Running Backs da “meiuca” – Parte 3

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New York Jets running back Le’Veon Bell warms up before a preseason game against the New Orleans Saints on Aug. 24.
(Associated Press)

Senhoras e senhores! É com grande prazer que trago a 3ª e última parte da minissérie “Running Backs da Meiuca”.

Neste capítulo final, tenho a honra de analisar os seguintes RBs: Devin Singletary (BUF), Mark Ingram (BAL) e Le’veon Bell (NYJ).

Devin Singletary

Foto: Bryan M. Bennett/Getty Images

O camisa #26 do Buffalo Bills fez uma temporada razoável em seu ano de calouro com 755 jardas terrestres e 2 TDs, além de 194 jardas aéreas para outros 2 TDs em um ataque que teve como destaque o Josh Allen (QB 6) principalmente pelo seu jogo corrido: 510 jardas e incríveis 9 TDs. Além do volume terrestre “roubado” por Allen, Singletary ainda dividiu o Backfield com Frank Gore (151 corridas de Devin contra 166 de Gore) tendo um comitê na posição o que influenciou negativamente nos números do nosso camisa #26.

Para 2020, com a saída de Gore para os Jets, esperava-se um volume de jogo maior para Devin que mostrou sinais de que poderia ser o RB1 do time e de que estaria pronto para a situação. Entretanto, os Bills pensaram diferente e trouxeram Zack Moss via Draft (3ª rodada , segunda escolha dos Bills na noite) que fez um excelente college (em 13 jogos correu para 1416 jardas, fez 15 TDs terrestres além de 388 jardas recebidas para 2 TDs) e poderia ser melhor cotado se não fossem as lesões no joelho na última temporada. Moss deverá, devido as suas características, fazer o mesmo trabalho que fez Gore em 2019, tendo grande participação na Redzone e principalmente nas corridas para TD.

Prós

  • Tende a evoluir nessa temporada e deverá ter um maior envolvimento nos passes, podendo ser uma espécie de “Tarik Cohen dos Bills” – o que é visto com bons olhos nas ligas PPR.

Contras

  • Josh Allen, além de roubar um grande volume terrestre, não costuma fazer o checkdown com frequência e consequentemente não costuma passar para os seus RBs;
  • Além do volume roubado pelo QB, Moss poderá atrapalhar e muito a pontuação de Devin devido a sua participação em TDs e conversões de 1ª descidas;
  • Seu ADP (31,4 – final da 2ª rodada) é muito alto considerando o capital de draft investido: Nomes como Mark Ingram (APD 32,9) e Clyde Edwards-Helaire (43,3 – este que deverá subir para a 1ª rodada devido às últimas notícias) por exemplo, são muito mais interessantes;
  • Zack Moss é uma melhor opção devido ao seu ADP (140,6) seja para ser banco ou eventual RB3/Flex.

Devido aos pontos acima listados, eu particularmente não draftaria Singletary antes da 7ª rodada, considerando que eu precise draftar um RB naquela faixa do draft. Caso a posição de RB já esteja fechada, preferiria focar em um WR ou TE ao invés de escolher Devin. Acredito que, pelo ADP atual, é um forte candidato a ser Bust esse ano.

Mark Ingram

Foto: Michael Reaves/Getty Images

Com APD de 32,7 (final da 2ª, começo da 3ª rodada), Mark Ingram, que fez a alegria de muita gente ano passado, até o momento continua sendo o titular do melhor ataque terrestre da liga (1º em jardas e tentativas corridas além de 3º em TDs terrestres – 2º no geral). Terminou a temporada sendo o RB9 (Standard) e RB 11(PPR) com os seguintes números: 1018 jardas corridas com 10 TDs terrestres, além de 247 jardas recebidas para 5 TDs (Melhor marca pessoal em TDs recebidos).

Para 2020, os Ravens adicionaram com seu pick 2 via draft, o RB J.K. Dobbins que teve excelente aproveitamento em Ohio State – 2003 jardas e 21 TDs terrstres em 2019 – e mostra-se muito promissor para os próximos anos. Atenção jogadores de Dynasty: Dobbins seria o 3º melhor running back dessa classe atrás apenas de Clyde Edwards-Helaire (KC) e Jonathan Taylor (IND) na minha humilde opinião. Pode-se esperar certa competição com nosso RB de 30 anos, mas a menos que haja alguma lesão, Ingram deverá seguir com sua titularidade e números acima da posição que está sendo draftado (RB20).

