Rookies 2020 – WRs

Dando continuidade a série sobre os rookies, trazemos a segunda parte da série será com os WRs. A classe de 2020 é considerada por muitos analistas como a mais profunda da história, com alguns mocks trazendo de 15 a 20 com potencial para as primeiras 3 rodadas, portanto traremos alguns destes pra vocês já irem se acostumando com os nomes. Para a posição serão avaliados os seguintes atributos:

  • Velocidade: qual a velocidade máxima que o jogador alcança;
  • Aceleração: o quão rápido o jogador alcança sua velocidade máxima;
  • Rotas: quão diversificada é a route tree que o jogador é capaz de executar e quão bom ele é na execução;
  • Separação: quantas jardas o jogador consegue entre ele e o defensor, facilitando o passe pro QB;
  • Recepção: a qualidade das “mãos” do jogador, se ele sofre muitos drops e consegue aquelas recepções em bolas difíceis;
  • 50/50 balls: se ele consegue fazer recepções com um defensor pulando com ele, sobre o defensor ou com o adversário batendo nele;
  • Jardas após recepção: o que o jogador consegue fazer com a bola nas mãos, se consegue estender as jogadas;
  • Big play: aqui é um pouco que uma combinação das anteriores, o jogador usando a velocidade ou ao correr uma rota, ele consegue queimar a defesa e fazer uma recepção longa, ou se ele recebe um screen e consegue ir fintando e quebrando tackles para uma jogada longa;
  • College: a produção do prospecto nos anos da faculdade.

Tier 1

No primeiro tier, 2 WRs que já mostram qualidade suficiente pra chegar na NFL e assumir o lugar de líder do corpo de recebedores de seus times e devem contribuir de imediato no Fantasy.

Jerry Jeudy – Alabama (6’1”/193 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5555445554.8

Jerry Jeudy jogou 3 anos em Alabama e deixa a universidade, umas das mais importantes no College football, no Top-5 em jardas, TDs e recepções na história. Nesses 3 anos ele totalizou 159 recepções, 2742 jardas e 26 TDs.

Prós

Jeudy é impressionante fisicamente, muito rápido, ágil e forte, o que o torna uma ameça depois das recepções, transformando aquelas na linha de scrimmage em TDs de 40+ jardas. Ele é excelente executando rotas das mais variáveis, talvez o melhor route runner desse ano. Com suas qualidades físicas e a execução de rota, consegue separação com muita frequência.

Jeudy tem ótimas mãos, apesar de ter alguns drops bobos e é muito bom em recepções contestadas e se sai muito bem tanto contra Man coverage quanto Press.

Contras

O prospecto de Crimson Tide é tão bom que a única coisa que podemos falar contra ele são os drops por falta de atenção que ele ainda tem.

Ceedee Lamb – Oklahoma (6’2”/198 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4445555554.7

Ceedee Lamb jogou 3 anos em Oklahoma. No primeiro, ele era a terceira opção de Kyler Murray, atrás de Marquise Brown e Mark Andrews, ambos nos Ravens agora, e ainda assim terminou o ano com 800+ jardas e 7 TDs. Com a saída de Mark Andrews, agora como segunda opção, Lamb teve 1100+ jardas e 11 TDs.

Em 2019, se por um lado Hollywood ia para a NFL o deixando como a primeira opção no ataque, Kyler Murray também deixava a faculdade e seria substituído por Jalen Hurts, mais conhecido como um QB corredor, o que parecia que seria pior para o WR. Lamb respondeu com sua melhor temporada, mesmo recebendo menos passes, com 1300+ jardas e 14 TDs. Em toda sua carreira no college, Ceedee Lamb somou 173 recepções para 3292 jardas e 32 TDs.

Prós

Lamb é uma ameaça constante para big plays, 26% das jogadas em que esteve envolvido foram pra 20 ou mais jardas em 2019. Ele é muito difícil de ser tackleado. Os passes que chegam nas suas mãos são recebidos. Ele é espetacular em passes contestados, o que eleva as oportunidades de TDs. Se sai muito bem tanto contra Man quanto Press coverage.

