Tom Brady no Buccaneers, e agora?

O que esperar de Tampa Bay e New England para 2020?

No dia 20 de março Tom Brady, quarterback, oficializou sua saída de New England (único time da NFL de que o jogador fez parte) após 20 anos de parceria. A carreira pelo Patriots não poderia ter sido melhor: 6 anéis de Super Bowls, 4 MVP de Super Bowls e 14 Pro Bowls. Então por que deixar a franquia?

Em carta, Tom Brady disse que foi incentivado por muitos veteranos do time e sempre estiveram lá quando ele cresceu, tanto como jogador quanto na vida pessoal. Brady também declarou que aprendeu muito durante os 20 anos e agora quer levar esses ensinamentos para outra franquia.

Ele disse ainda que precisava sair de sua zona de conforto e provar coisas a si mesmo. Com essa mudança, Brady segue os passos de grandes jogadores como Joe Montana, Bett Favre e Peyton Manning.

Brady assinou contrato com o Tampa Bay Buccaneers. O contrato do jogador é de 2 anos no valor de 50M, garantidos, além de 4.5M em incentivos no primeiro ano que funcionam da seguinte forma:

Se Tampa for para os playoffs 500 mil; uma vitória nos playoffs 750 mil; 1.25 milhões para ir para a NFC Championship e 1.75 milhões em caso de vitória. Se o time ganhar o Super Bowl, o jogador ainda recebe mais 2.25 milhões.

Mas qual será o real impacto de Tom Brady nas franquias?

Tampa Bay Buccaneers

 Tom Brady nos Bucs. Via si.com

Com a divulgação do calendário da NFL para 2020/2021, a contratação de Tom Brady rendeu ao time o time 5 primetimes para essa temporada, coisa nunca vista em Tampa.

Para a franquia, Brady é a maior aposta dessa offseason porque o time não participa de playoffs há 13 anos. Com o jogador, o time espera ter o feito histórico de ganhar um Super Bowl no seu próprio estádio, que será a cede do evento na temporada 2020/2021.

Analisando o quarterback, Brady continua eficiente com 66.67% dos passes completados, média de 2.5 segundos no pocket, apenas 8 interceptações em 2019 e não faltou em um jogo desde 2008. No entanto deve-se levar em consideração que ele tem 42 anos, não pode carregar uma equipe sozinho, é imóvel e começa a perder qualidade durante a temporada.

Em vista de se adequar à nova aquisição, Tampa trouxe para seu elenco Rob Gronkowski, o TE ex-Patriots que volta de um ano de aposentadoria para encarar esse novo desafio com seu colega. Além do TE, os Bucs focaram no draft em reforçar a OL com a intenção de proteger melhor o QB.

O ataque de Tampa fica distribuído dessa maneira:

Tom Brady (QB), Ronald Jones (RB), Ke’Shawn Vaughn (RB), Mike Evans (WR1), Chris Godwin (WR2), Brandon Aiyuk (WR3), Rob Gronkowski (TE), Ryan Jensen (C), Ali Marpet (LG), Andrew Thomas (LT), Josh Kline (RG) e Donavan Smith (RT).

Isso significa que o time tem excelentes peças com potencial de fazerem um grande trabalho juntas. Tudo dependerá de como elas serão encaixadas e se continuarão com as performances esperadas.

Algumas projeções colocam o time 11-5, outras 9-7 e ainda 8-8, mas todos os cenários são melhores que a última campanha 7-9 do time, talvez apenas não o esperado do elenco. Vale a pena ressaltar que as simulações não necessariamente mostram a realidade porque a NFL é definida em campo, mas podemos esperar boas coisas da franquia.

New England Patriots

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A saída de Brady trouxe uma instabilidade e desconfiança ao time e à torcida nunca vistos antes. Depois de 6 títulos de Super Bowl, ver-se sem o protagonista de todas as conquistas desestabilizou completamente o clima.

Como se a saída do quarterback do time não fosse decepcionante o suficiente, a torcida teve mais uma decepção com seu ex-TE voltando da aposentadoria para a NFL, jogando por Tampa.

Mas afinal, o que sobrou e o que esperar de New England?

É compreensível o desespero sem o quarterback, entretanto o ataque de New England nunca foi formado apenas por ele e é nesse pensamento que surge a esperança do torcedor.

O time ainda possui boas armas:

Jarrett Stidham (QB), Brian Hoyer (QB), Sony Michel (RB), James White (RB), Julian Edelman (WR1), Mohamed Sanu (WR2), N’Keal Harry (WR3), Matt LaCosse (TE), James Develin (FB), Isaiah Wynn (OL), Joe Thuney (OL), David Andrews (C), Shaq Mason (OL), Marcus Cannon (OL).

Stidham era o reserva de Brady, mas ainda não se sabe o que esperar dele; provavelmente apenas o Bill Belichick realmente deve conhecer a intenção. Hoyer veio com a intenção de disputar pela posição de QB1 e, por ter mais experiencia, é projetado para iniciar a temporada.

Matt LaCosse é colocado na posição 55th entre os TE. Sua melhor marca em 4 anos de carreira foi de 24 recepções para 250 jardas em uma única temporada. Infelizmente, ele é a melhor opção no momento.

Quanto ao corpo de recebedores, Julian Edelman, Mohamed Sanu e N’Keal Harry são ótimos jogadores, mas tiveram uma temporada de 2019 abaixo do esperado por conta das lesões. No entanto, se estiverem saudáveis, têm um grande potencial.

Mesmo com as desestabilizações, o time de Foxborough continua brigando pelo título da AFC Leste. Algumas simulações mostram o time com resultado 8-8 para a temporada, em contraste ao cenário 12-4 da temporada de 2019/2020.

Sem dúvidas New England não será o time para brigar pelo Super Bowl essa temporada, mas a possibilidade de playoffs continua viva.

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