Prós

  • Está no melhor ataque terrestre da liga e mostrou-se adaptado ao esquema de Baltimore;
  • Ficou fora de apenas 1 jogo ano passado (VS PIT na semana 17);
  • Teve apenas 2 jogos com menos de 10 carregadas;
  • Média de 16,17 pontos por jogo (PPR).

Contras

  • J.K. Dobbins deverá ser o titular nos anos seguintes, logo para ligas keepers (e Dynasty) não é uma boa opção para o ADP;
  • Muito dependente de TDs: Apenas em 1 de 6 jogos sem TD fez pontuação acima de 12 pontos (14,4 pontos VS NE).

Considerando apenas ligas redrafts, Ingram seria uma excelente escolha para ser o seu RB2 do time e se acabar saindo na 3ª rodada, poderá lhe proporcionar o luxo de escolher um WR ou TE top na 2ª rodada e, caso queira ter ainda mais segurança com ele, escolha Dobbins (ADP 91,5, meio da 7ª rodada) também.

Le’veon Bell

Concluindo nossa série de running backs, temos nosso menino Bell! Com ADP de 29,7 (3ª rodada), o RB titular dos Jets terminou a temporada como RB21 e RB16 nos formatos Standards e PPR respectivamente. Os números não foram tão expressivos se comparados aos anos vestindo a Camisa dos Steelers: 789 jardas corridas e 3 TDs além de 461 jardas recebidas e 1 TD em 2019 contra 1291 jardas corridas e 9TDs além de 655 jardas recebidas e 2TDs em 2017.

Se ano passado Bell não teve com quem disputar a titularidade, para este ano os Jets investiram na posição trazendo o nosso Highlander Frank Gore (FA), além de Lamical Perine na 4ª rodada do Draft o que poderá complicar ainda mais para Bell: não que sejam melhores que ele e roubem a titularidade, mas é bem provável que seu volume de jogo sofrerá redução.

Prós:

  • Já demonstrou ser extremamente talentoso e é o titular absoluto da posição nos Jets;
  • Em 7 anos de NFL, ficou no top 5 em 3 anos (considerando o ano de hold out);
  • Participa tanto do jogo terrestre quanto recebendo passes;
  • Em apenas 3 jogos teve menos de 15 carregadas;
  • Média de 14,3 pontos por jogo.

Contras

  • O ataque dos Jets foi horrível no ano passado: O PIOR ATAQUE DA NFL, 31º em jardas terrestres e último na redzone;
  • Adam Gase está lá;
  • Volume de jogo deverá diminuir com a chegada de Frank Gore e Perine;
  • opções melhores para a posição considerando o ADP: mesmo caso do Singletary.

É com dor no coração que, no meu entendimento, Bell não seria uma boa opção para RB2/RB3 devido ao seu custo de draft (caso seu ADP fosse de 4ª ou 5ª rodada, seria algo a se considerar). Há opções melhores e “mais seguras” em rodadas posteriores (Kareem Hunt, Cam Akers, Jonathan Taylor e até Ronald Jones são opções para seu “low-end” RB2, RB3/Flex).
Portanto nessas condições atuais, eu não draftaria Le’veon.

E com isso concluímos nossos “Running Backs da meiuca”!

“Ah Derick… então pra você, qual seria seu ranking desses jogadores? Não vale ficar em cima do muro e falar que depende da sua estratégia ou posições anteriormente draftadas”.

Ok, ok….

Em ordem de preferência:

  1. Chris Carson
  2. Mark Ingram
  3. Todd Gurley II
  4. James Conner
  5. David Montgomery
  6. Melvin Gordon III
  7. Le’veon Bell
  8. David Johnson
  9. Devin Singletary

OBS 1: Não significam que os primeiros são melhores jogadores, mas sim que o conjunto talento, volume, upside, risco e ADP, na minha opinião, fazem deles melhores escolhas no meu draft.

OBS2: Até o momento que este texto foi escrito, não houve desistência de nenhum deles de jogar a temporada devido ao COVID-19.

Agradeço a todos que nos acompanharam nesses 3 capítulos e caso tenha perdido as 2 primeiras partes, é só clicar aqui (parte 1) e aqui (parte 2).  

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