É muito bom correndo rotas, mas ainda pode melhorar, nesse aspecto. Apesar de ser veloz, não é um de seus pontos fortes. Muitas vezes foi usado como bloqueador devido a sua força.

Contras

Assim como Jerry Jeudy, não tem ponto fraco que possa destacado.

Tier 2

No segundo tier, ótimos WRs, que estão um degrau abaixo do Top-2, mas que se draftados pelos times podem até subir de tier. Alguns podem ser WR1 de suas equipes, outros poderão complementar o ataque, seja jogando no slot, seja jogando como uma ameaça vertical.

Justin Jefferson – LSU (5’11”/202 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4454554444.3

Justin Jefferson passou 3 anos em LSU e sua produção foi aumentando de ano a ano. Em 2017, enquanto ainda se aclimatava a universidade, não teve nenhuma recepção, já que tinham WRs mais experientes como DJ Chark e Russel Gage dominavam os snaps. Com a ida dos dois para o Draft de 2018, Jefferson passou a ser a primeira opção do time e teve um bom ano com quase 1000 jardas e 6 TDs. Em 2019, Joe Burrow aconteceu e o WR de LSU explodiu para 1540 jardas e 18 TDs, terminando a carreira com 2415 jardas e 24 TDs em 165 recepções.

Prós

O WR dos Tigers é um excelente recebedor, com pouquíssimos drops, excelente correndo rotas e em recepções contestadas, e por jogar no slot, deve vir pra NFL e ser uma máquina de recepções, o que seria ótimo pro fantasy em ligas PPR. Seu número de TDs como slot receiver, o maior número do college, também dá um demonstrativo de seu potencial. Ele é bom contra o Press coverage.

Contra

Como sua produção veio apenas em um ano em que Burrow foi um dos melhores QBs da história do college, isso pode ser questionado. Justin Jefferson não é muito veloz, o que aparece em algumas jogadas em que é alcançado por CBs mais velozes, o que limita a possibilidade de big plays. Jefferson é apenas razoável contra o man coverage.

Henry Ruggs – Alabama (5’11”/188 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5545445534.4

Henry Ruggs foi companheiro de Jerry Jeudy por 3 anos em Alabama. Ruggs não era tão utilizado como seu companheiro e vem para o Draft com números mais modestos: 98 recepções, 1746 jardas e 24 TDs.

Prós

Ruggs é assustadoramente atlético, sua velocidade e sua aceleração são excelentes. Para efeito de comparação, velocidade mais alta registrada por jogador durante um jogo na história da NFL foi de 37.33 km/h, há 3 anos por Tyreek Hill. Ruggs alcançou 39.1 km/h em um TD contra South Carolina.

Sua velocidade o ajuda muito a conseguir separação, uma vez que não sofre pressão ele consegue correr solto e está livre. Por conta disso se dá muito bem contra man coverage. Ruggs é uma ameaça constante para uma big play. Ele também pode jogar alinhado em todas as faixas do campo.

Contra

Henry Ruggs não corre todas as rotas. Também tem um raio de recepção um pouco reduzido e não tem as melhores mãos do mundo, o que o torna mais fraco contra recepções contestadas. Seu maior defeito é a dificuldade que tem contra o press coverage. Quando um defensor bate nele no início da rota, ele perde muito tempo tentando sair, o que teria de ser trabalhado na NFL.

Tee Higgins – Clemson (6’4”/216lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4445553554.4

Tee Higgins jogou 3 anos em Clemson, os dois últimos como titular, e fez uma boa parceria com Trevor Lawrence, somando ótimos números na carreira: 135 recepções para 2448 jardas e 27 TDs. Detém o recorde de recepções para TDs da universidade, empatado com DeAndre Hopkins e Sammy Watkins.

