Rookies 2020 – TEs

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Dando continuidade a série sobre os rookies, trazemos a quarta e última parte da série que será com os tight ends. Sobre a classe de 2020 não tem muitas coisas boas pra falar, uma parte desses jogadores são muito grandes e pesados para jogar de WR e outra: são bloqueadores que deixam a desejar recebendo passes. Em ambos os casos, os prospectos desse ano precisarão ser muito trabalhados antes de terem algum impacto em nossas ligas de fantasy. Para a posição serão avaliados os seguintes atributos:

  • Velocidade: qual a velocidade máxima que o jogador alcança;
  • Aceleração: o quão rápido o jogador alcança sua velocidade máxima;
  • Rotas: quão diversificada é a route tree que o jogador pode executar e quão bom ele é na execução;
  • Separação: quantas jardas o jogador consegue entre ele e o defensor, facilitando o passe pro QB;
  • Recepção: a qualidade das “mãos” do jogador, se ele sofre muitos drops e consegue aquelas recepções em bolas difíceis;
  • 50/50 balls: se ele consegue fazer recepções com um defensor pulando com ele, sobre o defensor ou com o adversário batendo nele;
  • Jardas após recepção: o que o jogador consegue fazer com a bola nas mãos, se consegue estender as jogadas;
  • Força: quão forte ele é;
  • Bloqueio: parte integrante do jogo de um TE;
  • College: a produção do prospecto nos anos da faculdade.

Tier 1

No primeiro tier, TEs bons no jogo aéreo e que sejam competentes bloqueando ou vice-versa, não sendo um peso no ataque.

Brycen Hopkins – Purdue (6’4”/245 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepçãoJardas depois da recepção50/50 ballsBloqueioForçaCollegeMédia
44544453444.1

Brycen Hopkins jogou 4 anos na universidade de Purdue e aumentou seu envolvimento e sua produção ano a ano, culminando em um 2019 em que seria eleito como melhor TE da conferência Big Ten e para o segundo time All-American. Em seus 4 anos, Hopkins recebeu 130 bolas para 1945 jardas e 16 TDs.

Prós

Hopkins é excelente na execução das rotas, com uma boa variação e técnica para tirar o defensor e criar separação. Tem mãos muito boas, mas ainda tem alguns drops que terá que eliminar na NFL. Tem muita facilidade em recepções contestadas, usando seu corpo pra criar espaço no momento certo.

Tem velocidade e aceleração muito boas para seu tamanho e consegue criar jardas depois da recepção, seja quebrando tackles ou fintando defensores.

Contra

Pior que seus drops, Hopkins tem muitas dificuldades bloqueando, lhe faltando técnica e força em alguns momentos. Muitas vezes é derrubado por pass rushers mais fortes. Na NFL, se empregado em um ataque em que o use mais no slot que no bloqueio, será bem útil, mas tem que melhorar seu bloqueio pra ganhar mais snaps e ser mais relevante para o fantasy.

Cole Kmet – Notre Dame (6’6”/262 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepçãoJardas depois da recepção50/50 ballsBloqueioForçaCollegeMédia
44444445534.1

Cole Kmet surpreendeu muita gente quando decidiu ir para o Draft nesse ano, porque em seus 3 anos em Notre Dame ele teve muitos problemas de lesão, o que lhe custaram jogos em todas as temporadas. Em sua carreira ele recebeu 60 passes para 691 jardas e 6 TDs.

Prós

Cole Kmet talvez não tenha muita técnica, mas tem muita força e muita vontade e talvez seja o melhor bloqueador dos prospectos de 2019. Conseguiu contribuir como bloqueador no jogo corrido e em jogadas de passe. É muito forte e pesado: pra tacklear dificilmente um jogador sozinho conseguiu.

É um recebedor bem competente, tem mãos confiáveis, corre bem as rotas, consegue boa separação e ganha um bom número de 50/50 balls. Tem velocidade suficiente para ganhar jardas com as pernas.

Ele se alinhou em todas as partes do campo, tanto para receber como para bloquear.

