Rookies 2020 – QBs

Dando continuidade a série sobre os rookies, trazemos a terceira parte da série será com a posição mais importante da NFL, nem tanto para o fantasy: os QBs. A classe de 2020 não tem muitos nomes, ao contrário de posições anteriores, mas tem alguns muito bons. Para a posição serão avaliados os seguintes atributos:

  • Precisão: quão preciso é o QB;
  • Alcance: o quão longe a bola do QB chega nos passes;
  • Visão: se o QB consegue ler a defesa, antecipar o que ela fará e fazer os ajustes necessários e depois com a bola em jogo, se ele tem boa visão de campo;
  • Deep Ball: a qualidade da bola longa;
  • Mecânica: o movimento que o QB faz para passar a bola, se o braço é elevado, se a bola sai rápido;
  • Consciência no Pocket: quando ele sente a pressão ele consegue se posicionar no pocket pra passar a bola, sabe a hora de sair dele;
  • Sob pressão: se ao sofrer pressão ele toma decisões boas ou ruins, se apavora e vira RB;
  • Passe em movimento: a qualidade do passe quando ele tem que sair do pocket e a passar correndo;
  • Corrida: quão bom ele é correndo;
  • College: a produção do prospecto nos anos da faculdade.

Tier 1

No primeiro tier, os 2 QBs que serão os primeiros escolhidos (a não ser que o golfinho dê uma cambalhota) e que já se mostram prontos para a NFL.

Joe Burrow – LSU

PrecisãoAlcanceVisãoDeep BallMecânicaConsciência no pocketSob PressãoPasse em MovimentoCorridaCollegeMédia
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Joe Burrow escolheu a faculdade de Ohio State como seu destino, onde foi reserva de J.T. Barrett em seus dois primeiros e tentou apenas 39 passes no período. Em 2017 quebrou a mão e ficou em 3º na fila atrás também de Dwayne Haskins. Com o fim da temporada decidiu se mudar para tentar uma vaga de titular e foi para LSU.

Em seu primeiro ano teve uma temporada fraca, o que fez cair muito sua expectativa para o draft e então veio 2019. Em sua última temporada, Burrow teve uma das melhores temporadas de um QB na história do college. Passou para 5671 jardas e 60 TDs, sendo o primeiro a passar da marca 5000/60 no mesmo ano, e levou para casa o Heismann Trophy e o título. Seus números totais não são os melhores (8852 jardas, 78 TDs e 11 INTs pelo ar e 820 jardas e 13 TDs correndo), mas seu último ano o credenciou ao posto de primeira escolha geral do Draft 2020.

Prós

Joe Burrow é extremamente preciso, mostrou uma capacidade de ler as defesas adversárias com facilidade. Ele se move muito bem dentro do pocket estendendo muito bem as jogadas, mostrou compostura sob pressão e é muito preciso correndo. Não é um Lamar Jackson correndo com a bola, porém é corajoso, consegue ganhar algumas jardas se vê um buraco na defesa.

Embora sua força no braço não seja a melhor, compensa com a precisão nos passes longos. Sua Mecânica de passe é muito boa com tempo de release ótimo, embora em algumas vezes passe se apoiando no pé traseiro.

Contras

A única coisa que posso dizer contra Joe Burrow é que ele não vai pro Colts e eu vou ter que sofrer pelo menos 1 ano com a estátua do Philip Rivers.

Tua Tagovailoa – Alabama

PrecisãoAlcanceVisãoDeep BallMecânicaConsciência no pocketSob PressãoPasse em MovimentoCorridaCollegeMédia
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Tua Tagovailoa passou 3 anos em Alabama e é considerado um dos melhores da história da faculdade, uma das mais importantes do college football. Em seu primeiro era reserva de Jalen Hurts que estava há mais tempo por lá, até que este se machucou no último jogo da temporada: a final do college. Tua entrou, passou para 166 jardas, 3 TDs e levou seu time ao título.