Prós

Higgins é um ótimo recebedor. Tem ótimas mãos, com algumas recepções bem elásticas; muito bom conseguindo separação e usa muito bem sua vantagem em tamanho para ganhar as recepções contestadas. Embora não seja tão rápido, consegue muitas recepções para 20+ jardas em jump balls com um ou mais defensores em cima. Tudo isso somado fez com que fosse muito utilizado na RedZone, o que explica seu alto número de TDs.

Tee Higgins pode ser alinhado em várias posições no campo e se sai muito bem contra a marcação homem-a-homem e é razoável contra a pressão.

Contra

O recebedor de Clemson não é muito atlético. Não tem muita velocidade e aceleração, e perde muito tempo na mudança de direção; como resultado, é muito ruim ganhando jardas após a recepção. Ele também não executa muito bem todas rotas.

Laviska Shenault – Colorado (6’1”/227 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5544555534.6

Laviska Shenault sai de Colorado depois de 3 anos, com números bons 1943 jardas e 10 TDs em 149 recepções, além de 42 corridas para 280 jardas e 7 TDs. Não fossem duas cirurgias pelas quais passou do 2º para o 3º ano, teria números muito melhores.

Prós

Shenault tem muita velocidade e agilidade e é um ótimo recebedor, com mãos muito seguras, alto e forte, o que o ajuda muito em bolas divididas e uma constante ameaça pra levar um passo até a EndZone. Em suas big plays ele tanto pode receber uma bola longa, quanto pode correr mais que todo mundo e quebrar tackles.

Ele está por todo o campo, até mesmo como RB, daí suas 42 carregadas. Se sai muito bem contra man coverage usando suas aptidões físicas.

Contra

Ele estaria no primeiro tier não fosse seu péssimo histórico com lesões. Ele já passou por um cirurgia no pé e outra no ombro no college o que o atrapalhou muito e agora acaba de se submeter a uma cirurgia muscular no abdômen, lesão que, segundo o próprio, o atrapalhou no combine. Se se mantiver saudável, tem tudo pra ter uma boa carreira e nos dar muitas alegrias no fantasy, mas o “se” pesa contra ele tanto para os GM quanto pra nós.

Jalen Reagor – TCU (5’11”/206 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5534443544.1

Jalen Reagor teve um primeiro ano em TCU em que mostrou muito potencial, tendo muito destaque por receber 8 TDs como freshman. Já em seu segundo ano Reagor mostrou evolução e aproveitou seu maior volume para terminar o ano com 1000+ jardas e 9 TDs, além de 2 TDs e 170 jardas terrestres. Quando todos esperavam um terceiro ano dominante, veio a decepção, o ataque aéreo de TCU foi o 61º melhor, o que limitou muito seus números e ele mal passou de 600 jardas. Ele termina sua carreira com 2248 jardas e 22 TDs em 148 recepções.

Prós

Reagor tem como principal destaque seu atleticismo: ele é muito rápido e consegue acelerar e desacelerar com muita facilidade, o que permite fintar adversários e, depois que ele está à frente, o defensor não consegue mais alcançá-lo. Ele usa muito bem essa qualidade pra correr suas rotas e criar separação, principalmente em marcação homem-a-homem.

Ele é bom recebendo passe, embora ainda tenha alguns drops, e, mesmo sendo mais baixo para um WR, ele ganha muitas bolas contestadas usando sua impulsão. Reagor tem muita capacidade para a big play, seja recebendo um screen e levando com as pernas, seja recebendo um passe longo.

Contra

São dois fatores que mais preocupa no prospecto sua dificuldade, sua utilização durante o college e sua dificuldade contra a pressão. Quanto ao primeiro, ele não é o culpado, mas tem que ser destacado. Ele sempre jogou aberto na direita do QB e correu uma baixa variedade de rotas, mas mostra talento pra ser melhor utilizado na NFL e evoluir. Já no segundo caso, ele tem muita dificuldade, devido ao seu peso, quando enfrenta CBs mais fortes que o atrapalhem na linha de scrimmage antes de começar a rota.

Tier 3

No terceiro tier, WRs bons, mas que são lentos, ou que não recebem tão bem a bola.

