Rookies 2020 – RBs

Chegamos em abril e com ele vem o Draft da NFL. Pensando nisso, começaremos uma série analisando alguns dos calouros que estarão presentes e que serão nomes importantes para o Fantasy, em especial as DYNASTY. A série será dividida em 4 partes, cada uma contendo uma posição importante pro Fantasy (QB/RB/WR/TE). Para ajudar na avaliação dos prospectos, estes serão avaliados em atributos específicos para cada posição, recebendo notas de 0 a 5.

A primeira parte da série será com os RBs. A classe de 2020 traz jogadores muito talentosos e promissores para a posição, alguns que já contribuirão de imediato para as ligas de fantasy, até mesmo REDRAFT. Para a posição serão avaliados os seguintes atributos:

  • Velocidade: qual a velocidade máxima que o jogador alcança;
  • Aceleração: o quão rápido o jogador alcança sua velocidade máxima;
  • Agilidade: como o RB se move lateralmente;
  • Visão: a capacidade do jogador de ver os buracos, ou a falta desses, que a OL propicia;
  • Recepção: como o jogador se sai no jogo aéreo, fator muito importante para ligas PPR;
  • Jardas após contato: se o jogador consegue quebrar tackles e estender as jogadas;
  • Bloqueio: a capacidade do RB de bloquear o pass-rush da defesa, apesar de não gerar pontos, um jogador deficitário nesse aspecto perde snaps no ataque, já que proteger o QB é uma função importante;
  • College: a produção do prospecto nos anos da faculdade.

Tier 1

No primeiro tier, 3 RBs que tiveram carreiras de destaque no college e mostram muito talento com ferramentas para serem bell-cows. Se draftados por times que os usem podem se tornar RB1 num futuro próximo.

Jonathan Taylor – Wisconsin (5’10”/226 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
554534354.3

Prós

Jonathan Taylor vem para o Draft depois de 3 anos como RB titular em Wisconsin, em que ele somou 6174 jardas, a sexta maior marca do College (as 5 maiores foram de RBs que ficaram 4 anos na faculdade).

Além do futebol americano, Taylor participou de competições dos 100 metros rasos, o que mostra sua velocidade (foi o RB mais rápido no combine).

Mais que veloz, Jonathan Taylor tem ótimo peso e tamanho para a posição, o que o ajuda quebrando tackles e se mostra muito paciente atrás da OL, esperando pela criação dos buracos, além de uma ótima visão pra explorá-los logo que são criados.

Contras

Um efeito negativo da produção no jogo corrido, é que alguns times podem ter receio de draftá-lo devido ao seu alto número de corridas (926). Ao contrário do imenso volume no jogo corrido, não foi muito utilizado no jogo aéreo, somando apenas 42 recepções nos 3 anos, o que se deve muito ao estilo de jogo de Wisconsin, que não usa muito o RB recebendo passes.

Para efeitos de comparação, Melvin Gordon, o último grande RB da faculdade, somou 22 recepções no mesmo período, porém ao chegar na NFL e ser mais utilizado, em seus 5 anos com os Chargers, teve 224 recepções.

Um aspecto que JT deixa um pouco a desejar é na proteção, em que ele ainda comete muitas falhas, mas é algo que pode ser aprimorado com o treinamento na NFL.

D’Andre Swift – Georgia (5’8”/212 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
455544344.3

Prós

D’Andre Swift passou 3 anos na universidade da Georgia. Em 2017, seu primeiro ano, estava enterrado no Depth Chart atrás de Sony Michel, Nick Chubb e Elijah Holyfield, o que limitou sua participação no ataque, mas com a saída dos dois primeiros para o Draft de 2018, Swift aproveitou o espaço e teve ótima produção com mais de 1000 jardas em 2018 e 2019, terminando sua carreira com 2885 jardas em 440 carregadas, além de 20 TDs.

Muito bom correndo, ótimo recebendo passes (73 passes para 666 jardas e 5TDs), o RB dos Bulldogs é um 3-down-back extremamente ágil com ótima aceleração, o que permite muitas vezes driblar os defensores antes de ser tocado, e apesar de ser mais leve consegue força suficiente para quebrar alguns tackles.

Contras

O seu peso o atrapalha na hora de fazer o bloqueio, que aliado a falta de técnica resultam em muitos erros que permitiram seu QB sofrer Hits ou ter que apressar o passe. Esse aspecto com certeza será aprimorado na NFL, mas deve lhe custar alguns snaps principalmente no começo da carreira.

