Sintonia Fina – Edição nº 1

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Sejam bem-vindos à primeira edição de 2018 do Sintonia Fina!

Aqui também falaremos sobre volume de jogo: Carregadas, Snap Share, Targets e dados de Red Zone pra ninguém colocar defeito.

Porém, há uma uma pequena diferença em relação ao “Aumente o Volume”: enquanto que no “AoV” os textos são semanais, o “Sintonia Fina” será editado a cada quatro semanas.

Desta forma, vamos conseguir ter uma visão mais estendida sobre o volume de jogo individual dos Skill Players (aqui, especificamente, Running Backs, Wide Receivers e Tight Ends). Assim, fica bem mais fácil saber quem foi consistente, quem foi volátil e o que se pode tirar de conclusões sobre isso.

O nosso fundamento aqui é sempre o mesmo: provar aos jogadores de Fantasy Football que volume é e sempre será fundamental!

Mais uma vez (e sob pena de me tornar repetitivo) vou citar o sábio Matthew Berry: “Em um nível fundamental, Fantasy Football é inteiramente sobre minimizar risco e dar a você mesmo as melhores chances de vencer em uma base semanal.” 

Trabalharemos especialmente com gráficos de dispersão (inspirados nas pesquisas eleitorais tão famigeradas atualmente), para que você tenha uma visualização mais intuitiva e facilitada.

Também vamos trabalhar com Corredores e Recebedores, até porque alguns elementos são mais relevantes para uns e outros.

Dispensadas as honras de estilo, vamos às categorias!

DISCLAIMER: só iremos trabalhar com jogadores que atuaram nos quatro primeiros jogos – ou seja, atletas que não participaram em alguns jogos (como Joe Mixon e Dalvin Cook) ou estiveram em Bye (como Christian McCaffrey, Adrian Peterson) não foram contemplados na Edição nº 1.

Corredores

Snaps

Pra quem não sabe, o Snap Share nada mais é do que a porcentagem de Snaps ofensivos nos quais um jogador atuou em um determinado jogo.

Basicamente – e indo ao encontro da nossa tese – quanto mais um jogador estiver no campo participando das jogadas ofensivas, mais chances ele tem de produzir jardas e Touchdowns.

Embora vários fatores possam contribuir com o aumento ou redução da quantidade de Snaps em que um jogador esteve – vantagem no placar, lesões, gamescript, estratégia, etc. – normalmente esse é um indicador bastante fidedigno sobre a possibilidade ou não de um atleta pontuar no Fantasy Football.

Separamos esta categoria em dois gráficos – Top 15 e 16 a 30 – para facilitar um pouco a visualização:

Snap% x Week - Top 15 RBs

Você irá perceber a grande oscilação entre os pontos nos gráficos. Normalmente, é quase que impossível manter uma estrutura linear na produção, seja em qual categoria de volume for.

Para se ter uma breve ideia da dificuldade de se manter uma consistência no Snap Share, NENHUM Running Back teve todas as semanas com mais de 85% dos Snaps de seu ataque. O mais próximo disso foi Ezekiel Elliott, que superou os 90% nas primeiras três semanas mas na semana 4 ultrapassou levemente a marca de 75%.

Observando as linhas mais acima no gráfico, se percebe a prevalência dos chamados Workhorses (Running Backs que participam em quase todas as fases de ataque de um time): Ezekiel Elliott, James Conner, Todd Gurley, Saquon Barkley e Alvin Kamara, atualmente.

Alguns outros também podem ser considerados Workhorses, embora tenham a companhia de outros Running Backs também produtivos: David Johnson, Melvin Gordon, Lamar Miller, Jordan Howard e Kareem Hunt.

Finalizando o Top 15, alguns RBs que, ou são reservas assumindo posições provisórias de titular, ou são titulares que estão balançando na posição de titular: Lamar Miller, T.J. Yeldon, Tevin Coleman, Kenyan Drake, Dion Lewis e Peyton Barber.