Em 2018, Tua conquistou o posto de titular e teve um ótimo ano, garantindo seu cargo de titular da equipe e terminando com o vice do Heismann e do college. Em 2019 sua temporada foi marcada por lesões, primeiro machucou o tornozelo no sétimo jogo, que o tiraria do jogo seguinte. Contra Mississippi State veio o pior, uma lesão no quadril que precisou de cirurgia e acabou com sua temporada.

Em 3 anos, Tua acumulou 7442 jardas e 87 TDs aéreos com 11 INTs, além de correr 340 jardas e anotar 9 TDs.

Prós

Tua é muito calmo no pocket e consegue navegar dentro dele para fugir do pass rush com muita naturalidade e confiança, dando tempo extra pro ataque, e quando decide deixar o pocket pra correr, é uma ameaça. Assim como Burrow, ele é extremamente preciso e mesmo não tendo uma força no braço fantástica é muito bom nas bolas longas. Sua mecânica é quase perfeita.

Ele terá que evoluir um pouco na leitura pré snap, na NFL, para conseguir diagnosticar blitz, no College ele aparentemente não tinha muita autonomia pra fazer mudanças. Outro ponto que ele pode melhorar um pouquinho é no lançamento em movimento.

Contras

A única coisa que depõe contra Tua são suas lesões, principalmente, o quadril que preocupa, já que ele ainda não está 100% recuperado e pode atrasá-lo um pouco na sua adaptação.

Tier 2

O segundo tier só tem um jogador, Justin Herbert. Ele aparece sozinho nessa lista, porque é o único fora os dois primeiros que mostra qualidade pra ser titular em seu primeiro ano, mas não é, nem de perto, tão bom quanto Tua ou Burrow.

Justin Herbert – Oregon

PrecisãoAlcanceVisãoDeep BallMecânicaConsciência no pocketSob PressãoPasse em MovimentoCorridaCollegeMédia
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Justin Herbert virou titular já no seu primeiro ano em Oregon graças a um péssimo rendimento do titular e teve um ano bom, levando-se em consideração a situação. Em seu segundo ano, após 4 vitórias nos 5 primeiros jogos uma lesão o afastaria e só o deixaria voltar a jogar os últimos dois jogos, que ele terminaria ganhando. Em 2018 jogou todos os jogos e foi muito bem, o que o credenciou a ser uma alta escolha no draft de 2019, mas Herbert decidiu voltar mais um ano.

Embora tenha melhorado seus números, Herbert não conseguiu mostrar evolução em alguns aspectos, o que o deixa abaixo de Burrow e Tua, mas ainda assim fica acima dos demais. Ele sai de Oregon com 10541 jardas, 95 TDs 23 INTs, além de 231 corridas para 560 jardas e 13 TDs.

Prós

Justin Herbert tem muita força no braço, seus passes longos são uma ameaça a todo momento. Com tempo no pocket ele consegue fazer muito estrago na defesa e consegue se mover bem dentro do pocket. Tem boa precisão, em especial em passes intermediários e longos, e consegue ganhar jardas com as pernas.

Contra

Herbert toma algumas decisões erradas quando está sob pressão e em algumas jogadas perde os jogadores livres porque não os vê. Sua precisão em passes curtos não é muito boa, com alguns passes bem erráticos. Para ter todo seu potencial explorado, seria ideal que fosse escolhido por um time com jogadas profundas: os Chargers, que aparecem em muitos Mocks com ele, seriam um ótimo lugar.

Tier 3

No terceiro tier, QBs que são mais um projeto pros times. Chegam pra ficar no banco e aprenderem com o titular e evoluírem pra preencher as lacunas mais latentes.