Outro ponto em que ele tem problemas é em sua velocidade, que não é muito grande, o que permitia que defensores mais rápidos, especialmente CBs o alcançassem em corridas mais longas, muitas vezes ao custo de um TD.

J. K. Dobbins – Ohio State (5’9”/226 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
435534454.1

Prós

J.K. Dobbins teve 3 boas temporadas na universidade de Ohio State, que foram muito influenciadas por lesões. Em seu primeiro ano, Mark Weber era o titular da posição e se machucou logo no começo, dando assim a oportunidade de dominar o backfield a Dobbins que se aproveitou e teve um ótimo desempenho; já no ano seguinte, Dobbins se machucou e jogou baleado, limitando sua produção.

Em 2019, com várias questões no ar de qual versão iria se apresentar, Dobbins teve sua melhor temporada com mais de 2000 jardas em 300 carregadas e fechou sua carreira com ótimos números, 4459 jardas em 725 carregadas, somando 38 TDS. Além do trabalho terrestre, J.K teve 71 recepções para 645 jardas e 5 TDS. O RB dos Buckeyes tem boa velocidade e impressiona com sua agilidade e excelente visão, tem força suficiente pra quebrar alguns tackles, além de ser extremamente esforçado no bloqueio.

Contras

Fisicamente seu grande defeito é sua baixa aceleração, ele demora um pouco pra chegar em sua velocidade máxima, o que acaba lhe custando algumas jardas em algumas corridas.

Apesar de uma boa produção aérea, Dobbins teve alguns problemas com alguns drops por falta de atenção, algumas vezes começou a pensar na corrida antes de fazer a recepção, além de não executar muitas rotas diferentes, grande parte de suas recepções foram em jogadas em que os WRs foram em rotas mais profundas o que liberava o meio do campo para o RB.

Tier 2

No segundo tier, alguns RBs que têm mostrado talento, mas não conseguiram produzir muito bem, ou que produziram bem, mas mostram algumas falhas no seu jogo que podem atrapalhá-los na NFL. Dependendo do time que os escolha, eles podem tanto subir para o tier 1, como podem descer para o próximo tier.

Cam Akers – Florida ST. (5’10”/217 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
454535434.1

Prós

Cam Akers jogou 3 anos em Florida State; podemos dizer que ele sofreu por 3 anos. Em 2019 a OL de Florida State foi a 129ª de 130 no ranking do PFF, isso porque ela melhorou do ano de 2018. Isso atrapalhou muito Akers, principalmente falando em estatísticas. Ele sai da faculdade com 586 carregadas que produziram 2875 jardas e 27 TDs. No seu último ano na faculdade o RB ficou em 62º em jardas/corrida 32º em jardas e 16º em TDs.

Analisando os vídeos de seus jogos, podemos ver que Akers tem ótima visão e paciência, mesmo com os defensores penetrando a OL em grande parte de suas corridas, ótima aceleração e tem muita força pra resistir ao primeiro contato. Quando usado contra o pass-rush se saiu bem e é bem atlético com boas velocidade e agilidade pra fintar defensores.

Contras

Além de sua baixa produção no College, Akers deixa um pouco a desejar no jogo aéreo com muitos drops bobos (5 em 35 catchable passes). Em algumas corridas ele tenta inventar demais mudando de direção e voltando no campo, o que resulta em algumas corridas negativas e perdas de jardas, além de ter um problema com fumbles que muitos HCs na NFL podem não perdoar e acabar o tirando de campo.

Zach Moss – Utah (5’9”/223 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
344525443.9

Prós

Ao contrário de todos os RBs que vimos e quase todos os que ainda virão, Zach Moss teve uma carreira de 4 anos na universidade de Utah, porque em seu terceiro ano, em que muitos vão pra NFL, ele teve uma lesão séria que o afastou dos gramados e ele decidiu retornar para o quarto ano e mostrar que estava saudável. Em sua carreira Moss totalizou 712 carregadas para 4067 jardas e 38 TDs, além de 66 recepções, 685 jardas e 3 TDs.

Moss é o protótipo quebrador de tackle, forte e pesado, que é muito difícil de ser derrubado. Mesmo sendo mais pesado, ele tem boa agilidade e aceleração pra fugir dos defensores e sua paciência atrás da OL chama muito a atenção. Usando sua força e peso, ele se sai bem no bloqueio e não tem medo do contato o que pesa a favor.

Contras

Assim como no caso de Jonathan Taylor, seu número de carregadas é algo que pode pesar contra o prospecto dos Utes no draft, assim como seu histórico de lesão. Outro fator negativo é sua velocidade que deixa um pouco a desejar no campo aberto, mas seu principal ponto negativo é sua atuação no jogo aéreo, pois ele não corre muitas rotas, quase todas suas recepções são em passes curtos.

