Estratégias E Dicas Para O Draft 2018 – Quais Posições Eu Devo Selecionar Nas Primeiras Escolhas?

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Esta é a revisão do artigo original de 2017.

Uma das principais dúvidas que atormentam as mentes dos jogadores de fantasy football é qual posição escolher nas primeiras rodadas. Devo escolher dois Running Backs nas duas primeiras escolhas? Devo escolher dois Wide Receivers nas duas primeiras escolhas? Devo escolher um RB e um WR nas duas primeiras escolhas ?

A resposta para estas perguntas é muito simples: não existe uma resposta (não posso fazer nada se ficou decepcionado com esta informação, mas é isso mesmo)! Porém, tenhamos calma e não criemos pânico. Vamos explicar:

Conforme já salientamos, uma das principais características do fantasy football é a sua imprevisibilidade. Há anos em que os Running Backs lideram com folga os rankings de pontuação do fantasy, deixando para trás os WRs. Porém, pode haver temporadas em que a produção dos corredores não seja tão boa. Além disso, há temporadas em que os “work horses” (Backs que “carregam o piano” correndo bastante com a bola) se machucam numa frequência muito grande (Em 2015, por exemplo, a temporada foi um desastre em termos de lesões), tornando os WRs “mercadorias” mais valiosas por serem mais “confiáveis”. Sendo assim, é preciso ter em mente o seguinte:

Selecionar 02 RUNNING BACKS nas duas primeiras rodadas

Os “Backs” normalmente marcam mais pontos que os receivers. Isso ocorre porque costumam possuir mais oportunidades com a bola, seja fazendo corridas, seja recebendo passes, sem contar as oportunidades de TD na “goal line”. Diante disso, a pontuação dos RBs é menos volátil do que a dos recebedores, ou seja, é bem mais provável que um corredor tenha, de forma consistente, uma “pontuação mínima” razoável (já que pega na bola, em média, 15 a 20 vezes em um jogo) em comparação aos WRs, que normalmente são acionados em frequência bem menor.

Ocorre que se você seleciona 02 RB nas duas primeiras rodadas, está correndo o risco de colocar em seu plantel WRs medíocres, cuja produtividade muitas vezes é impossível prever semana a semana.

Além do mais, os RBs são mais suscetíveis a lesões, de maneira que se isso ocorrer (vamos bater na madeira três vezes), seu alto investimento de primeiras rodadas pode terminar indo enfermaria abaixo.

Selecionar 02 WIDE RECEIVERS nas duas primeiras rodadas

Os recebedores geralmente são mais “duráveis” do que os RBs. Todavia, a participação dos “Wideouts” é consideravelmente menor que a dos RBs (um WR normalmente vai tocar na bola menos da metade das vezes que um RB). É claro que há recebedores como Antonio Brown (PIT), Julio Jones (ATL), Mike Evans (TB), DeAndre Hopkins (HOU) e A.J. Green (CIN) que terão frequentemente muitas recepções por jogo e uma boa produtividade. Porém, esta não é a regra, sendo que haverá recebedores que ocasionalmente possuirão 03 ou 04 recepções por jogo (e olhe lá), fazendo que com sua produtividade fique bem abaixo do desejado.

Sendo assim, diante da escassez de WRs de alto nível, como os citados acima, também é uma estratégia interessante selecionar pelo menos um deles nas primeiras rodadas, evitando assim que você fique quebrando a cabeça para saber qual WR mediano você escalará em seu time a cada semana. Além disso, caso ao longo da temporada um ou dois RBs que você selecionou em rodadas medianas do draft ganhar a posição de titular no time (em razão de lesão ou outro fator), você terá como obter uma pontuação mais consistente na posição de Running Back (ou flex), mesmo não tendo selecionado os Work Horses de primeiro escalão nas primeiras rodadas.

É importante notar ainda que muitos times têm optado por utilizar um “comitê” no backfield, utilizando dois ou mais jogares para realizar as “carregadas” ou mesmo situações de TD na goal-line (como exemplo podemos citar o New England Patriots, que terão Rex Burkhead, Sony Michel, Mike Gillislee, Jeremy Hill e James White). Essas situações “retiram” pontos de um RB “titular” e valorizam a escolha por WRs consistentes.