Denzel Mims – Baylor (6’3”/207 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4434554544.2

Após 4 anos em Baylor, Denzel Mims deixa a faculdade no Top-6 em Recepções, jardas e TDs. Após um primeiro ano em que quase não foi utilizado, Mims teve 1000+ jardas e 8 TDs. Embora tenha repetido seus 8 TDs, não chegou a 800 jardas em seu terceiro ano, o que o fez retornar para mais um ano e melhorar seus números. E isso ele conseguiu, ele mais uma vez passou das 1000 jardas e dessa vez teve 12 TDs, terminando sua carreira com 186 recepções, 2925 jardas e 28 TDs.

Prós

Sua maior qualidade são suas mãos. É um excelente recebedor, tem um raio de recepção muito amplo e joga com cola nas mãos e é ótimo em recepções contestadas. Muito bom em lançamentos longos, rastreando as bolas e fazendo os ajustes.

Apesar de ser muito grande, ele é suficientemente veloz pra conseguir ganhar jardas depois da recepção, usando sua força e visão ao seu favor. Tende a ter bastantes oportunidades na RedZone, graças ao seu tamanho.

Mims se sai bem tanto contra a pressão e contra a marcação homem-a-homem.

Contra

Seu maior defeito são suas rotas. Além de pouca variedade de rotas, ele algumas vezes telegrafa o que vai executar, diminuindo a sua separação.

Michael Pittman – USC (6’4”/223 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
3444554444.1

Michael Pittman jogou 4 anos em USC e foi de ano a ano subindo no depth chart e melhorando seus números. Em seus dois primeiros anos ele foi no máximo a terceira opção como WR, o que limitou muito sua participação e ele ficou abaixo de 30 recepções e 500 jardas nos dois anos somados. Em seu terceiro com a saída de alguns jogadores do elenco, ele passou das 700 jardas e 40 recepções, mas ele ainda tinha números ruins não tinha mostrado potencial para ser draftado.

Ele então decidiu voltar para mais uma temporada e aproveitou as oportunidades que teve: passou de 1200 jardas com mais de 100 recepções. Ele deixa USC com 171 recepções, 2519 jardas e 19 TDs.

Prós

Assim como Denzel Mims, o maior talento de Michael Pittman é sua habilidade de recepção. Ele tem ótimas mãos e um alcance muito bom. Em todos os 4 anos em USC, Pittman teve apenas 5 drops. Um aspecto bem interessante é sua noção de posicionamento, em várias vezes ele consegue arrastar os dois pés pra confirmar a recepção nas laterais do campo. Embora não tenha uma grande variedade nas rotas, ele as executa bem.

Embora não tenha velocidade, consegue jogadas longas, graças a sua capacidade de vencer jump balls, e consegue algumas jardas extras graças a sua força, seja arrastando os adversários ou quebrando tackles.

Contra

Sua velocidade, ou falta dela, é o que mais pesa contra o ex-Trojan. Ele simplesmente é bem lento, não tem muita aceleração, tornando o pouquíssimo elusivo e fácil de ser alcançado por seus adversários.

Brandon Aiyuk – Arizona St (6’0”/205 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5534333534.0

Ao sair do high school Brandon Aiyuk não teve proposta de nenhuma universidade de renome no NCAA, então optou por ir para Sierra College, uma Junior College, a fim de se desenvolver. Em dois anos, ele acumulou 1533 jardas e 19 TDs em 89 recepções. Suas atuações chamaram a atenção de Arizona State, que lhe ofereceu uma vaga. Após um 2018 mais discreto, Aiyuk herdou o posto de WR1 com a saída de N’Keal Harry e produziu uma ótima última temporada. Ele deixa o college após 98 recepções para 1666 jardas e 11 TDs.

Prós

Suas principais qualidades são suas velocidade e aceleração. Aiyuk é muito bom recebendo passes longos, consegue rastrear e ajustar sua velocidade muito bem enquanto a bola está no ar. Ele também é muito bom transformando passes curtos em grandes ganhos de jarda, o que é evidenciado em sua utilização como retornador e quando é marcado homem-a-homem, não tem dificuldade em punir a defesa pela decisão.