Clyde Edwards-Hilaire – LSU (5’7”/207 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
344454343.9

Prós

Clyde Edwards-Hilaire teve duas eras distintas em sua carreira em LSU. Nos primeiros dois anos ele somou 155 corridas para 689 jardas e 7 TDs, além de 14 recepções para 142 jardas, enquanto que em em seu último ano sozinho ele teve um salto de produção com 215 corridas, 1414 jardas/16 TDs e 55 recepções, 453 jardas/1TD.

O que mudou? O amadurecimento da primeira escolha geral desse draft, além da chegada do novo coordenador ofensivo Joe Brady (atual HC dos Panthers). Com a mudança de esquema ofensivo CEH passou a ser muito usado no jogo aéreo, onde ele mostrou muito talento, se alinhando várias vezes no slot, nas formações empty. Ele também se aproveitou do espaçamento gerado pelo ataque pra correr livre muitas vezes. O RB dos Tigers mostra muita paciência atrás da OL e boa agilidade.

Contras

Seu tamanho o atrapalha no momento de proteger o QB e sua velocidade não é muita alta, mas nada que peso muito. Ter produzido em só uma temporada pode pesar um pouco contra ele no draft.

Tier 3

No terceiro tier, RBs com carreiras muito atrapalhadas por lesões, pouca produção no College ou com lacunas muito grandes em seus jogos. Esses jogadores são muito dependentes de onde eles irão jogar pra conseguirem produzir.

Ke’Shaun Vaughn – Vanderbilt (5’10”/214 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
443434333.5

Prós

Ke’Shaun Vaughn jogou duas temporadas na Universidade de Illinois, onde somou números ruins (1024 jardas e 9 TDs em 217 corridas, além de 25 recepções para 208 jardas), acabou sendo relegado à 3ª opção no backfield e decidiu se transferir para Vanderbilt. Pelas regras, ele teve que ficar o ano de 2017 inteiro sem jogar e só pode jogar em 2018 e 2019, somando 2272 jardas e 21 TDs em 355 carregadas e 41 recepções pra 440 jardas e 3 TDs.

Essa transferência acabou sendo muito cara para Vaughn, por forçá-lo a ficar desde 2015 no college e ainda assim ele só pode mostrar potencial nas últimas duas. Mesmo com o pouco tempo, o prospecto de Vanderbilt conseguiu mostrar boa velocidade e aceleração, além de força para lutar por jardas extras, com destaque para seu stiff arm.

Contras

Além do seu histórico no college, alguns pontos que pesam contra ele são sua falta de agilidade o que o força a quase sempre ganhar as jardas na força ao invés de tentar fintar um defensor. Mas seu principal problema para a NFL será o jogo aéreo, onde ele mostra muitas dificuldades na proteção, com pouca técnica e às vezes até uma falta de vontade e ainda tem muito que melhorar na recepção, o que resultava muitas vezes na sua baixa utilização em jogadas óbvias de passe, em especial quando o time estava atrás do placar.

A. J. Dillon – Boston College (6’0”/247 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
443514443.6

Prós

A. J. Dillon jogou por 3 anos em Boston College onde foi muito utilizado em todo o período, o que resultou em ótimos números no período: 4382 jardas e 38 TDs em 845, corridas, além de 21 recepções pra 236 jardas e 2 TDs. Ele teve uma média de 30 carregadas por jogo na carreira, mais que até Jonathan Taylor.

Ele mostrou ótima visão aliada a muita força, o que o tornava difícil de ser derrubado e ótimo para conseguir as jardas necessárias para a conversão em corridas curtas. Dillon usava sua força e seu peso ao seu favor em jogadas de bloqueio para ajudar em jogadas de passe. Apesar da aparência, ele tem boas velocidade e aceleração.

Contras

Assim como para Jonathan Taylor, a altíssima utilização de Dillon pode pesar na hora do draft. Fisicamente ele também é fraco em termos de agilidade, tem muitas dificuldades quando são necessárias mudanças de direção brusca e sempre precisa de um passo a mais, o que custam algumas jardas. Seu principal defeito é sua aversão ao passe: apesar de ser bom bloqueando, ele simplesmente não consegue agarrar a bola, o que o limitaria a um papel de 2-down back, o que em ligas PPR derruba a produção de RBs.