Snap% x Week - 16-30 RBs

Neste gráfico, muita oscilação entre os Running Backs. Aqui, todos ou dividem o volume de jogo com seus pares ou ainda não estão completamente consolidados no seu ataque – as única exceções aqui podem ser Carlos Hyde e Marshawn Lynch, que mantiveram uma certa consistência nos seus Snap Share.

De restante, uma série de RBs que recebem passes do Backfield: Kyle Jusczczyk, Nyheim Hines, Bilal Powell, James White, Theo Riddick e Tarik Cohen.

Outro ponto interessante: algumas duplas de RB aparecem neste gráfico, como Bilal Powell e Isaiah Crowell e Javorius Allen e Tarik Cohen, demonstrando a clara divisão de volume que se apresentou em seus ataques neste primeiro mês.

Touches

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com o vernáculo do Fantasy Football, Touches basicamente significam a soma de Carregadas e Recepções que um Running Back teve em uma determinada partida.

Logicamente, quanto mais Touches um RB teve na partida, maior a participação deste no planejamento ofensivo de um time. Como sempre, vários fatores afetam este resultado – um Gamescript pode tanto elevar a quantidade de carregadas quanto a de recepções de um Running Back, dependendo de cada situação.

TouchesxWk - Top 15 RBs

Aqui se observa uma “regularidade” um pouco maior nos números, já que a diferença não é tão larga quanto as porcentagens do Snap Share.

Uma nota interessante: de todos os RBs, apenas Todd Gurley teve mais de 20 Touches em todos os quatro primeiros jogos da temporada. Desta forma, se nota que é extremamente complicado manter um volume de jogo muito elevado em todos os jogos.

Os Workhorses estão bem desenhados no gráfico, como se vê pela aparente regularidade nas linhas de participação. Muitos deles se mantém dentro da faixa de 15 a 25 Touches, o que demonstra, novamente, a sua participação efetiva no ataque.

Alguns outliers (36 Touches para James Conner na Semana 1 e 13 na Semana 2, Jordan Howard 26 Touches na Semana 3 e 11 na Semana 4) surgem, mas, normalmente, são justificados tanto pelo fluir do jogo quanto por estratégias ofensivas.

TouchesxWk - 16-32

Aqui incluímos os RBs de 16 a 32 no total de Touches até a Semana 4. Note-se que aqui praticamente não existe nenhuma linearidade, até porque a frequência na atuação destes atletas de semana à semana é altamente variável.

O desenho deste gráfico lembra um pouco o saudoso jogo de tabuleiro, Pega Vareta, tamanha a variação de produção de jogador para jogador!

Algumas ascensões são bastante notáveis – Giovani Bernard a partir da Semana 2 e James White a partir da Semana 3  (muito por conta de lesões nos times onde jogam – mas, na grande maioria das vezes, a oscilação de Touches permeia o ambiente.

Vamos aos Recebedores!

Recebedores

Wide Receivers

TargetsxWk - Top 15 WRs

Assim como nos RBs, separamos os Wide Receivers entre Top 15 e de 16 a 30 no que diz respeito aos Targets semanais.

Observe as linhas e me diga se alguém é realmente consistente.

Apenas DOIS Wide Receivers tiveram mais de 10 Targets em todas as semanas até a Semana 4 – Adam Thielen (12, 13, 19, 12) e DeAndre Hopkins (11, 11, 10, 12). O primeiro tendo uma temporada maravilhosa, quebrando recordes a rodo e se tornando um dos melhores recebedores da NFL, e o segundo apenas confirmando seu nível altíssimo de jogo.

Alguns outros tiveram produção ótima, com mais de 10 Targets/Jogo: Antonio Brown, JuJu Smith-Schuster, Jarvis Landry, Julio Jones, Odell Beckham e outros, embora não tão consistentemente como os dois acima referidos.

Alguns líderes oscilaram demais: Corey Davis é o caso mais claro, tendo 13 e 15 Targets nas Semanas 1 e 4, respectivamente, mas chegou a míseros 4 na Semana 3.

