Fora do Pocket – Semana 10

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Introdução de Caio Ribeiro.

E estamos começando mais uma semana da NFL com grandes mudanças de perspectivas em várias frentes ofensivas de diversos times. O nosso “Fora do Pocket” (FdP), objetiva lançar questões e discutir os dilemas mais relevantes, referentes ao andamento da temporada relacionando situações, jogadores e melhores escolhas em determinados contexto, que possam ter impacto na sua semana de fantasy.

Até então vínhamos discutindo e apontando eventos mais específicos a cada jogadores e tentando diminuir a sua dúvida de escalação para cada confronto. Com o grato crescimento do nosso trabalho, percebemos que o FdP necessitava se reformular para abordarmos dúvidas de escalações em esquemas mal definidos, como os atuais, referentes à equipe de recebedores dos Lions (com a saída de Golden Tate), e dos Bengals (com a lesão de A.J. Green), para citarmos alguns exemplos.

Buscaremos uma linguagem mais leve que te dê uma leitura que faça pensar no Fantasy muito mais além e acima do seu viés estatístico.

Não se engane, os dados estarão aí, afinal eles são extremamente necessários para embasar nossos argumentos, mas queremos que você alcance uma visão ampla do jogo, menos presa a dados apenas numéricos, e que te faça pensar cada vez mais “fora da caixa” no que se refere ao Fantasy Football. É aí que está a verdadeira essência deste jogo maravilhoso: o momento em que os dados estarão aí apenas para reforçar o que você concluiu, analisando toda a movimentação da Liga. É aí que você consegue alcançar toda a “Poesia” do Fantasy.

Vem com a gente, temos muita coisa boa para discutir nesta semana (outras bem ruins, afinal falar algo que preste destes passadores do time dos Bills é “tirar leite de pedra”). Vamos para mais um FdP com muita vontade.

E como primeira coisa a analisar: Percebam que a partir da semana 10 os playoffs da liga começam a tomar forma. Geralmente,  quem está na frente, está estabelecido na próxima etapa. Em ligas de 12 jogadores quem está 3 – 6 já deu adeus às suas chances de classificação e a briga está ferrenha do 5º ao 8º lugar para ver quem tira aquela vaguinha e continua sonhando com o título do campeonato.

Vamos lá para mais uma semana de Fora do Pocket!

Sam Darnold “on the field”. Dá para confiar em Josh McCown?

Por Caio Ribeiro e Rui Santos.

Um grande nome do draft deste ano, Sam Darnold mostrou seu talento na pré-temporada, porém a NFL lhe mostrou que ele precisa elevar seu nível de jogo, tanto que ele só teve um jogo digno de QB1 (contra os Broncos). Agora o calouro, lesionado, dará a vez a Josh McCown, veterano que fez alguns bons jogos em 2017, quando era titular.

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McCown conhece o sistema de jogo e deu médias de 12 pontos PPR a Jermaine Kearse e Robby Anderson (combinados) na última temporada nos jogos em que passou a bola pra eles. Entrosamento tem, e o jogo contra os tropeçantes Buffalo Bills é uma oportunidade para fazer boa partida, apesar de a Força da Tabela dizer o contrário.

Para quem precisa de um QB na bye de seu titular, McCown sabe cuidar da bola e fará o melhor para a bola chegar a seus recebedores.

Eric Ebron, um dos melhores TE da Temporada. Até a volta de Jack Doyle.

Por Rui Santos.

OK, Ebron marcou 12.7 pontos PPR na semana 8, mas Doyle marcou 19.

Dito isto, é bom frisar que não é comum ver TEs de um mesmo time brilhando no fantasy num único jogo (apesar de termos visto isso na última quinta-feira, em que Vance McDonald e Jesse James o fizeram pelos Steelers).

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Antiguidade é posto, como diz o ditado, e Jack Doyle é uma das peças de confiança de Andrew em (mais) um ano inconsistente de T.Y. Hilton. A amostra de 2018 é pequena para Doyle, mas ele ganha de Ebron em alvos em todos os jogos que disputou na temporada. Ou seja: Ebron não é mais aquele TE1 que valia muito em setembro/outubro. E vá de Doyle sim.

Detroit Lions: Tate fora – Quem será o melhor recebedor?

Por Caio Ribeiro.

Um dos melhores slot WR da liga, Golden Tate foi trocado nesta semana para o Philadelphia Eagles que necessitava de um recebedor na posição. Nelson Agholor não vem compensando sua escalação e tudo indica que a aquisição será bem importante para a campanha do último vencedor do Super Bowl.

Enquanto isso em Detroit, a saída do recebedor mais acionado do time permite investir em jogadores que até então não vinham sendo acionados regularmente. Ainda tivemos a perda de Theo Riddick, que ainda figurava como o terceiro recebedor do time e RB mais acionado nas recepções.

Neste cenário, os alvos, distribuídos entre Marvin Jones, Kenny Golladay, Golden Tate e Riddick como o representante do jogo corrido, serão mais frequentes para Marvin Jones e Golladay principalmente. O ganho maior neste caso, seria de Golladay que vinha sendo mais produtivo que Jones, mesmo sendo um pouco menos acionado e deve ser marcado por defensive backs secundários dos times. Há quem já chame o Golladay de “Babytron”. Vamos ver se ele fará juz ao nome.

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No depth chart, um jogador que aparece em alguns momentos é o T.J. Jones. Apesar de pouco volume de jogo, ele tem sido o jogador com mais chance de assumir a vaga de WR3. Porém, recentemente o time agregou Bruce Ellington para assumir a vaga do slot. Nunca tão bem acionado nos 49ers e em Houston nos seus 4 anos de NFL, Ellington teve sua melhor temporada em 2017 com 330 jardas e 2 TD.

Finalmente, um nome que liderou Detroit em targets na preseason foi o de Brandon Powell. Calouro não draftado, assinou em 2018, pode assumir algum aspecto do jogo.

Por enquanto, em termos de fantasy, só vale confiar nos dois principais recebedores, ainda assim, rezando para Stafford dar uma guinada na qualidade deste que tem sido um dos seus anos com menor impacto no Fantasy.

chart

Boyd assume a frente, após lesão de Green. Mas quem irá assumir o trabalho de Boyd?

Por Rui Santos.

Muitos owners sofreram um baque nesta temporada com a lesão no pé que A.J. Green sofreu. Um dos melhores WRs para o fantasy, ele foi primeira ou segunda escolha de algum time (talvez o seu) na sua liga. Green tinha médias de 5 recepções, 85 jardas aéreas e 18 pontos PPR por partida. Por fim, não há um tempo estabelecido para o retorno dele.

Agora Tyler Boyd assume seu posto (ou tentará, já que não tem o mesmo nível do nosso malabarista), o que implica aproveitar uma média de 28% de alvos por partida. E quanto à pergunta desta seção? A resposta mais óbvia é John Ross.

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O segundanista, 9ª escolha-geral de 2017, mais rápido da história dos Combines, vinha lidando com uma lesão na virilha porém treinou a semana inteira e parece pronto para ser o WR2 do time neste momento (e quem sabe tomar esse posto de Boyd quando Green retornar).

Correm por fora o também WR Alex Erickson e os tight ends C.J. Uzomah, Jordan Franks e Matt Lengel (sem Tyler Eifert, a posição de TE não tem um nome confiável).


É isso meu povo! Se você tem outras perguntas além dos assuntos que discutimos aqui, nós te esperamos no @BrFFootball! Boa sorte nas suas partidas!

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