Darrynton Evans – Appalachian ST (5’10”/203 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
544333333.5

Prós

Darrynton Evans foi pra Appalachian St, uma universidade de uma conferência menos relevante com oponentes mais fracos que a maioria dos jogadores da lista, por isso quando se olha seus números temos que tirar um pouco dos mesmos. Em 3 anos ele somou 2884 jardas e 25 TDs em 482 carregadas e 39 recepções para 319 jardas e 6 TDs.

Mas quando se olha pra seus filmes, algumas coisas saltam aos olhos, como a velocidade: depois que ele passa dos defensores dificilmente é alcançado mesmo por CBs e Safeties. Ele é muito bom na mudança de direção e acelerando, o que ajuda muito fintando os adversários. Apesar de seus números mais modestos no jogo aéreo, ele é confiável, principalmente em screens.

Contras

Ao chegar na NFL, ele terá que melhorar correndo rotas se quiser ser mais usado no jogo aéreo. Também terá que ganhar um pouco de massa, já que é muito leve, o que muitas vezes o atrapalha bloqueando um blitzer. Sua principal dificuldade são as corridas curtas: ele não consegue quebrar muitos tackles e tem muita dificuldade conseguir jardas na força, o que implicaria em pouca utilização em 3rd curtas e goal lines (aqueles 6 pts em TDs de 1 jarda fariam falta).

Eno Benjamin – Arizona State (5’9”/207 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
445233343.5

Prós

Eno Benjamin teve 3 anos distintos no college, o primeiro muito discreto em que era pouco usado, um segundo ano ótimo e um terceiro bom, o que acabou decepcionando e fez seu valor cair um pouco para o draft. Ao fim dos 3 anos, Benjamin totalizou 576 carregadas pra 2867 jardas e 27 TDs, além de 82 recepções, 625 jardas e 4 TDs.

O corredor dos Sun Devils mostrou boa velocidade e aceleração associada com uma agilidade incrível para ir recortando as defesas e produzir corridas bem legais de ver, com muito improviso e muita finta; foi bastante usado no jogo aéreo e conseguiu produzir, o que o torna um potencial 3-down back, o que pro fantasy, especialmente PPR, tem muito valor.

Contras

Apesar de suas utilização e produção no jogo aéreo, ele ainda tem muito o que aprimorar, pois muitas vezes sofria drops em passes muito fáceis porque queria correr antes de receber. Essa impaciência no jogo aéreo também aparece no jogo corrido e talvez seja seu maior pecado; ele não espera a OL evoluir e criar os buracos, o que lhe custa muita produção.

Por ser muito leve, ele é mais fraco, o que o tornava presa fácil para defensores mais fortes e que conseguiam alcançá-lo, raras vezes quebrava tackles, e quando era posto pra bloquear, mal conseguia ajudar. Coisas que podem ser trabalhadas na NFL, mas que possivelmente vão impedí-lo de causar algum impacto de imediato.

Anthony McFarland – Maryland (5’8”/208 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
554433323.6

Prós

Anthony McFarland passou 3 anos em Maryland, mas em 2017 não entrou em campo, graças a uma séria lesão no seu último ano escolar. Já no seu segundo ano, produziu bem o que criou uma expectativa alta para o ano seguinte, mas mais uma lesão o atrapalhou e ele não sai da faculdade com bons números. Num total de 245 carregadas ele produziu 1648 jardas e 12 TDs e no jogo aéreo foram 24 recepções, 199 jardas e 1 TD.

McFarland tem excelentes velocidade e aceleração, e muita agilidade e visão, o que o tornam uma ameaça para corridas longas. Apesar de ser pouco usado, mostra potencial no jogo aéreo com poucos drops.

Contras

Seu histórico de lesões e pouca produção no college são fatores negativos, o que devem forçá-lo a um papel menor, pelo menos no início da carreira, a fim de preservá-lo fisicamente. Ele é bem fraco, o que torna mais difícil quebrar tackles, é derrubado quase que de imediato. Ainda terá que evoluir muito na proteção, outro ponto que deve tirá-lo de campo.

Tier 4

No quarto e último tier, alguns RBs com poucos toques no college ou com talentos bem específicos que podem vir a ser especialistas na NFL e ter valor dependendo de onde forem draftados: alguns potenciais sleepers para os nossos drafts em dynasty.

Antonio Gibson – Memphis (6’0”/228 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
543354313.5

Prós

Antonio Gibson é o jogador mais difícil de se analisar nesse ano. Embora tenha passado 4 anos Em Memphis, Antonio Gibson só jogou em duas temporadas e em uma delas teve apenas 6 recepções, além disso ele se alinhava mais como WR do que RB, mas como em todas as plataformas de fantasy ele está classificado como RB e seu antecessor, Tony Pollard, é usado no backfield, ele será analisado como RB.