Contra

O rookie de Arizona não é muito confiável recebendo a bola, tem alguns drops que não seriam perdoados por muitos HC na NFL e, com exceção do slant e vertical, não executa muito bem suas rotas. Tem muitas dificuldades contra a marcação pressão.

K. J. Hamler – Penn State (5’9”/178 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5534333534.0

K. J. Hamler surpreendeu a todos quando decidiu deixar Penn State pra ir ao draft desse ano, já que só passou 2 anos na universidade, e, embora tenha mostrado potencial, não teve tempo para completar seu desenvolvimento nem somou números que o destaquem. Após dois anos Hamler somou 98 recepções para 1658 jardas e 17 TDs.

Prós

K. J. Hamler é um slot receiver muito veloz e ágil e tem nisso seu ponto forte. Muitas vezes ele recebe os passes em slants curtos e leva até o outro lado do campo, só correndo mais rápido que os adversários. Com sua agilidade, Hamler é extremamente elusivo, sempre conseguindo fintar um ou mais jogadores por jardas extras.

Sendo muito rápido consegue separação com certa facilidade e se dá muito bem contra a marcação homem-a-homem. É um recebedor confiável, com poucos drops, só tendo que corrigir a tendência de, por vezes, receber a bola com o corpo, fazendo um cesto, ao invés de esticar os braços.

Contra

Além de bem baixo é muito leve, sofrendo muito quando sofre pressão na linha de scrimmage. Devido a isso, também tem muitos problemas em recepções contestadas. Se quiser fazer sucesso na NFL, terá que melhorar sua técnica de recepção e, ainda mais importante, ganhar um pouco de massa.

Tyler Johnson – Minnesota (6’1”/206 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
3444544454.1

Tyler Johnson melhorou continuamente durante seus 4 anos na Universidade de Minnesota. Em 2019 teve a melhor temporada da história de um WR da universidade em recepções, jardas e TDs (89, 1318 e 13, respectivamente). Ele também detém os recordes de jardas e TDs da história de Minnesota, com 3305 jardas e 33 TDs, em 213 recepções.

Prós

Tyler Johnson é um recebedor muito técnico, que executa rotas bem. Suas mãos também são excelentes, se o QB acerta a bola nelas, a recepção é quase garantida. Johnson é versátil, tendo se alinhado tanto aberto quanto no slot. É bom em passes longos e contestados, tendo uma boa capacidade de rastrear a bola enquanto ela viaja.

Contra

Tem que melhorar um pouco suas rotas, pois tem muita dificuldade de conseguir separação contra a marcação homem-a-homem. Seu maior problema é a baixa velocidade.

Tier 4

No quarto e último tier, WRs com carreiras que não chamam muita atenção e com problemas físicos ou algumas dificuldades recebendo a bola, que precisarão de algum desenvolvimento na NFL, alguns potenciais sleepers para os nossos drafts em dynasty.

Antonio Gandy-Golden – Liberty (6’4”/223 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5433445444.0

A universidade de Liberty até 2017 era da FCS, uma divisão secundária do futebol americano no college, portanto são seus adversários são bem mais fracos e os jogos mais difíceis de ser acessados. Em 2018 ela passou a jogar na FBS e com isso Antonio Gandy-Golden apareceu para o mundo. Em seus 2 anos na principal divisão, ele conseguiu números muito bons, 2433 jardas, 20 TDs em 150 jardas.

Prós

Gandy-Golden é muito rápido e consegue criar muitas jardas depois da sua recepção, com sua velocidade e sua força, geralmente precisam dois ou mais jogadores para derrubá-lo. Tem mãos seguras, apesar de alguns drops, e é muito bom em recepções contestadas, responsável por algumas recepções muito bonitas.

Contra

Seu principal defeito é correndo rota: ele não teve uma variedade de rotas, muitas slants e verticals e tem dificuldade em conseguir separação do defensor, por isso fica em muitas situações de 50/50.

