escolha o RB (mesmo já tendo selecionado dois RBs nas duas primeiras rodadas, porque no fim das contas você poderá encaixar esse terceiro RB na posição “FLEX”).

As afirmações acima levam à seguinte recomendação: tente selecionar o jogador com o melhor valor disponível no momento da escolha. É claro que você deve levar em conta as posições a preencher no seu “roster” quando for fazer isso. Naturalmente, se você já selecionou, por exemplo, um TE para seu time (e você só precisará de um), mesmo que um jogador com melhor valor geral (“overall ranking”) esteja disponível na posição de TE, é melhor selecionar a opção na qual você tem mais necessidade naquele momento (normalmente WR ou RB).

Selecione Os Jogadores Por “Nível De Talento”

(Separe Os Homens Dos Meninos)

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Os principais sites especializados em Fantasy Football nos Estados Unidos costumam publicar uma tabela de jogadores ranqueados conforme a expectativa de produtividade para a temporada que se aproxima. Essa tabela com o ranking dos jogadores é chamada de “cheat sheet”, o que poderíamos traduzir como “folha de cola”. Nesta tabela, você pode “colar” dos especialistas em Fantasy (a tabela é feita com base em um “consenso” dos especialistas que estimam em qual posição um determinado jogador deveria ser draftado) quais seriam os jogadores melhores ranqueados (por posição e também no geral) para fazer a sua escolha no draft. Veja abaixo exemplos de “folha de cola” por posição e por ranking geral (“overall”):

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Exemplo de “folha de cola” por posição extraída do site “fantasypros”. Exibimos, apenas a título ilustrativo, os 12 melhores colocados em cada posição. As listas, porém são bem mais extensas e abrangem praticamente todos os jogadores relevantes para o fantasy.

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Exemplo de “folha de cola” geral (overall), extraída do site “fantasypros”. As mesmas observações feitas na tabela por posição também se aplicam.

Além desta tabela com o ranking geral e por posições, alguns sites também costumam disponibilizar uma tabela dividida por “níveis de talento”, conhecia por “TIERS”. Pode-se dizer que nestas tabelas são divididos os homens dos meninos.

Normalmente o “TIER 1” é formado com jogadores de elite. Neste nível estão jogadores como Todd Gurley, David Johnson, Le’Veon Bell e Ezekiel Elliott (na posição e RB), bem como Antonio Brown na posição de WR.

No “TIER 2” geralmente estão jogadores que você ficaria feliz para ser o seu “WR 1” ou “RB 1” (ou outra posição), de maneira que eles possuam um bom desempenho com um risco mínimo. A título de exemplo podemos citar jogadores como Melvin Gordon e Alvin Kamara (na posição RB), além de Odell Beckham Jr. e DeAndre Hopkins (na posição de WR).

No “TIER 3” costumam estar os jogadores que você aceitaria para ser seu “RB 2” ou “WR 2”, mas que não terão uma produtividade tão garantida quanto os de nível superior. Costuma ser uma faixa de jogadores mais diversificada, podendo ser um veterano com baixo risco ou um jogador mais novo com grande potencial (mas sem produtividade comprovada).

Dividir os jogadores em “níveis de talento” (ou TIERS) não é uma tarefa muito fácil. Recomendamos que você crie as suas próprias tabelas, baseado em suas preferências pessoais e no seu conhecimento de futebol americano (para facilitar sua vida você pode pegar uma tabela já feita em algum site e adaptá-la ao seu gosto).

Apresentamos abaixo algumas tabelas, a título de exemplo, para que você visualize como funcionam os “cheat sheets” divididos em “TIERS”:

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Exemplo de “Cheat Sheet” dividido por “TIERS” para Running Backs.

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Exemplo de “Cheat Sheet” dividido por “TIERS” para Wide Receivers.

Considerando que você já está de posse de suas tabelas divididas em “níveis de talento”, agora você precisa saber qual a melhor forma de aplicá-la. E, afinal de contas, como devemos usar essas tabelas com “TIERS” ?

Vamos lá. O objetivo de se draftar por “TIERS” é incluir no seu plantel o maior número de jogadores classificados nos níveis mais altos de talento. Ou seja, quanto mais jogadores “TIER 1” você tiver, melhor. O mesmo se diga em relação aos jogadores “TIER 2” (caso você não tenha conseguido um jogador de elite, ao menos terá um representante sólido na posição). A medida que o draft evolui, é claro que seus objetivos vão mudando. Você irá preferir selecionar um jogador “TIER 4” em vez de um “TIER 3” (já que os jogadores de elite e os de segundo escalão já estarão fora do prancheta do draft).

Para fazer as melhores escolhas é preciso que você saiba muito bem em que posição irá escolher e quantas escolhas faltarão para a sua próxima escolha. Para facilitar o entendimento, vamos dar um exemplo: Em uma liga de 12 times você possui a 10ª Escolha. Vamos supor que no momento da sua escolha todos os WR “TIER 1” e todos os RB “TIER 1” já foram escolhidos. No quadro de jogadores disponíveis há dois RB “TIER 2” e cinco WR “TIER 2”. Nesta situação, é melhor que você selecione o RB em detrimento do WR, tendo em vista que caso você assim não o faça, há um seríssimo risco de não haver mais RBs “TIER 2” na sua próxima escolha (no caso haveria ainda 04 escolhas de outros times em um draft tipo “snake” antes de você selecionar novamente). Por outro lado, havendo ainda cinco WR TIER 2 no “board”, você tem a certeza que na segunda rodada você poderá selecionar pelo menos um WR “TIER 2”.

Resumindo: a cada escolha você deve “calcular” quem ainda estará disponível até a sua próxima escolha (e qual o seu “nível de talento”) para fazer um “pick” inteligente e produtivo.

É importante que você fique “ligado” nos seus oponentes para saber quem eles estão draftando. Se por exemplo você está pensando em selecionar um QB, veja se os times que irão escolher depois de você até a sua próxima escolha já possuem um QB (caso eles já possuam, a chance de eles selecionarem outro é mínima ou zero). Fazendo isso, você pode selecionar um jogador valioso de outra posição e deixar o QB para a rodada seguinte.

Tenha em mente que a estratégia de draft por TIER é MUITO IMPORTANTE. Então, se você se deu ao trabalho de ler este artigo, por favor não esqueça esta regra (pelo menos essa)!

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