Sua produção total foi de 834 jardas aéreas e 10 TDs e no jogo terrestre foram 369 jardas e 4 TDs. Sua velocidade salta aos olhos e ele a alcança com muita rapidez, o que o torna uma ameaça para uma big play, tanto que metade de seus TDs foram de 40+ jardas. Por jogar como WR, não é preciso comentar sua capacidade no jogo aéreo. Gibson também é bom absorvendo impacto e lutando por jardas extras.

Contras

Sua pouca produção é um pouco preocupante, o que faz projetar sua produção na NFL mais difícil. Por participar de poucos snaps como RB não temos uma boa amostragem de como ele é no bloqueio, mas o que se pode ver é que ele consegue usar sua força de forma competente. Gibson demonstra um pouco de impaciência no momento de iniciar a corrida, muitas vezes chega muito rápido a linha de scrimmage sem caminhos abertos para a corrida.

Se for draftado por um ataque criativo, como Kansas City ou os Rams, ele poderia ser um pesadelo para a defesa se preparar. Sua capacidade recebendo a bola o tornaria um cheat code em ligas PPR.

Lamical Perine – Florida (5’11”/216 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
443443333.5

Prós

Após 4 anos na Universidade da Flórida, Lamical Perine acumulou números modestos: foram 493 corridas para 2485 jardas e 22 TDs, além de 72 recepções, 674 jardas e 8 TDs. Perine tem paciência e aproveita os buracos que sua linha oferece, usando sua velocidade pra ganhar boas jardas. Onde ele mais mostra potencial é no jogo aéreo em que não só recebe screens como percorre diferentes tipos de rotas, chegando a se alinhar como WR em diversos snaps. Em um time que saiba usá-lo, ele pode se tornar uma espécie de James White ou Chris Thompson, que produzem muito, especialmente em PPR.

Contras

Perine dificilmente cria suas jogadas, só consegue o que a linha lhe dá; muito disso se deve ao fato de ser fraco fisicamente: quase não quebra tackles. Outro problema derivado disso é sua atuação na proteção do passe que é muito deficitária.

Deejay Dallas – Miami (5’10”/217 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
333444423.4

Prós

Deejay Dallas tem números bem modestos após seus 3 anos em Miami: 265 carregadas, 1527 jardas, 17 TDs e 28 recepções para 317 jardas e 2 TDs. Dallas mostra visão e paciência muito boas atrás da linha e é muito forte pra ganhar jardas extras e é difícil de ser derrubado. Apesar de não ter bom número, se sai bem no jogo aéreo, até se alinha aberto como WR, e se sai bem bloqueando para o passe, usando sua força e seu peso.

Contras

Dallas não é muito atlético, não sendo muito veloz e tendo dificuldade pra mudar de direção sem perder muito tempo. Ele também pode evoluir suas rotas que foram um pouco limitadas no College.

Salvon Ahmed – Washington (5’11”/197 lbs)

VelocidadeAceleraçãoAgilidadeVisãoRecepçãoJardas pós contatoBloqueioCollegeMédia
444333233.3

Prós

Salvon Ahmed teve uma produção modesta nos seus 3 anos em Washington, 2016 jardas e 21 TDs em 353 carregadas, além de 50 recepções para 331 jardas. Ahmed mostra boa capacidade atlética em termos de velocidade e potencial para se desenvolver como recebedor. Atrás da OL ele é bem paciente, em alguns momentos chega a ser até demais o que lhe atrapalha.

Contras

Ahmed é o único RB da lista com menos de 90 quilos, o que tem seu lado negativo: ele é facilmente tackleado pelos defensores e é nulo quando é lhe pedido que proteja para o passe. Se for draftado por algum time, será no máximo um Handcuff para o RB titular.


Esses são os nomes que mais me agradam no Draft de 2020, mas sempre aparecem outros nomes que alguns times gostam muito e ninguém imaginava que seriam draftados. Após o Draft ficará melhor pra imaginarmos o potencial de cada jogador, então virão os rankings.

Até lá, se puderem, fiquem em casa nesse período que estamos passando e ficam aqui os agradecimentos de toda a equipe do Brasil Fantasy Football para todos que continuam fazendo seu trabalho e nos ajudam a passar por esses tempos difíceis, como os trabalhadores da área da saúde do comércio e do transporte. Se tiverem alguma dúvida ou quiserem bater um papo sobre fantasy só entrar em contato pelo meu Twitter, do BrFF ou deixar um comentário aqui.

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