Jordan Love – Utah State

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Em seu primeiro ano como jogador em Utah ST, Jordan Love jogou 12 jogos, 6 como titular, e teve números modestos, porém promissores. Em seu segundo ano com a posição de titular garantida, Love impressionou, quebrando o recorde da universidade de jardas (3567) e TDs (32). Em seu terceiro e último ano, regrediu em todos os números, o que fez com que seu “valor de mercado” caísse para um jogador de fim de 1ª/início de 2ª rodada. Ele vai para o draft com 8600 jardas, 60 TDs e 29 INTs e 403 jardas e 9 TDs em 170 carregadas.

Prós

A principal qualidade de Jordan Love é a força do seu braço e a sua precisão em passes longos. Ele é bem confortável no pocket e consegue usar sua boa mobilidade para estender as jogadas e fazer passes certos em movimento. É uma ameaça no jogo corrido, quando vê oportunidades de sair do pocket. Sua mecânica é boa, porém seu release não é tão rápido quanto deveria.

Contra

Algumas vezes, erra o timing do passe em jogadas de curta e média distância. Seu principal defeito é sua visão. Algumas vezes trava em um jogador e, se este não conseguir separação, entra em pânico. Em outras jogadas, joga a bola no colo de defensores como se não os tivesse visto, custando a vitória como no jogo contra LSU, BYU e Wake Forest.

Jalen Hurts – Oklahoma

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No segundo jogo de 2016 Jalen Hurts foi nomeado titular da Universidade de Alabama, se tornando o primeiro freshman a ser titular de Crimson Tide desde 1984 e bateu os records de TDs (36) e jardas corridas (954), terminando o ano como o jogador ofensivo do ano na SEC. Em 2017 levou Alabama a final do College, onde se machucou e deu lugar para a entrada de Tua Tagovailoa, que não iria mais lhe devolver.

Como reserva em 2018, participou muito pouco dos jogos. A fim de se tornar titular em seu último ano e melhorar sua posição no Draft, deciciu se transferir e seu destino foi Oklahoma. Com os Sooners jogou todos os 14 jogos como titular, passou para 3800+ jardas e 30+ TDs e ainda quebrou o recorde de mais jardas corridas por QB (1298), levando Oklahoma aos playoffs sendo derrotado por LSU no primeiro jogo. Ele acumulou em seus 4 anos 9477 jardas, 80 TDs e 20 INTs e 3274 jardas e 43 TDs em 614 corridas.

Prós

Hurts é o melhor corredor dessa classe de QB e é muito bom nisso, o que é excelente pro fantasy. Tem muita confiança pra lançar suas bolas longas. Sob pressão se move muito bem no pocket e consegue improvisar bem. Não tem uma mecânica consistente, mas consegue compensar usando sua força no braço.

Contra

Tem dois grandes problemas. Não é muito preciso e muitas vezes isso foi corrigido por seus recebedores: Calvin Ridley e Ceedee Lamb foram seus melhores amigos. Devido a sua capacidade de corrida, se na sua primeira leitura não acha ninguém livre ele põe a bola debaixo do braço e corre.

Seus problemas serão trabalhados na NFL e Hurts pode se tornar um bom QB para o fantasy se ganhar alguma oportunidade como titular, graças a sua capacidade de correr com a bola. Ele é um bom stash, principalmente para ligas 2QB/Superflex.

Jacob Eason – Washington

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Jacob Eason chegou Na Universidade de Georgia como um dos QBs mais aguardados do college e em seu primeiro ano não decepcionou, levando a universidade para a vitória de um Bowl. Com a perspectiva de jogar e se desenvolver por mais dois anos como titular, sofreu uma lesão no primeiro jogo de sua segunda temporada, que lhe tirou do campo e permitiu a entrada de Jake Fromm, que levaria Georgia ao vice campeonato nacional.

Agora reserva, Eason decidiu se transferir para ter mais oportunidades e, graças as regras da NCAA, teve que ficar afastado em 2018. Em 2019 teve seu melhor ano estatisticamente e levou Washington a uma temporada de 8-5 e uma vitória em um Bowl. Ele deixa a Universidade tendo acumulado 5590 jardas, 39 TDs e 16 INTs.