TargetsxWk - 16to30

Aqui se situam alguns Wide Receivers bastante badalados – Keenan Allen, A.J. Green, Allen Robinson, Tyreek Hill, Brandin Cooks e outros – mas que não estão sendo (por enquanto, ao menos) tão acionados quanto os recebedores do topo da linha.

A oscilação aqui é um pouco mais elevada (note, por exemplo, as linhas de Allen Robinson, Amari Cooper, Kenny Golladay e Tyreek Hill), muito por conta de outras opções em seus ataques, estratégias de jogo ou o tão famoso Gamescript novamente.

Alguns se destacam pela baixa oscilação, como Cooks, Cooper Kupp e Emmanuel Sanders, embora esse volume não caracterize uma grande valia! Agora, vamos aos Tight Ends.

Tight Ends

TargetsxWk - Top 15 TEs.png

Já que os Tight Ends são bem mais escassos (em especial no Fantasy Football) vamos analisar apenas os 15 principais.

Aqui, algumas linhas já são bem mais “retas” do que das demais posições. Note a linha de Zach Ertz: 10, 13, 10 e 14 Targets para as primeiras semanas. Travis Kelce apenas esteve um pouco abaixo de seu normal na Semana 1, atingindo 10, 10 e 12 nas semanas seguintes.

Uma surpresa absurdamente negativa é o grande Rob Gronkowski, não superando 8 Targets em nenhuma das semanas, o que demonstra a clara e manifesta estratégia de defesas adversárias para o anular, ao menos no início da Temporada 2018.

Alguns outros também chamam à atenção por uma maior regularidade, como George Kittle (9, 4, 7, 8), Jimmy Graham (4, 8, 7, 6), Kyle Rudolph (2, 8, 6, 6) e David Njoku (7, 7, 2, 7), embora todos tiveram uma semana mais fraca em relação às demais.

Red Zone

Esta será a única categoria onde uniremos todos os Skill Players em dois gráficos: tanto para mostrar quem foram os atletas mais acionados na Red Zone no jogo corrido quanto no jogo de passe. Desta forma, tentaremos demonstrar quem é (ou está sendo) acionado mais perto da Goal Line, e, por consequência, está mais próximo do querido Touchdown!

Corridas na Red Zone

Red Zone Rushes.png

Como esperado, os grandes pontuadores (Todd Gurley e Alvin Kamara, respectivamente) lideraram com folga esta categoria, ambos com 20 Corridas dentro da Red Zone até o fim da Semana 4.

Destaca-se também a oscilação, já que nem sempre estes tiveram oportunidade de correr com a mesma frequência em cada jogo.

De outra parte, poucos RBs foi extremamente consistente a ponto de chamar a atenção, a não ser Marshawn Lynch (3, 2, 5, 3), Lamar Miller (4, 2, 2, 4) e Derrick Henry (2, 1, 3, 3).

Targets na Red Zone

Red Zone Targets.png

Pra encerrar com estilo, chegamos aos líderes em Targets na Red Zone. Aqui há bastante regularidade: George Kittle, por exemplo, teve pelo menos um Target em todos os jogos (2, 2, 1, 2), A.J. Green cresceu em cada partida (1, 2, 3, 4), Michael Thomas foi bastante regular (3, 4, 2, 2) e outros também.

Quem chama e muito a atenção são dois jovens, Alvin Kamara, o recordista até o final da Semana 4 com 17 Targets na Red Zone, e JuJu Smith-Schuster, o segundo colocado, com 13 Targets na Red Zone. Ambos tiveram picos absurdos: JuJu teve oito Targets na Semana 2, enquanto que Kamara teve sete na Semana 3.

Senhores, ficamos por aqui para a primeira edição do Sintonia Fina. Agradeço a todos vocês pela atenção e parceria, e vejo-os no próximo Aumente o Volume! Valeu!

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