Seu lugar na NFL será muito importante, se jogar com um QB no estilo YOLO, como Jameis Winston, ele se dará muito bem, pois terá muitas oportunidades pra brilhar com alguns defensores em cima dele. Por outro lado, se jogar com um QB que prefere jogar pra WRs livres, como Dak Prescott, não terá sucesso na NFL.

Bryan Edwards – South Carolina (6’3”/212 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4344444443.9

Bryan Edwards jogou 4 anos em South Carolina e teve uma carreira muito regular, depois do primeiro ano em que ainda estava se integrando ao time; ele teve pelo menos 55 recepções, 5 TDs e ficou por volta de 800 jardas nas suas 3 últimas temporadas, somando ao todo 234 recepções para 3045 jardas e 22 TDs.

Ele deixa South Carolina com o maior número de jardas, com números à frente de nomes como Alshon Jeffery, Deebo Samuel, Sterling Sharpe e Sidney Rice, além de ser o 3º que mais anotou TDs, atrás de Jeffery e Rice.

Prós

Bryan Edwards tem mãos muito boas, muita força e técnica, corre muito bem suas rotas e tem boa visão do campo, que é seu traço mais marcante. Por consequência, consegue fazer algumas recepções bem difíceis nas laterais do campo e com bastante contestação. Usando sua visão, ele consegue superar suas baixa velocidade e aceleração para produzir alguns ganhos bem grandes, tanto que foi usado algumas vezes como corredor e retornador. Ele jogou tanto aberto como no slot e toda esse versatilidade, deve ao menos lhe assegurar um lugar em algum elenco da NFL.

Contra

Sua velocidade e, principalmente, sua aceleração são o que mais depõem contra ele quando vemos seus vídeos, mas talvez o que mais preocupe seja seu joelho. Ele não pôde jogar seu último ano no High School por conta de uma lesão no joelho e no ano de 2019 ele teve que passar por uma cirurgia no menisco que o tirou do fim da temporada. Uma lesão no pé o tirou do Combine e por conta da Covid-19, ele não pôde praticar nenhum drill pra os times da NFL.

Devin Duvernay – Texas (5’10”/200 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
5433435544.0

Devin Duvernay teve 3 anos bem quietos em Texas em que era a terceira opção no jogo aéreo do time. Com a saída de Lil’Jordan Humphrey, Duvernay foi deslocado para o slot e floresceu, teve uma temporada fantástica com 106 recepções, 1386 jardas e 9 TDs, totalizando, na carreira, 176 recepções, 2468 jardas e 16 TDs.

Prós

A primeira coisa que chama a atenção é sua velocidade. Se o defensor der espaço pra ele desenvolver, quando for correr atrás pra se recuperar, só encontrará Duvernay na EndZone, não a toa é sempre uma ameaça pra big plays. Também é ótimo depois da recepção, lendo a defesa e encontrando os buracos. Jogando no slot essas características saltaram aos olhos, por isso seus números melhoraram tanto com a mudança.

Tem boas mãos, pois não sofre muitos drops.

Contra

Quanto ao restante das tarefas de um WR ele deixa um pouco a desejar e terá que evoluir na NFL. Não tem tanta técnica ao executar as rotas e correu uma pequena variação das mesmas no college. Tem dificuldade na separação, mais ainda pra fazer recepções contestadas, o que somado provoca uma limitação perigosa, ainda mais em nível de NFL, enfrentando CBs mais rápidos. Com sorte pode ser escolhido por um time que o use bem, criando bastante espaço, assim se tornando uma arma pra um bom número de recepções, ideal para o PPR.

Quintez Cephus – Wisconsin (6’1”/202 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4345454423.9

Quintez Cephus passou 4 anos em Wisconsin, porém não jogou em 2018, pois foi acusado de assédio e foi suspenso. Após ser inocentado, voltou em 2019 para fechar sua carreira. Vai para o draft depois de conseguir números bem modestos no college, 93 recepções para 901 jardas e 13 TDs.