Contras

Não é muito ágil. Seu histórico de lesão é extenso: cotovelo, clavícula, tornozelo e na perna. Seus números no college não chamam a atenção. Ainda tem que evoluir para ser relevante, mas isso pode ser dito de todos os TEs da lista.

Harrison Bryant – FAU (6’5”/243 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepçãoJardas depois da recepção50/50 ballsBloqueioForçaCollegeMédia
34455344454.1

Nas 4 temporadas em que esteve na Florida, Harrison Bryant contribuiu para o ataque fazendo parte das seleções de conferência em todos os anos. Em 2019 foi eleito para a seleção do College e ganhou o Mackey Award, prêmio dado para o melhor TE. Após os 4 anos, Bryant deixa a universidade após 148 recepções, 2137 jardas e 16 TDs.

Prós

Harrison Bryant é excelente recebedor, corre rotas muito bem, tem ótimas mãos e consegue muita separação dos LBs ou mesmo de CBs quando se alinhou como WR. Consegue fazer algumas belas recepções com jogadores em cima. Jogou como OL no High School, por isso mesmo sendo mais leve e fraco, não é ruim bloqueando.

Contra

É bem devagar, muitas vezes é alcançado por trás. Muito da sua produção é devido ao esquema ofensivo de FAU. Pode ter dificuldades na NFL jogando contra jogadores maiores e mais fortes.

Adam Trautman – Dayton (6’5”/255 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepçãoJardas depois da recepção50/50 ballsBloqueioForçaCollegeMédia
44344444544.0

Adam Trautman é um ex QB que virou TE e passou 4 anos na universidade de Dayton, da FCS, onde tinha companheiros e adversários mais fracos. Nesses 4 anos recebeu 178 passes, 2295 jardas e 31 TDs.

Prós

Adam Trautman funcionava era o principal recebedor de Dayton, quando o time chegava na RedZone ele era alinhado aberto como um WR pra explorar um DB mais lento e o QB jogava jump balls pra ele até sair o TD. Tem boas mãos e conseguia explorar a diferença física para conseguir separação e jardas depois da recepção.

É muito forte e, mesmo não tendo muita experiência, se adaptou bem a nova posição. Não foi muito usado no bloqueio no college, uma de suas principais jogadas era fingir o bloqueio e sair para receber a bola e aproveitar o campo aberto. No Senior Bowl, impressionou os olheiros com sua técnica nos bloqueios.

Contra

Tem que refinar melhor sua técnica nas rotas, ele tem alguma dificuldade de agilidade lateral que lhe custa um pouco separação. Na NFL não terá tanta vantagem física contra seus defensores. Tem que melhorar contra pass rushers que venham com impulso que sempre o tiram do lugar e terá que aprender a empurrar defensores para criar caminho para as corridas.

Hunter Bryant – Washington (6’2”/248 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepçãoJardas depois da recepção50/50 ballsBloqueioForçaCollegeMédia
54544543334.0

Hunter Bryant teve participação bem limitada por lesões em seus dois primeiros anos em Washington mas, em 2019, quando Jacob Eason se tornou o QB titular, ele passou a ser a principal arma do ataque e teve um ótimo ano. Seus números finais em Washington form: 85 recepções, 1394 jardas e 5 TDs.

Prós

Hunter Bryant é um WR grande. Ele é muito rápido, faz quase todas as rotas bem, especialmente slants e drag, à exceção de alguns drops tem ótimas mãos, é muito bom recebendo passes com tráfego. Tem algumas recepções lindas, dignas de highlights, algumas com bastante contestação.

Bryant é ótimo depois da recepção, uma arma muito usada em seus tempos de college. Alinhou-se muitas vezes como WR, explorando mismatches com a defesa, como Ffullback e até em movimento.

Contra

Não tem força pra bloquear na linha de scrimmage alinhado como TE, só quando já tem impulso, por isso foi usado muitas vezes como FB ou em movimento. Tem que evoluir nesse aspecto para jogar como TE na NFL.

