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Estratégias para draftar em Best Ball

Com o aumento da popularidade dos torneios Best Ball, entender as estratégias mais eficazes para montar elencos competitivos se tornou essencial. A cada temporada, dados e análises reforçam que o sucesso nesse formato exige mais do que apenas boas escolhas – é preciso pensar em construção de elenco, correlação e, principalmente, upside (alô Rui Maurício).

Um dos pilares da estratégia em Best Ball é o “stacking”, ou acúmulo de jogadores de um mesmo time, especialmente QBs e seus recebedores (WR e/ou TE). Essa abordagem aumenta o teto semanal da equipe e consolida apostas, o que se torna ainda mais relevante nos playoffs – em especial na decisiva semana 17. Além disso, a “correlação” entre confrontos, como escalar jogadores dos dois lados de um possível tiroteio ofensivo, pode maximizar ainda mais os pontos somados numa rodada decisiva.

Outro ponto fundamental é entender o ambiente da equipe e o uso que cada jogador oferece. Projeções médias na pré-temporada muitas vezes mascaram o verdadeiro potencial ou risco de um atleta. Travis Hunter, por exemplo, tem a mesma projeção de jardas que Keon Coleman, mas oferece muito mais chances de upside – algo vital em ligas grandes e com prêmios altos.

A construção ideal de elencos também segue padrões estatisticamente comprovados. Dados dos últimos anos mostram que escalar exatamente cinco running backs tem sido a estratégia mais eficaz, enquanto times com sete RBs tendem a ter desempenho abaixo da média. No caso dos wide receivers, sete ou oito é o número mágico, sendo que elencos com apenas cinco WRs quase sempre falham. Já entre os tight ends, três opções têm apresentado desempenho superior a formações com apenas dois.

Outro conceito importante é que alocar capital demais em uma só posição – como encher o time de RBs nas primeiras rodadas – geralmente compromete o equilíbrio do elenco. Em ligas que são exigidos três WRs por semana, negligenciar essa posição em favor de RBs ou QBs é um erro comum entre iniciantes. Ter um guia de distribuição ideal de capital ajuda a manter a estrutura do draft coesa.

Os dados também indicam que quarterbacks devem ser escolhidos com cautela. Estratégias com dois QBs são mais eficazes quando um dos passadores é selecionado nas primeiras rodadas. Caso contrário, três QBs tornam-se recomendados para cobrir possíveis buracos. O mesmo vale para os tight ends: a estratégia mais segura é esperar até depois da rodada 10 e selecionar três opções com potencial, em vez de gastar capital alto em nomes que dificilmente entregam vantagem significativa.

Flexibilidade é chave: quem escolhe WRs cedo pode terminar o draft com apenas seis recebedores, enquanto times que demoram para priorizar a posição devem buscar oito. O mesmo raciocínio se aplica aos RBs: times que começam com dois nomes fortes podem parar em quatro. Por outro lado, quem adota estratégias como o Zero-RB (nenhum corredor nas primeiras rodadas) deve buscar seis jogadores para o backfield no total.

Por fim, vale destacar que os times que chegam às finais dos principais torneios como o Best Ball Mania possuem, em média, 8,7 jogadores “empilhados” da mesma equipe. Ou seja, a correlação ofensiva entre companheiros de time é um fator determinante. Seja com stacks agressivos, alocação equilibrada de capital ou busca constante por upside, o caminho para o sucesso no Best Ball passa por estratégia, dados e execução precisa.

Como tenho montado meus times

Eu, Júlio, tenho priorizado WRs nas primeiras rodadas. Costumo sair dos drafts com pelo menos três recebedores nas quatro primeiras rodadas. Os nomes mais frequentes em meus elencos são CeeDee Lamb, Puka Nacua, Ladd McConkey, Rashee Rice e Tetairoa McMillan. Nos mesmos rounds, também costumo olhar eventualmente para running backs da elite, como Josh Jacobs, ou apostas pontuais em quarterbacks e tight ends de tier elevado.

Entre as rodadas 5 e 8, minha estratégia se concentra em conseguir RBs com papéis bem definidos ou potencial para terminar no top 12 — como Kenneth Walker, James Conner, RJ Harvey, TreVeyon Henderson e Tony Pollard.

Já entre as rodadas 9 e 12, o foco muda para rookies com upside, especialmente wide receivers como Emeka Egbuka, Jayden Higgins, Tre Harris, Luther Burden e Kyle Williams. É também nesse intervalo que entram QBs e TEs com valor: Drake Maye, Dak Prescott e JJ McCarthy, além de tight ends veteranos como Mark Andrews e Travis Kelce, ou nomes que devem crescer em seus papéis como Tucker Kraft, Tyler Warren e Colston Loveland.

Depois da 12ª rodada, a missão passa a ser preencher lacunas. Sempre busco a presença de pelo menos dois handcuffs de RBs com potencial imediato — casos de Tyler Allgeier, Isaac Guerendo e Will Shipley. Para quem precisa de um último QB, Cam Ward surge como opção intrigante, assim como diversos tight ends de fim de draft, entre eles Hunter Henry, Chigoziem Okonkwo e Theo Johnson. O grupo de WRs nesse ponto é volátil, mas nomes como os novatos Jack Bech, Pat Bryant e Jaylin Noel, além dos veteranos Dyami Brown e até DeAndre Hopkins, ainda podem render valor inesperado.

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