Pró

Cephus é excelente conseguindo separação: graças a sua boa execução das rotas e velocidade é uma excelente arma no slant. Tem boas mãos, à exceção de alguns drops por ansiedade, e é excelente em recepções contestadas. Consegue usar sua velocidade e sua força para estender as jogadas. Por jogar aberto e no slot, tem grandes chances de ser mantido num roster e ganhar oportunidades.

Contra

Suas baixas aceleração e agilidade são uma preocupação, mas o ponto baixo mesmo é seu histórico no College. Além de não ter números muito bons, muito por culpa do time não usar muito o jogo aéreo, uma acusação de assédio é sempre preocupante e acende o sinal de alerta dos times da NFL e nosso também.

Donovan Peoples-Jones – Michigan (6’2”/212 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4344454423.8

Em 3 anos, em Michigan, Donavan Peoples-Jones teve números bem fracos para a posição: 103 recepções para 1327 jardas e 14 TDs. Muitos de seus concorrentes conseguiram mais em apenas uma temporada.

Prós

DPJ tem boas mãos recedendo os passes, não sofre muitos drops, é bom conseguindo separação e correu um bom número de rotas com sucesso. Se destaca quando tem que brigar pra fazer a recepção, onde encontra muito sucesso, além de ter ótima noção de posicionamento pra saber quando tem que arrastar os pés nas laterais do campo.

Embora seja mais pesado, tem boa velocidade pra conseguir alongar as jogadas, usando sua força contra os defensores.

Contra

Não tem muita aceleração, demora um pouco pra desenvolver sua velocidade. Sua produção no college pesará muito contra ele no draft, o que também deve acontecer nos drafts de fantasy. Não podemos esperar muita coisa dele em um primeiro momento.

Chase Claypool – Notre Dame (6’4”/238 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepção50/50 ballsJardas pós recepçãoBig PlayCollegeMédia
4343444433.6

Chase Claypool esteve sempre no fundo do Depth Chart, atrás de Myles Boykin e Equanimeous St Brown, mas após as saídas destes para a NFL, ele tinha a atenção de seu QB e correspondeu. Em 2019 como WR1 do time, teve 66 recepções para 1037 jardas e 13 TDs. Ele termina sua carreira com 2159 jardas e 19 TDs em 150 recepções em 4 anos.

Prós

Claypool é um WR imenso, ao menos 7 quilos mais pesado que qualquer jogador da lista. Por conta disso é muito difícil de ser derrubado; na maioria das jogadas precisa de um segundo defensor pra cair. Apesar de seu tamanho, tem boa velocidade, por conta disso consegue alongar jogadas e ganhar jardas extras.

É um recebedor competente, não sofre muitos drops e se sai bem em recepções contestadas, no que está constantemente envolvido devido sua dificuldade em criar separação.

Contra

Suas rotas não são muito diversas nem bem executadas, o que lha atrapalha na separação. Não tem quase nenhuma aceleração e é muito lento mudando de direção, quase tendo que parar de correr para tal, por causa disso não consegue fintar os adversários.

Há alguns rumores que alguns times pensam em treiná-lo pra se tornar um TE. Ele teria que ganhar um pouco de massa, mas poderia se sair bem. Ele não foi muito usado no bloqueio no college, mas é algo que ele pode desenvolver na NFL, a exemplo do que ocorreu com Darren Waller.


Esses são alguns do principais Wide Receivers do Draft de 2020, mas sendo uma das classes com mais nomes na posição, aparecerão outros nos times da NFL. Após o Draft virão os rankings.

Mais uma vez: Até lá, se puderem, fiquem em casa nesse período que estamos passando e ficam aqui os agradecimentos de toda a equipe do Brasil Fantasy Football para todos que continuam fazendo seu trabalho e nos ajudam a passar por esses tempos difíceis, como os trabalhadores da área da saúde do comércio e do transporte. Se tiverem alguma dúvida ou quiserem bater um papo sobre fantasy só entrar em contato pelo meu Twitter, do BrFF ou deixar um comentário aqui.

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