Tier 2

No segundo tier, jogadores que são bons em ou bloquear ou receber e acabam sendo muito fracos no outro aspecto, tiveram carreiras mais discretas no college e chegam com mais interrogações sobre suas qualidades.

Albert Okwuegbunam – Missouri (6’5”/258 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepçãoJardas depois da recepção50/50 ballsBloqueioForçaCollegeMédia
44334554523.9

Albert O. (vou escrever assim porque nem o Ctrl+c/Ctrl+v dá conta desse nome) jogou 3 temporadas em Missouri, tendo nas duas primeiras Drew Lock como seu QB e Kelly Bryant na última. Albert piorou ano a ano, o que diminuiu muito seu hype para o draft desse ano. Depois de ter 11 TDs em seu primeiro ano, ele somou 12 nos dois anos seguintes. Ao total, O. teve 1187 jardas, 23 TDs em 98 recepções.

Prós

É fisicamente imponente, muito forte e usa essa força pra criar vantagem na hora de fazer as recepções contestadas. Ele é excelente ganhando jardas depois da recepção, por isso um quarto das duas recepções viraram TDs. É difícil derrubá-lo.

Tem mãos muito boas e tem um raio de alcance muito bom; é competente no bloqueio, principalmente, quando está na linha e teve bastante oportunidade de bloquear, mas por vezes parece que está economizando energia pensando em receber a próxima bola e não termina a jogada.

Contra

Ficou limitado a algumas rotas, principalmente verticais, e lhe falta agilidade pra mudar de direção e quebrar a marcação para conseguir separação. Tem que corrigir seus problemas com a proteção para jogar na NFL.

Thaddeus Moss – LSU (6’5”/250 lbs)

VelocidadeAceleraçãoRotasSeparaçãoRecepçãoJardas depois da recepção50/50 ballsBloqueioForçaCollegeMédia
33445345523.8

Thaddeus Moss jogou sua primeira temporada em North Carolina ST, mas após apenas 6 recepções ele ficou insatisfeito com sua utilização e decidiu se transferir pra LSU. Pelas regras, ele teve que ficar fora um ano. No ano seguinte, passou por uma cirurgia no pé e também não jogou.

Em 2019, jogando com Burrow, teve um bom ano e foi campeão do College. Ele vem para o Draft tendo acumulado 53 recepções, 619 jardas e 5 TDs.

O hype em volta de Moss está muito em cima graças a dois fatores: 1- ele é filho de Randy Moss, um dos melhores WRs da história da NFL. 2- ele teve 3 TDs e 135 jardas nos playoffs do College, momento em que muitos estavam acompanhando pela TV.

Prós

Thaddeus Moss é extremamente recebendo a bola, teve pouquíssimos alvos, mas os que foram na sua mão, se tornaram recepções, mesmo com tráfego e jogadores brigando com ele pela bola. É um excelente bloqueador, tem muita força, técnica e vontade pra agir na linha de scrimmage. Essa habilidade irá lhe garantir muitos snaps na NFL.

Contra

Moss tem vários questionamentos indo para o Draft. É muito lento e não tem agilidade nenhuma, se não tiver um campo aberto não consegue jardas depois da recepção. Teve apenas um ano de produção e a maior parte desta veio em 2 jogos. Terá que passar por mais uma cirurgia no pé esse ano, o que iria tirá-lo de 3 meses dos campos, o que vai atrasar sua adaptação a NFL.


Esses são alguns Tight Ends que estarão no draft e que tem mais potencial para influenciar nossas ligas de fantasy. Após o Draft, virão os rankings. Aproveitem o draft!

Mais uma vez: até lá, se puderem, fiquem em casa nesse período que estamos passando e ficam aqui os agradecimentos de toda a equipe do Brasil Fantasy Football para todos que continuam fazendo seu trabalho e nos ajudam a passar por esses tempos difíceis, como os trabalhadores da área da saúde do comércio e do transporte.

Se tiverem alguma dúvida ou quiserem bater um papo sobre fantasy só entrar em contato pelo meu Twitter, do BrFF ou deixar um comentário aqui.

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