Prós

Tem muita força no braço e muita coragem pra usá-lo em passes mais longos e janelas menores. Apesar de não ser muito veloz, sabe se mover no pocket e passar a bola em movimento. É muito bom no play action.

Contra

Sua coragem pra passar em pequenas janelas, muitas vezes o coloca em encrenca, forçando passes que não deveria, principalmente quando se encontra sob pressão. Muitas vezes se fixa em algum recebedor esperando que este fique livre e quando não acontece perde outros jogadores livres ou força o passe.

Jake Fromm – Georgia

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Depois de herdar a vaga de titular no ataque de Georgia, Jake Fromm não perderia mais o posto e levaria os Bulldogs para a final do College em seu primeiro e para Bowls nos anos seguintes, perdendo em 2018 e vencendo em 2019.

Mesmo jogando em um sistema que privilegiava o jogo corrido, Fromm tem bons números (8236 jardas, 78 TDs e 18 INTs) e deixa seu nome na história da Universidade. É o 4º com mais jardas e o segundo com mais TDs, tendo jogado uma temporada a menos que os jogadores a sua frente em ambas categorias.

Prós

Jake Fromm é o QB clássico, fica no pocket calmo e fazendo as leituras se movendo o mínimo necessário. Extremamente preciso, tem uma mecânica muito boa, possivelmente, por ter jogado baseball como pitcher.

Consegue fazer leituras pré-snap e fazer os ajustes. Comete poucos turnovers por não forçar muito os passes.

Contra

Não corre nem se sua vida depender disso, não tem velocidade nem agilidade pra conseguir algumas jardinhas em scrambles. É ruim passando em movimento. Graças a isso perde muito valor no fantasy. Não tem muita mobilidade no pocket, então não consegue evitar pressão.

Anthony Gordon – Washington State

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Anthony Gordon não recebeu nenhuma oferta ao se graduar no High School e, para seguir seu sonho de jogar na NFL, decidiu ir para City College of San Francisco. Lá teve uma temporada de estreia muito boa e chamou a atenção de Washington State, que lhe ofereceu uma vaga. Em seus 2 primeiros anos com os Cougars era a 3ª opção e sequer entrou em campo. Em 2018 era o reserva imediato de Gardner Minshew e entrou em 2 jogos, mas com pouca ação.

Em 2019 conquistou a posição de titular e teve uma excelente temporada passando para 5596 jardas, 48 TDs e 16 INTs, o suficiente para colocá-lo no Top-10 de jardas e TDs na faculdade, mesmo tendo jogado apenas um ano.

Prós

Anthony Gordon tem calma dentro do pocket, mesmo sob pressão, e consegue se virar com as pernas quando necessário. Tem boa precisão e força no braço. Tem um release muito rápido, mas sua mecânica de arremesso não é boa. Tem coragem pra passar em janelas menores, mas algumas vezes acaba forçando um passe que não deveria.

Contra

Tem muitos problemas em que vê fantasmas e lança a bola onde só há defensores, interceptações bobas que atrapalham muito. Sua precisão cai muito quando é forçado a passar em movimento. Com apensas um ano de experiência e jogando num ataque bem favorável para QBs, ele não foi realmente testado para a NFL. Terá que aprender muito para ter alguma chance de causar impacto na NFL.


Esses são os Quaterbacks que devem ser escolhidos no Draft de 2020. Após o Draft virão os rankings.

Mais uma vez: Até lá, se puderem, fiquem em casa nesse período que estamos passando e ficam aqui os agradecimentos de toda a equipe do Brasil Fantasy Football para todos que continuam fazendo seu trabalho e nos ajudam a passar por esses tempos difíceis, como os trabalhadores da área da saúde do comércio e do transporte. Se tiverem alguma dúvida ou quiserem bater um papo sobre fantasy só entrar em contato pelo meu Twitter, do BrFF ou deixar um comentário aqui.

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