A Estratégia “ZERO RB”

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Estratégia de draft que surgiu há muitos anos e que tem gerado bastante repercussão no mundo do Fantasy. Ao contrário do que possa parecer (e por motivos óbvios), a estratégia “Zero RB” não significa que você não irá draftar NENHUM Running Back no seu draft (até porque aí teríamos que mudar o nome da estratégia para “Zero Neurônios”). Você PRECISA de Running Backs para compor o seu time e, naturalmente, terá que selecionar RBs no seu draft. A questão é em que momento no draft você irá draftar seus corredores.

De uma forma geral, segundo o plano de draft ora abordado, você só selecionaria RBs a partir da sexta rodada (depois de já ter draftado 03 WRs, 01 QB e 01 TE). Dito isso, caberia a seguinte pergunta: “Ora, se já vimos que a posição de Running Back é a mais escassa numa liga standard de fantasy, qual a lógica de se draftar essa posição apenas a partir da sexta rodada?”. E eu tenho que confessar que essa é uma pergunta realmente intrigante.

Os que defendem essa abordagem de draft se sustentam nas seguintes premissas:

1º) Historicamente os RBs se lesionam seriamente com uma frequência consideravelmente maior que as outras posições. Sendo assim, a chance de suas altas escolhas de draft entrarem pelo ralo em razão de uma lesão serão maiores quando se seleciona Running Backs nas primeiras rodadas. Por outro lado, ao selecionar bons “reservas”, quem adota essa estratégia pode se beneficiar da lesão dos titulares da posição (utilização da “teoria do caos”, ou, como diria o grande “filósofo” Rômulo Mendonça, do CAAAAAAAOOOOOOSSSS).

2º) Embora alguns jogadores dessa posição tenham anualmente um rendimento razoavelmente previsível (normalmente os top 10), é difícil prever quais RBs realmente terão um rendimento de destaque. Muitos jogadores draftados do meio para o fim do draft despontam e apresentam rendimento de “RB1”. No ano passado tivemos alguns exemplos em que essa situação ocorreu, a julgar pelos desempenhos de Jordan Howard, Jay Ajayi, LeGarrette Blount e Melvin Gordon, jogadores que tiveram ótimo desempenho no fantasy mas que não foram draftados nas primeiras rodadas.

3º) Wide Receivers costumam ser jogadores com grau de risco menor (normalmente não se lesionam tanto quanto os RBs) e possuir boa produtividade se selecionados nas primeiras rodadas. Ao não escolher RBs nas primeiras rodadas o gerente do time de fantasy pretende se beneficiar formando um plantel com WRs de elite (ou de alto nível) no início de seu draft.

Dito isto, agora vem a pergunta que não quer calar: A estratégia “Zero RB” realmente funciona? Mais uma vez teremos que lhe dar uma resposta evasiva. A verdade é que não existe uma estratégia indiscutivelmente melhor, baseado na imprevisibilidade dos acontecimentos de uma determinada temporada. Não há uma estratégia que vá sempre funcionar nem uma estratégia que não vá funcionar nunca, considerando o grande número de variáveis em jogo.

Com o bom desempenho dos principais Running Backs no ano de 2016, muitos têm sustentado que a estratégia estaria ultrapassada e teria eficácia bastante discutível. Realmente, no ano passado se você não tinha no seu plantel RBs de peso (e neste caso aqui não estou me referindo ao peso de Eddie Lacy) foi muito difícil competir pelo título da liga. Porém, a verdade é que, com uma razoável dose de sorte (e é preciso entender que a sorte é uma variável que conta bastante no fantasy, seja qual for a estratégia de draft adotada), a utilização da “Zero RB Strategy” pode ter levado alguns à vitória.

O fato é que, mesmo que você não pretenda utilizar esta estratégia, é importante conhecê-la e eventualmente até empregá-la, caso a dinâmica do seu draft assim indique. Lembre-se: não é bom partir para o seu draft com uma estratégia fixa e rígida. Muitas coisas podem acontecer durante as escolhas, fazendo com que o seu plano inicial se torne inviável, forçando uma necessária ADAPTAÇÃO (isso é muito importante!) em relação ao que foi inicialmente pensado.

3 comentários Adicione o seu

  1. Diogo disse:

    Num Draft de Half PPR é 0.5 pontos por recepção vale priorizar os WR ou mantém a listagem de uma standart?

    Curtir

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