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Fala Turma #8: divisão de toques anula o potencial dos RBs rookies?

Após uma fase extremamente ascendente há alguns anos, os running backs calouros esfriaram um pouco no Fantasy. Entre 2016 e 2020, nove diferentes novatos terminaram como RBs top-10 em PPR, incluindo a temporada absurda de 2017 com quatro nomes nesse grupo. Mas de 2021 a 2024, apenas três calouros conseguiram esse feito.

O capital de draft ainda importa, mas não é tudo: dos 12 RBs calouros top-10 na última década, sete saíram na primeira rodada, e cinco não. Ou seja, mesmo sem capital de primeira rodada, ainda é possível atingir o topo. O desafio é apenas encontrar os breakout studs no meio de tantos nomes nos dias menos visados do NFL Draft.

Apesar da queda recente, RBs continuam sendo a posição mais próxima de produzir desde o primeiro snap para Fantasy. Veja Bijan Robinson e Jahmyr Gibbs em 2023: ambos foram escolhidos entre os 12 primeiros RBs e, mesmo como calouros, tiveram volume constante e semanas de elite.

Nomes como Ezekiel Elliott (2016), Alvin Kamara (2017), Kareem Hunt (2017) e Saquon Barkley (2018) mostraram o quão destrutiva pode ser uma temporada de estreia.

E olhando para 2025, temos Ashton Jeanty com ADP de top-6 e um trio promissor formado por Omarion Hampton, TreVeyon Henderson e RJ Harvey entre os 25 primeiros RBs do fantasy.

Jeanty tem capital de draft alto e situação favorável para ser dominante desde o primeiro snap. Já Hampton, Henderson e Harvey devem começar com menos volume em setembro, mas têm caminhos claros para se firmar como titulares e potenciais league winners a partir de outubro.

Denver Broncos

O backfield dos Broncos em 2024 foi decepcionante, mesmo com volume. Sean Payton ofereceu oportunidades, mas a produção foi fraca. Com a saída de Javonte Williams, o time adicionou RJ Harvey na segunda rodada do draft, surpreendendo muita gente, e trouxe também J.K. Dobbins.

Harvey é explosivo, bom recebedor e dinâmico em espaço aberto, mas ainda falha na proteção ao passe. Dobbins perdeu atleticismo por conta das lesões, mas segue eficiente e também contribui no jogo aéreo.

Este é um dos backfields mais interessantes do fantasy em 2025. A divisão deve começar equilibrada, com leve vantagem para Dobbins no primeiro mês (70-30?), mas isso pode mudar rapidamente com o tempo.

Os dois devem atuar em situações de passe e são jogadores com upside caso o outro se machuque. A chegada de Dobbins barateou o custo de Harvey, tornando-o ainda mais atraente. A resposta simples aqui: apenas drafte os dois.

New England Patriots

Em 2024, os Patriots usaram Rhamondre Stevenson e Antonio Gibson como dupla titular, com Stevenson liderando. Mesmo com oscilações, permaneceu como o principal nome. No Draft, New England investiu pesado e pegou TreVeyon Henderson na segunda rodada. Henderson é conhecido desde os tempos de calouro em Ohio State, com mais de 1.500 jardas totais e 19 TDs em sua primeira temporada universitária. Com velocidade e habilidade no jogo aéreo, ele tem potencial explosivo. Mas, para manter sua eficiência e evitar lesões, é pouco provável que seja sobrecarregado.

No custo atual, tanto Henderson quanto Stevenson valem a pena. Mas Henderson tem um grande potencial caso Stevenson se machuque. Seu perfil é ideal para o formato PPR. Estou buscando agressivamente o novato, mesmo nas viradas 4-5 das home leagues.

Jacksonville Jaguars

Se você procurar por “caótico” no dicionário, vai encontrar uma foto do backfield de Jacksonville. Em 2024, Travis Etienne e Tank Bigsby dividiram os toques de forma quase igual. Etienne recebia passes e jogava em espaço, enquanto Bigsby era o carregador primário. Com a chegada de Liam Coen como novo coordenador ofensivo (que teve sucesso com o backfield de Tampa em 2024), o time adicionou Bhayshul Tuten na 4ª rodada do draft, claramente um alvo da nova comissão técnica.

Tuten é pura explosão. Rápido, compacto e capaz de anotar TDs em jogadas grandes tanto correndo quanto recebendo. Por outro lado, sofre com fumbles, o que pode limitar sua participação. Ainda assim, com Etienne e Bigsby no elenco, temos uma batalha a três nomes. Bigsby é um carregador de primeiro down, enquanto Etienne e Tuten são mais completos. Mas em fantasy, queremos RBs que recebam passes. É por isso que Tuten tem o maior “boom” em potencial. Todos valem uma fatia do seu portfólio de drafts.

Conclusão:

A divisão de toques é um fator real e que precisa ser monitorado. Mas não deve nos afastar automaticamente dos RBs calouros. O histórico mostra que, com o tempo, o talento tende a vencer. Muitos desses novatos começam o ano com papel limitado, mas estão prontos para explodir na segunda metade da temporada.

Em 2025, sigo investindo nos que possuem talento e caminho para crescimento. Ashton Jeanty é prioridade. Omarion Hampton e TreVeyon Henderson são alvos agressivos. E RJ Harvey e Bhayshul Tuten oferecem combinação de valor e “upside” que pode decidir ligas.

A divisão de toques atrasa, mas não anula. O talento, quase sempre, encontra o caminho.

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